Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

Hoje, trazemos presente a importância da luz na celebração batismal.

O CÍRIO PASCAL, trazido no Sábado Santo, é o grande símbolo da presença de Jesus Ressuscitado. Esta vela acesa representa Jesus vencedor da escuridão do túmulo e das trevas do pecado. Ele é o Deus da luz!

O gesto de acender a vela no círio pascal simboliza a união do batizado com Jesus Cristo. Significa que quem recebe o batismo passa a receber a vida nova de Deus como uma vela recebe “vida” a ser acesa em outra.

A VELA do batismo quer dizer a quem é batizado:

Jesus é a luz da sua vida. Procure andar nessa luz e será feliz.

A vela é um exemplo claro do que significa ser cristão. Ela não vive por si mesma. Sua tarefa é gastar-se, consumir-se até o fim. Nada sobra, nem o pavio.

Assim é o cristão que vence o egoísmo, o individualismo e as trevas que o mundo apresenta, para consumir-se fazendo o bem.

JESUS é aquele que dá a vida até o fim, não retendo nada para si. Ele é a expressão máxima do amor-doação.

Nestes últimos tempos estamos acostumados à prática do apagão. Quantas dificuldades encontramos quando falta energia elétrica. O mundo moderno já não consegue mais viver sem esse recurso tão importante.

Este é o significado de Cristo na vida do batizado. Quando a vida apresenta momentos de escuridão, ou ainda não sabe o rumo a tomar, quando ainda a fé parece estar se apagando, temos quem se faz luz em nossa vida: Jesus Cristo.

No Gênesis vemos a primeira comunicação de Deus como fonte de luz. “Ora a terra era solidão e caos e as trevas cobriam o abismo. Então disse Deus: Haja luz! E houve luz” (Gn 1, 1-3).
Para o povo judeu, Javé era o único Deus vivo e o criador de todas as coisas. A condição única para o homem era obedecer ao seu projeto de vida.

Moisés faz a experiência de Deus a partir de uma sarça ardente. Deus se manifesta como mistério de um fogo que não se apaga nunca (Ex 3, 2-6).

Nos Salmos, Deus é aclamado como luz. “O Senhor é minha luz e minha salvação” (Sl 27, 1).“O Senhor é Deus, ele é a nossa luz” (Sl 118, 27).
Se Deus é a luz, que ilumina os caminhos da vida mais difíceis, por que temer? A confiança no Deus da luz cria força e coragem para enfrentar as dificuldades que aparecem no dia-a-dia.

Convidar o grupo para rezar o salmo 27 e repetir frases, percebendo porque Deus é a luz da vida.

Jesus se declara a luz do mundo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

A luz, para o povo da Bíblia, é sinônimo de felicidade, alegria, salvação e libertação.

Seguindo a Jesus, é possível desmascarar as trevas do egoísmo, da injustiça e tudo o que leva as pessoas a não viverem sua dignidade de filhos e filhas de Deus.

Como deve ser o cristão batizado? Jesus responde: “Vocês são a luz do mundo. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa” (Mt 5, 14-15).

O testemunho é o que brilha mais forte para todo cristão batizado. Através do testemunho visível, todo discípulo/a de Jesus, se compromete, em qualquer ambiente, a apresentar os valores do evangelho.

A vida do cristão deve ser uma vida de fé, capaz de iluminar o mundo.

A luz não é para ela própria, mas para iluminar tudo o que está ao seu redor. Para isso, exige despojar-se do individualismo e viver o verdadeiro sentido do amor, da fraternidade e da partilha, a exemplo das primeiras comunidades.

Na comunidade todos têm valores e, portanto, também capacidade de servir exercendo ministérios.

Os batizados são convidados a ir ao encontro principalmente dos afastados, mas também dos que são excluídos e anunciar-lhes o Evangelho com ações práticas. E nunca deve se esquecer dos que ainda não conhecem Jesus, a luz do mundo. Eles representam 2/3 da humanidade.

Os revestidos de Cristo pelo batismo necessitam esforçar-se em acolher de coração aberto cada pessoa com suas diferenças, suas dificuldades e alegrias, sofrimentos e conquistas, tentando construir novas laços de fraternidade, superando as barreiras do fechamento sobre si mesmos e, dentro da própria igreja, com relação às mais diferentes vivências religiosas.

O diálogo é um desafio, mas é enriquecedor, pois por ele passam os valores do entendimento e da aceitação mútua.

Somos batizados em nome do Deus Trindade. Ele é a comunidade participativa que envolve a todos. Somos convocados a abrir as portas para que, em nossas pastorais e movimentos, todos se sintam como se fossem em sua própria casa. Ouvir a todos, mesmo os que se afastaram por algum motivo. Buscar alternativas para incluir todos.

Todo batizado é um seguidor de Jesus. É nos seus passos que trilhamos a nossa vida. Portanto, é preciso colocar-se na escuta atenta de sua Palavra e na participação efetiva na liturgia, fazendo desta a celebração da vida, num compromisso comunitário.

Podemos dizer que a Igreja faz o batizado mas, também o batizado faz a Igreja. Os primeiros cristãos, iluminados pelo compromisso batismal, não temeram em testemunhar Jesus em muitas situações difíceis.

Hoje as perseguições são outras. Como então fazermos brilhar o compromisso de batizados nos ambientes onde vivemos?

Ir. Marlene Bertoldi

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