Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Bíblia - Evangelho de Lucas
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ANIMANDO A IGREJA NAS
CASAS Irmãos e irmãs de caminhada! Nós somos Igreja! Formamos comunidades de fé e de amor. MARIA: A CASA-CORAÇÃO DE MÃE! Maria, a mãe de João Marcos, é citada em Atos 12, 12. É para a casa dela que se dirige Pedro logo após ser libertado da prisão. Na casa dela, normalmente, se reuniam muitas pessoas para rezar e refletir. João Marcos, como já sabemos, participou da missão junto com Paulo e Barnabé. Também acompanhou Pedro e escreveu, provavelmente, o evangelho de Marcos. Ele deve ter seguido Jesus por causa do exemplo de sua mãe. Ela foi uma animadora de comunidade. Os primeiros cristãos formavam uma rede de comunidades pequenas e espalhadas pelos diversos lugares. O lugar comum onde se reuniam era nas casas de família. Uma delas é a casa de Maria. A casa constitui a estrutura de base da Igreja. Na Igreja-casa muitas mulheres exerceram e exercem uma liderança especial. Nas sinagogas era impensável que uma mulher fosse a dirigente. Nas casas era diferente. Ainda hoje se percebe esta realidade: no sistema eclesiástico, as mulheres ainda não são reconhecidas e não podem participar de ministérios ordenados. No entanto, elas vão vencendo barreiras e exercem uma incrível autoridade que vai além dos títulos. Jesus também não se impunha pela força do cargo, mas pelo serviço perseverante em favor da vida das pessoas excluídas. Maria abria as portas de sua casa para acolher a muitas pessoas. Provavelmente ela possuía uma casa grade. Isto mostra que ela não era pobre e que exercia influência junto aos que tinham poder na cidade. Deve ter sido ela que deu um jeito de libertar Pedro da prisão. Ela foi um "anjo" para Pedro naquela situação difícil. Tudo isto revela que Maria empenha sua vida em favor dos necessitados, colocando seu prestígio não para satisfazer os interesses dos poderosos, mas para defender a vida dos fracos. Ela abria as portas de sua casa para que a comunidade pudesse se reunir. Em At 2, 46 encontra-se a passagem que diz que os cristãos "partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e gozavam de simpatia de todo o povo". O exemplo de Maria nos mostra a "função social" de uma propriedade: servir à causa da comunidade. Quem abre as portas de sua casa é porque já abriu as portas do seu coração para o Evangelho de Jesus. ROSA: ANUNCIADORA DA BOA NOTÍCIA Rosa vive na mesma casa de Maria. A casa, certamente, era grande e precisava da ajuda de mais pessoas. Rosa porém não é mera empregada. É ela que vai a porta e reconhece que é Pedro chegando e corre para anunciar a boa notícia aos outros participantes da comunidade. O anúncio dela enche a casa de alegria. Percebe-se que lá existia um relacionamento de acolhida e de bem querer mútuo que superava a classe social e estabelecia os laços da fraternidade. Esta é uma das características de uma comunidade formada de pessoas que seguem a Jesus: a comunhão fraterna. CORNÉLIO: NÃO BASTA REZAR E DAR ESMOLAS O capítulo 10 de Atos dos apóstolos conta a história de Cornélio. Ele é um oficial romano. Comanda uma legião de cem soldados. Mora em Cesaréia, à beira do mar Mediterrâneo. É temente a Deus e simpatizante da religião dos judeus. Cornélio rezava e costumava dar esmolas. Isto mostra que estava aberto a fazer o bem. Deus, porém, age na vida das pessoas para que elas possam se realizar plenamente. Foi assim com Cornélio. O encontro dele com Pedro representa a disposição para o diálogo. Tanto Pedro quanto Cornélio precisam entender o caminho a ser seguido de acordo com a proposta de Deus. E Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade que liberta. O encontro se dá na casa de Cornélio. Pedro entram em crise, pois tem que partilhar da vida e dos alimentos próprios de uma família pagã. Pedro precisa superar as barreiras do sistema de pureza