Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Destinatários da Catequese

Prezados leitores. Estamos iniciando um novo ano. Esperanças renovadas, desejo de mais vida e paz.

A equipe do encarte Catequese Caminhando planejou novidades para melhor responder às necessidades dos catequistas.

Veja o título desta coluna: “dúvidas – espaço – diálogo”. Gostou? Vem muita novidade!

Trata-se de uma reflexão em que onde os catequistas podem apresentar as suas dúvidas, perguntas, busca de esclarecimento, orientações e inquietações que brotam do dia-a-dia da catequese. É o espaço para discutir, sugerir, buscar alternativas, trocar experiências, acolher o diferente, entender as inquietações. Assim nasce um diálogo entre catequistas, coordenadores e responsáveis pelo encarte Catequese Caminhando. Não queremos dar respostas prontas e conclusivas, mas abrir um diálogo para aprofundamento, busca de novos caminhos e partilha de experiências.

Eis uma questão. Durante a realização da 2a Semana Brasileira de catequese (Itaici-SP, entre os dias 08 a 12 de outubro de 2001) muitos participantes comentavam nas conversas e perguntavam aos assessores:

“Então agora a catequese é só com os adultos?
As crianças e adolescentes vão ser deixadas de lado?
Isto não vai dar certo?”

O que acham desta pergunta? Não é uma ótima questão para discutir e aprofundar? Vamos buscar algumas iluminações nos documentos da Igreja.

O papa Paulo VI, em 1971 publicou o “Diretório Catequético Geral” que propunha:
“Os pastores lembrem-se que a catequese de adultos, visando as pessoas capazes de uma adesão plenamente responsável, deve ser considerada como a principal forma de catequese, à qual todas as outras, embora sempre necessárias, de certa maneira são ordenadas”.

O texto do Conselho Internacional de Catequese, de 1990, afirma:
“é legítimo e obrigatório admitir que uma comunidade não pode ser chamada autenticamente cristã se carece de uma catequese orgânica de todos os seus membros, tendo como opção central a efetiva e cuidadosa catequese de adultos”.

O documento “Catequese Renovada” (1983) recorda:
“a catequese comunitária de adultos, longe de ser apêndice ou complemento, deve ser o modelo ideal e a referência, à qual se devem subordinar todas as outras formas de atividade catequética. Ela deve receber uma atenção prioritária em toda paróquia e comunidade eclesial de base”.

O papa João Paulo II, no “Diretório Geral para a Catequese” (1997), insiste:
“O princípio organizador, que dá coerência aos diversos processos de catequese oferecidos por uma Igreja particular, é a atenção à catequese dos adultos. Este é o eixo em torno do qual gira e se inspira a catequese das primeiras idades, infância e adolescência e a terceira idade”. O que dizem estas afirmações? Que novidades trazem? Qual é a nossa prática?

Assumir a catequese com adultos não significa abandonar a catequese da infância e dos adolescentes. Mas é importante perceber que “catequese com adultos” nos impulsiona para uma nova mentalidade, um novo modo de entender catequese. Cria uma nova forma de prática. Até agora pensamos e organizamos a “catequese das crianças para os adultos”. Precisamos pensar e organizar catequese “dos adultos para as crianças”.

Queremos ser uma Igreja renovada e adulta, que responda aos anseios e buscas do mundo de hoje, pois “são os adultos que assumem mais, na sociedade e na Igreja, as instâncias decisórias e que favorecem ou dificultam a vida comunitária, a justiça e a fraternidade”.

Dom Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis – MT

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Rua Esteves Júnior n.º 447 - Florianópolis - SC - 88015-130
pelo e-mail: marlene@mitra.arquifloripa.org.br

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