Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Bíblia - Evangelho de João
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CUIDAR DA VIDA: ELA É PARA SEMPRE O Evangelista João conversando com os cristãos e cristãs de hoje (6ª parte) Caríssimos! Os sinais de Jesus, em nosso Evangelho, são manifestações da bondade divina em favor da vida em abundância para todos. É o que veremos hoje. Iniciamos pelo capítulo 10, concluindo o 6º sinal. Eu sou a porta das ovelhas (Jo 10) Jesus está em Jerusalém. Lá está acontecendo a festa da Dedicação. Esta festa celebrava a purificação e consagração do templo, profanado pelo rei Antíoco, realizada por Judas Macabeu no ano 164 antes de Cristo (Cf. 1 Mc 4, 36-60). O capítulo 34 de Ezequiel é um dos textos mais lidos, durante esta festa. Nele, o profeta denuncia os líderes de Israel que só pensam em si mesmos e esquecem do povo. Os líderes que deveriam ser os pastores que cuidam com carinho das ovelhas, se tornaram lobos do povo sofrido. Jesus chama-os de assaltantes, ladrões e mercenários. Diante desta realidade, Jesus toma posição pelas pessoas sofridas e abandonadas. Ele próprio torna-se o pastor que defende sua vida contra os mercenários. Ele é a porta pela qual se entra num novo modo de viver e organizar a sociedade. Esta é a proposta que as comunidades cristãs são chamadas a seguir. As palavras de Jesus dividem as autoridades. Muitas rejeitam a Jesus e sua proposta. Querem difamá-lo perante o povo. Consideram-no possuído pelo demônio. Algumas até querem apedrejá-lo. E Jesus: Vocês não querem acreditar porque vocês não são minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. Assim como Jesus permanece unido ao Pai, também os que o seguem permanecem unidos a ele e ouvem sua voz. Sétimo sinal: Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11) Chegamos ao último dos sete sinais que, representa o ponto alto da ação libertadora de Jesus: Ele ressuscita Lázaro vencendo assim a barreira da própria morte. A família de Marta, Maria e Lázaro representa a comunidade dos que acreditam e seguem a proposta de Jesus. É a imagem da nossa comunidade. Para isto, nos espelhamos no jeito de ser de Jesus com aquela família de Betânia. Entre Jesus, Maria, Lázaro e Marta existe uma amizade muito especial. Naquela família/comunidade de Betânia vive-se o sonho de Deus para todos os seus filhos e filhas. Jesus fica sabendo que seu amigo Lázaro está doente e que, dois dias depois, já estava morto. Jesus dirige-se a Betânia. Ir à região da Judéia significa expor-se ao perigo de morte já prometida pela elite de Jerusalém. Por isso, os discípulos mostram sua solidariedade: Vamos nós também pra morrermos com ele. Chegam a Betânia quatro dias depois da morte de Lázaro. O quarto dia representa o fim de todas as esperanças. É o início da decomposição do cadáver. Marta e Maria estão em profunda tristeza. Para Jesus, porém, a morte tem um outro sentido que ele quer revelar. Ele afirmara que Lázaro está dormindo. Os discípulos não conseguem compreender. Eles fazem parte do grupo que considera a morte como barreira intransponível. Marta, ao encontrar-se com Jesus, reacende as esperanças. Ela acredita na ressurreição no último dia. Mas, Jesus se revela como Luz e Vida plena já para esta vida e para após a morte. Marta corre ao encontro de sua irmã. Maria chora desconsolada, fechada em sua casa que lembra a morte, a tristeza. Ela deve sair daí para poder encontrarse com Jesus. Ele não vinha para dar pêsames, e sim para resgatar a vida. Lázaro está morto. Ele faz lembrar muitas comunidades que se acomodaram e não transmitem mais vida. Jesus chora. Seu amor é compassivo e solidário. Mas seu choro pode ser pela realidade de morte provocada pelo egoísmo de homens que só pensam em seus interesses. As pessoas que vêem Jesus chorar comentam: Vejam como ele o amava. Outros comentam: Ele que abriu os olhos do cego, não poderia ter impedido que este homem morresse? Jesus, junto ao túmulo, fala: Tirem a pedra. E, após dirigir-se ao Pai, fonte de toda vida, Jesus grita bem forte: Lázaro, saia para fora... E a vida se refaz diante da palavra de Jesus. Ele sai do túmulo com os braços e pernas amarrados e o rosto coberto. Jesus ordena que as pessoas presentes o desamarrem para ele poder andar.
