Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Teologia - Deus Trindade
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TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO Como o Novo Testamento revela o Deus-Trindade? Nós, cristãos, acreditamos que Deus é amor, é comunhão de três pessoas distintas. Cremos, não a partir de estudos científicos, especulações filosóficas, descobertas racionais, mas a partir da revelação do próprio Deus. Nunca saberíamos que Deus é comunhão, se ele mesmo não tivesse vindo a nós, se não tivesse se manifestado, primeiramente ao povo de Israel e, depois, de modo definitivo, através de Jesus Cristo, aos primeiros cristãos. Revelação progressiva No Antigo Testamento, foi revelada a unidade e a unicidade de Deus. Mas, no Novo Testamento nos é revelado que essa unidade se constitui de um movimento de vida de três pessoas distintas. É Jesus quem nos desvenda o mistério de Deus como comunhão de amor entre o Pai e o Filho - que é ele mesmo - e o Espírito Santo. Esta revelação está registrada nos escritos do Novo Testamento. Em nenhum lugar desses escritos está afirmado expressamente que Deus é uma só natureza em três pessoas, mas encontramos aí diversas referências ao ser e ao agir de cada uma das pessoas, como três sujeitos de um mesmo projeto, três agentes de um mesmo desígnio, que é a salvação da humanidade. A fé em Deus-Trindade vem atestada, de modo implícito, nos textos que tratam da celebração dos sacramentos, das profissões de fé, da catequese, da prática eclesial, da moral cristã, enfim da vida dos primeiros cristãos. Desse modo, encontramos nos escritos do Novo Testamento uma infinidade de afirmações em que aparecem conjuntamente as três pessoas divinas.
A fé dos apóstolos Sem preocupar-se com formulações doutrinais, os evangelistas e apóstolos registram os ensinamentos de Jesus e as inspirações do Espírito Santo. Eles não se detém na questão sobre como é que pode Deus ser um só em três pessoas. Não perguntam sobre o ser e a essência de Deus. Estão mais interessados no seu agir, no seu Reino, naquilo que Deus-Trindade fez e continua fazendo na história, em favor dos pequenos e pobres. Ensinam apenas que toda a história da salvação é obra de três sujeitos distintos, reconhecidos - todos os três - como Deus. Os três agem na história Desde a criação até o fim dos tempos, a humanidade e o universo estão envolvidos por um plano misterioso de amor e de vida, desenvolvido por três sujeitos distintos. Um é o Pai, que Jesus de Nazaré ensinou a chamar de Abbá, o Criador de todas as coisas, Javé, o Deus de Israel, o Deus dos patriarcas e profetas, o Senhor de toda a história, o Pai do filho pródigo, o dispensador de todos os bens, aquele que enviou o Filho amado para redefinir a humanidade, o Deus que ressuscitou Jesus crucificado. Outro é o próprio Jesus de Nazaré, que se afirma como o Filho eterno do Pai, o Verbo de Deus que desde sempre vive com o Pai na eternidade e um dia se fez homem para nos salvar. Ele é o Enviado do Pai, o anunciador e iniciador do Reino de Deus, o amigo dos pobres e pecadores, o pregador da justiça e da misericórdia, o Messias que não foi aceito pelos chefes judeus, que foi levado à morte, que ressuscitou e foi exaltado à glória do Pai. Outro é o Espírito Santo, descido sobre Maria para fecundá-la como Mãe do Salvador, vindo sobre Jesus para ungi-lo como Messias, enviado sobre os Apóstolos para fortalecê-los na comunhão e na missão, chamado por Jesus de advogado e consolador, enviado pelo Pai e pelo Filho para continuar a missão de Jesus de Nazaré, presente na comunidade de fé, no coração dos fiéis e no mundo para tudo santificar e renovar. Pe. Vitor G. Feller Para refletir 1. Que diferenças há entre o Antigo e o Novo Testamento na maneira de Deus falar de si e na maneira de os seres humanos falarem de Deus? 2. Onde e quando no Novo Testamento revela-se a unidade e trindade de Deus? |
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