Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Bíblia - Evangelho de Lucas
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ATÉ OS CONFINS
DO MUNDO Irmãos e irmãs de caminhada! Nossos encontros nos levam a conhecer a vida das primeiras comunidades cristãs como Atos dos Apóstolos nos relata. Acompanhamos, com admiração, o testemunho dos discípulos e discípulas de Jesus que se espalham pelo mundo anunciando a Palavra que liberta. São pessoas que se deixam conduzir pelo Espírito Santo e abrem caminhos novos que conduzem para uma Vida de paz e dignidade.
Assim, chegamos ao fim do livro. É PRECISO CUIDAR DAS OVELHAS Em nosso último encontro, fizemos alusão à despedida de Paulo diante dos animadores, anciãos ou presbíteros da comunidade de Éfeso. Paulo exorta-os a terem cuidado de si mesmos e que possam ser bons pastores para a comunidade. É preciso cuidar das ovelhas, conforme o exemplo de Jesus, o bom pastor. Há perigos externos, onde há falsos profetas que, como lobos, tentam dispersar o rebanho. Há perigos internos, onde membros da própria comunidade buscam interesses pessoais e tentam desviar outras pessoas do caminho do amor, da justiça e da paz. Ser animador de comunidade é vigiar para que nenhuma pessoa fique excluída das condições que garantem uma vida boa, com pão, casa, saúde, amizade, perdão, liberdade... Paulo e sua equipe de missionários fizeram tudo o que foi possível para garantir estas condições. Agora, Paulo sente que deve voltar para Jerusalém, onde irá sofrer muito. Quem segue a Jesus vai ter que enfrentar o sistema que gera a morte de multidões de pessoas. Paulo sabe que vai sofrer muito, mas ele tem que ir em frente. Ele se sente "prisioneiro do Espírito Santo" e não pode se acomodar pensando só em si mesmo. NÃO SE INTIMIDAR DIANTE DAS AMEAÇAS Paulo é acolhido pelos irmãos e irmãs que moram em Jerusalém. Na casa de Tiago ele relata todas as maravilhas que Deus havia realizado durante suas viagens missionárias. Pessoas de todas as raças e culturas foram abraçando a mensagem de Jesus e acolhendo o caminho da liberdade e da salvação. Alguns judeus, porém, acham que a ação de Paulo está enfraquecendo o judaísmo, pois ensina que não é mais necessário seguir a Lei de Moisés e nem é necessário se circuncidar para pertencer ao Povo de Deus. Não demorou muito para que se desencadeasse uma forte perseguição a Paulo. Outros judeus, vindos da Ásia, ao perceberem Paulo no Templo
em Jerusalém, o agarram e gritam a todos: "Este é o
homem que anda por toda a parte combatendo contra o nosso povo, contra
a Lei e contra este lugar" Esta acusação é bem parecida àquela que foi
feita a Jesus e, por isso, o condenaram à morte. PERSISTIR NO CAMINHO DE JESUS Diante destas palavras, aquele grupo de judeus, pedem a morte de Paulo. O tumulto foi grande. Os soldados romanos tem que intervir. Paulo é recolhido e amarrado na fortaleza Antônia. Para poder sair dessa, ele faz uso de um direito que possui: a cidadania romana. Um cidadão romano não pode ser preso nem torturado sem antes ser julgado, conforme a lei romana. Esta cidadania de Paulo, provavelmente, ele a adquiriu por ser filho ou neto de um escravo romano liberto. Nós, cristãos e cristãs daquela época tínhamos a convicção de que o caminho de Jesus não podia ser condenado pelo judaísmo. É o que tenta fazer Paulo diante do Sinédrio, conforme vemos no capítulo 23. Paulo passa de acusado para acusador. Mesmo esbofeteado, continua pregando e denunciando com coragem. Afinal ele age "em perfeita consciência diante de Deus", anunciando a ressurreição dos mortos. Ao falar em ressurreição, reagem os saduceus. Eles não acreditam na ressurreição. São apegados aos bens deste mundo e exploram os pobres. Para gente deste tipo é conveniente