Quem acredita se compromete Este sétimo sinal quer comprometer todas as pessoas a se movimentarem para promover a vida. Os discípulos acompanham Jesus. Marta o acolhe e torna-se missionária junto à sua irmã Maria, transmitindo-lhe a Boa Notícia da presença de Jesus. Marta leva consigo os judeus na direção de Jesus. E todos se dirigem ao lugar onde está Lázaro enterrado. Junto com Jesus, testemunham a ressurreição e devem ajudar Lázaro a libertar-se totalmente das amarras que o impedem de andar com as próprias pernas. Neste sétimo sinal estão presentes todos os demais sinais. Ao libertar o ser humano da morte, Jesus se revela como o caminho da superação de tudo o que impede uma vida livre e feliz. Este caminho pode ser trilhado por todas as comunidades que acreditam firmemente naquilo que Jesus revelou a Marta: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá... Você acredita nisso? A ressurreição de Jesus provoca reações diferentes entre as pessoas: Há pessoas que o acolhem e defendem a vida (seguem a Luz do mundo) e outras que o rejeitam e tramam a morte (seguem as trevas). Quem conhece a Jesus não pode mais ficar no meio termo. Ele provoca a pessoa a uma tomada de posição. Os judeus que viram o que Jesus fizera acreditam nele. Outros, porém, o denunciam ao Sinédrio que vai condená-lo à morte. Aquele que doa a vida é condenado à morte por defender a vida, e justamente, em tempo de festa da Páscoa. Uma casa perfumada (12, 1-11) Jesus dirige-se à casa de Lázaro, Maria e Marta, onde lhe oferecem um jantar. Marta está servindo e Lázaro está à mesa com os convidados. Em certo momento, Maria toma quase meio litro de perfume caríssimo e unge os pés de Jesus, enxugando-os com os cabelos. A cena sintetiza praticamente toda a primeira parte do nosso evangelho. Os três irmãos são o retrato da comunidade cristã: uma comunidade de amor que gera relações fraternas entre todas as pessoas. A refeição é o símbolo da partilha da vida e dos bens. Os três irmãos representam os diversos modos de ser discípulo e discípula de Jesus. Lázaro, que esteve morto, pode representar as pessoas que, pela graça de Deus, encontraram o caminho da conversão e da vida verdadeira. Agora partilham da vida de Jesus e comem com ele. Marta é servidora, isto é, exerce a diaconia. Lembra todas as pessoas que atuam na comunidade nos diversos ministérios. Maria simboliza o grande e íntimo amor que as comunidades nutrem por Jesus. Jesus é o esposo que caminha junto, ama gratuitamente e acolhe o amor das comunidades. Judas Iscariotes julga o gesto de Maria, sob o ponto de vista economicista: este dinheiro poderia ajudar os pobres. Porém, suas palavras soam falsas. Ele é chamado de ladrão porque retinha para si o que, por direito, pertencia a todos. Judas revela a atitude de muitas pessoas que não aderem ao espírito da partilha e pensam apenas em seus próprios interesses. Sair ao encontro de Jesus entrar no seu caminho (12, 12-50) O povo está em Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa. Sabendo que Jesus se aproxima da cidade vão ao seu encontro, reconhecendo-o como rei que salva. Sair da cidade e ir ao encontro de Jesus é a atitude de quem não aceita a opressão dos grandes da cidade. É preciso sair deste lugar que oprime e mata. Jesus monta num jumentinho e entra na cidade como entravam os pobres peregrinos. Destituído de poder, Jesus vem reunir e salvar o povo. Vem reunir e salvar também os estrangeiros, representados pelos gregos. O caminho de vida e salvação, porém, não é aquele esperado pela multidão. Jesus não é um chefe político que busca um trono para aparecer e dominar. Ele é servo do Pai a serviço da vida dos pobres. Não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Para isto, escolhe o caminho do amor que doa a vida na liberdade. Faz-se grão de trigo que cai na terra e morre para produzir muito fruto. A sua morte será a superação de uma sociedade injusta e início de uma vida plena. Pe. Celso Loraschi PARA CONVERSAR
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