Judaico. Precisa descer do seu pedestal de "judeu puro". Assim também Cornélio: ele precisa "descer" de sua postura de "oficial romano" e acolher um novo modo de viver e de se relacionar. Todo encontro, quando é baseado no amor e na sinceridade, produz bons frutos. O encontro de Cornélio e Pedro leva à descoberta fundamental: Deus mostra que a nenhuma pessoa se deve chamar de profana ou impera (At 10, 28). Deus não faz acepção de pessoas: Ela ama quem pratica a justiça (At 10, 34-35). A casa, também neste episódio, se torna o espaço da acolhida, do diálogo e da construção da fraternidade humana. De fato, Cornélio dificilmente conseguiria este tipo de relacionamento se permanecesse no âmbito do quartel ou dentro do sistema militar. Lá impera a cultura da violência e da dominação uns sobre os outros, de uma nação sobre outra. Também Pedro dificilmente conseguiria este tipo de relacionamento se permanecesse no âmbito do templo, fechado num sistema religioso que discrimina e condena os pobres, as mulheres e os estrangeiros. O espaço da casa proporciona a aproximação entre as pessoas tornando-as, se houver boa vontade, mais humanas, igualitárias e fraternas. Deve ser por isso que Jesus evitava o templo e os lugares oficiais e concentrava sua ação junto ao povo, especialmente em suas casas. LÍDIA: LIDERANÇA A SERVIÇO DA COMUNIDADE Para conhecer Lídia é bom ler Atos 16,11-15. Ai vamos encontrá-la reunida, à beira de um rio, junto com outras mulheres, na cidade de Filipos, na Ásia Menor. É dia de sábado. A impressão é que elas estão reunidas para rezar. Paulo e Lucas, que estão andando por aquela cidade, ao perceber a presença daquele grupo, dirigem-se para lá e começam a falar a respeito do Evangelho de Jesus. O interesse é grande. A mensagem é acolhida. Lídia, de maneira especial, fica impressionada com o que ouve, já que ela também é uma "temente ou adoradora de Deus". Seu coração está aberto para o novidade da proposta de Jesus. Ela é imigrante, vinda da cidade de Tiatira, cidade famosa por ser um importante centro de fabricação de tecidos. Lídia é uma negociante de púrpura, um tecido vermelho, material de luxo. O evangelho de Jesus penetrou fundo no seu coração, percebendo nele o caminho de sua realização mais profunda. Percebeu, por exemplo, que a riqueza não satisfaz as aspirações mais profundas que ecoavam dentro dela. Ela não ó ouviu a mensagem como algo bonito e bom para a sua vida pessoal, mas fez questão que toda a sua família conhecesse e participasse da mesma novidade. Devia ser uma mulher de muita credibilidade, pois ela e toda as pessoas de sua casa acolheram o Batismo. Este rito confirma a adesão radical à proposta de Jesus. A casa de Lídia torna-se um lugar onde os missionários são acolhidos. O texto deixa entender que a sua casa tornou-se um centro da comunidade cristã de Filipos. Paulo, mais tarde, chega a escrever uma carta para esta comunidade. È uma das cartas mais bonitas do Novo Testamento. É uma carta que nos ajuda a entender a espiritualidade do seguimento de Jesus. A comunidade cresceu não só em quantidade, mas em qualidade, graças ao jeito animado de Lídia, do seu testemunho de fé e coragem, junto com as demais mulheres da cidade de Filipos. Continuando a caminhada Nós, catequistas e animadores de comunidade, continuamos a apostar num modo de ser Igreja a partir das nossas casas, nos Grupos de Reflexão, nas Comunidades de Base. É o modo que procura colocar em prática o evangelho de Jesus , através do diálogo, da partilha, da participação de todos, tendo em vista um mundo de paz, de justiça e de amor. Maria , mãe de João Marcos, Rosa, Cornélio e Lídia Fizeram sua parte... Pe. Celso Loraschi PARA CONVERSAR Ler e comentar em grupo cada um deste textos,. Anotando: A) Que qualidades chamam a atenção
em cada uma destas pessoas? 1. Maria, a mãe de João
Marcos e Rosa: At 12,1-17. |
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