que não haja vida eterna para não terem de prestar contas diante de Deus. Já o grupo dos fariseus acredita na ressurreição. Assim, acontece a divisão entre eles. Com isso, estamos mostrando a própria fraqueza interna do poder judaico. Cada facção quer defender seus interesses próprios. Nós escrevemos a respeito da vida de Paulo para mostrar o retrato das primeiras comunidades. No caminho do seguimento de Jesus elas tem que enfrentar a oposição dos fanáticos do judaísmo. É este grupo que quer matar Paulo, como fizeram com Jesus. É este grupo que coloca empecilhos para que a Palavra não se difunda pelo mundo. Isto acontece não só em Jerusalém, mas em todas as cidades do Império. É por isso que, nestes últimos capítulos, fazemos questão de mostrar que os verdadeiros opositores dos cristãos não é o pessoal ligado ao Império Romano e sim o fanatismo judaico. É PRECISO REAGIR SEM VIOLÊNCIA Os romanos protegem Paulo na prisão. O seu sobrinho faz de tudo para manter seu tio bem alerta a respeito de tudo o que está acontecendo. Assim, ele é tirado de Jerusalém e é levado para Cesaréia. Nosso objetivo é mostrar o caminho de Paulo indo até Roma, o centro do Império. Em Cesaréia, Paulo é julgado diante do governador Félix. Contamos isto no capítulo 24. Os seus acusadores são o sumo sacerdote Ananias, o advogado Tertulo e alguns judeus. Eles dizem que Paulo está perturbando a ordem social. A mesma acusação que fizeram a Jesus. Dizem que ele profanou o Templo de Jerusalém, porque introduziu nele gente estrangeira. Esta acusação de profanação do Templo também foi feita contra Jesus. Não é por nada que acusam Paulo de ser "nazireu", isto é seguidor de Jesus de Nazaré. Paulo se defende de todas as acusações. Ele não tem advogado. Seu advogado é o próprio Espírito Santo. Ele representa todas as comunidades cristãs acusadas injustamente. O governador romano entendeu bem que Paulo não é nenhum terrorista. Os cristãos jamais usam da violência e da vingança para impor seu novo modo de viver. Eles pregam e exigem o amor e a justiça, mas nada impõem à força. COMO OVELHA NO MEIO DE LOBOS Félix é substituído por Pórcio Festo. Diante da insistência do pessoal do Sinédrio, este novo governador manda transferir Paulo a Jerusalém. Leiam o capítulo 25. Paulo sabe que a elite judaica está lhe preparando uma cilada. Querem pegá-lo desprevenido e matá-lo. Diante disto, Paulo apela para o Imperador. Quer ser julgado em Roma. Este Imperador era César Nero. Vocês sabem o quanto foi terrível este Imperador contra os cristãos. Assim mesmo, Paulo confia mais em Nero do que no poder judaico. Assim, como aconteceu com Jesus, Paulo é jogado de uma mão para outra. Até o rei Agripa (um dos reis judeus, responsável por uma região da Palestina) e sua mulher Berenice, ao visitarem o governador, se interessam pelo caso de Paulo. Estamos no capítulo 26. Novamente Paulo discursa em sua própria defesa. Conta novamente como aconteceu sua conversão a caminho de Damasco. Sua postura revela que, realmente, é inocente. Até o rei e o governador têm que admitir: "Este homem não fez nada que mereça a morte ou a prisão... Ele poderia ser solto se não tivesse apelado ao imperador". FINALMENTE "NOS CONFINS DO MUNDO"
A nossa intenção é mostrar como a Palavra chega aos "confins do mundo". A missão está cumprida. Escrevemos isso, para que vocês também tenham ousadia e bom ânimo para viver e difundir o Evangelho: o caminho de vida e salvação para todos os povos. Pe. Celso Loraschi PARA CONVERSAR: VAMOS RESSALTAR ALGUNS PONTOS QUE NOS CHAMARAM A ATENÇÃO NESTA ÚLTIMA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO E LIGAR COM A NOSSA VIDA DE CATEQUISTAS E ANIMADORES DE COMUNIDADES ... |
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