Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Destinatários da Catequese
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Numa revista, li o seguinte depoimento de um jovem: Nós éramos um grupo de 26 jovens na preparação
para a Crisma. O catequista sempre insistia na catequese não por causa do sacramento, mas em vista da vida e do engajamento na comunidade. A celebração da crisma foi muito linda. Missa bem preparada, veste especial, muitos cantos, símbolos e encenação. Foi um compromisso unânime do grupo à continuidade após à recepção do sacramento da Crisma. No dia marcado vieram só três do grupo, duas meninas e eu. Um pouco decepcionados, decidimos visitar os colegas, telefonar e motivar para um novo encontro. Que decepção! No dia marcado só eu compareci. Fiquei me perguntando: O que aconteceu? Por que só eu vim e os outros num deram sinal de vida?
Não há uma resposta pronta e nem uma receita que resolva este problema de forma mágica. Diante desses desafios, precisamos buscar novos caminhos para que a catequese de crisma seja verdadeiramente um processo educativo da fé, uma iniciação à vida comunitária e aos compromissos do cristão na Igreja e na sociedade. Temos que levar em consideração: a) A longa tradição da catequese que visava mais a preparação para um sacramento do que a educação da fé e inserção na vida comunitária. Isto foi criando na família, nos catequizandos e nas paróquias a prática de uma catequese sacramental. Isto está profundamente enraizado na vida religiosa das nossas comunidades. Esta prática precisa ser mudada.
c) A organização da catequese segundo um calendário escolar. Há uma longa tradição, forte nas famílias, nos catequistas, nas paróquias e na própria organização da catequese de que, no fim do ano, necessariamente acontece a 1a comunhão e a crisma. Recebido o sacramento, os crismandos entram em férias.
d) Merece atenção a forma como a catequese fala em engajamento. Apresenta-se um programa de engajamento,, mas como algo abstrato, sem ações concretas ou propostas pouco empolgantes para os jovens. e) A realidade existencial do jovem, suas inquietações quanto à sobrevivência, seu estudo, seu futuro, sua vocação e sua profissão deixa o jovem inquieto e inseguro frente a um engajamento mais concreto. Esta é uma realidade que a catequese de crisma deverá trabalhar com muito carinho. f) Os atrativos que o jovem encontra no ambiente que o cerca, com motivações fortes, sensíveis e atraentes fascinam a juventude. Temos muitos outros motivos, mas estes são fatores que interferem na prática de catequese de crisma. Muitos são os jovens que fazem a preparação, poucos são os que se engajam em alguma atividade pastoral e social nas comunidades. Vamos trocar experiências e procurar caminhos para reverter esta realidade. É preciso entender catequese como um processo de iniciação à fé, à vida comunitária e aos compromissos cristãos. Dom Juventino Kestering |
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