Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

Sacramento (XIV)
VALIDADE OU NÃO DO BATISMO

Muitos pensadores analisaram o mundo pós-moderno como o mundo da ausência de Deus. Mas, ao contrário, o que se constata é que o ser humano continua a deixar-se seduzir pela experiência do sagrado.

É bem conhecida, hoje, a pluralidade de formas na busca da vivência religiosa. Essa pluralidade, tão presente em nossas comunidades, traz confusão quanto a objetividade da pertença e não pertença.

Muitos catequistas, ao receberem seus catequizandos, se defrontam com uma variedade de pertenças: Pais que pertencem a outras Igrejas, mas os filhos querem os sacramentos da Igreja católica. Ainda, batizados em outras Igrejas pedem para assumir a nossa fé. Devido à grande variedade, perguntam-se:

O que é válido e não válido?
Vejamos a seguir a validade ou não do Batismo, conferido em comunidades, não católicas.
A ordem de batizar que Jesus deu aos apóstolos é bem clara:

“Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Portanto, o batismo será sempre em nome do Deus Trindade.

1) Baseada nisso, a nossa Igreja considera válido o batismo administrado em várias Igrejas. O cristão batizado numa delas não pode ser normalmente rebatizado, nem sequer sob condição.

Veja abaixo o nome delas:

a) Igrejas Orientais (Ortodoxas);
b) Igreja Vétero-Católica;
c) Igreja Episcopal do Brasil (Anglicanos);
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;
e) Igreja Evangélica Luterana no Brasil;
f) Igreja Metodista.

2) As Igrejas que ora apontamos abaixo também não tem nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito. Porém, é preciso ter garantias de que realmente o batismo foi conduzido corretamente, conforme reza o rito prescrito. Se persistir a dúvida, batiza-se sob condição, ou seja, se por acaso não houver, no batismo anterior, o desejo de “fazer o que os cristãos fazem”.

Essas Igrejas são:

a) Igrejas Presbiterianas;
b) Igrejas Batistas;
c) Igrejas Congregacionistas;
d) Igrejas Adventistas;
e) A maioria das Igrejas Pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor, Igreja Evangélica Pentecostal “O Brasil para Cristo”);
f) Exército da Salvação (esse grupo não costuma batizar, mas quando o faz, realiza-o de modo válido).

3) Há Igrejas que podemos duvidar quanto à administração do Batismo, pois sempre deixam algo de incompleto no seu rito.

a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil (não batiza em nome da SS. Trindade, apenas em nome do Senhor Jesus).
b) Igrejas Brasileiras (duvida-se da forma administrada pelos seus ministros).
c) Mórmons (negam a divindade de Jesus)

4) É totalmente inválido o batismo.

a) das Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade).
b) Ciência Cristã (rito não correto).
c) Ritos batismais praticados por alguns grupos como por exemplo: Umbanda (estudos da CNBB, n.º 21).

Pode-se permitir, com justa causa, que um cristão das Igrejas Orientais separadas seja padrinho (ou madrinha) junto com um padrinho (ou madrinha), católico e vice-versa.

Neste caso, a obrigação de cuidar da educação cristã cabe primeiro ao padrinho (ou madrinha), que é fiel à Igreja na qual a pessoa é batizada.

Procede-se assim, também, para as outras Igrejas, contanto que haja motivos justos (Ex.: Parentesco). A presença, porém, de um padrinho (ou madrinha) cristão católico é imprescindível.

QUEM PODE BATIZAR?

O povo já intuiu a importância da bênção da Igreja, o derramar água.

O espaço da bênção também se torna sagrado. É o lugar para pedir ao Deus da Vida que a vida seja acolhida, celebrada e defendida contra todos os males e perigos.

A comunidade-Igreja, juntamente com o seu celebrante, acolhe os novos membros para sentirem-se incorporados e participantes na grande família do povo de Deus.

Na Igreja Católica existem pessoas ordenadas, aptas a batizar: diáconos, padres, bispos. Em caso de extrema necessidade, qualquer pessoa batizada pode batizar, derramando água na cabeça do batizando, dizendo: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Essa pessoa, que batiza em caso de emergência, deve estar querendo “fazer o que a Igreja faz”. Após, quem batizou necessita comunicar o caso ao pároco.

Quando a criança ficar boa de saúde, seja levada à Igreja para completar as outras cerimônias do Batismo e registrá-la no Livro de Batismo da Paróquia. O principal do sacramento, que é derramar água na cabeça, não se repetirá.

É importante que os pais tenham consciência de que seus filhos só poderão receber os outros sacramentos se já tiverem recebido o Batismo. Ele é a porta de entrada. Ele supõe a Fé. É claro que os pequeninos não podem ter expressão pessoal de Fé. Esta deve existir, como exigência, na pessoa dos pais, padrinhos e responsáveis.

RESPONDER PESQUISANDO E CONVERSANDO:

1 - Dos que pedem os sacramentos, quantos vêm de outras Igrejas? De que Igrejas?

2 - Existem pais de catequizandos que são de outras Igrejas? Quais Igrejas?

3 - Pergunte aos seus catequizandos se foi batizado em caso de emergência. Como aconteceu?

4 - Como é celebrado o sacramento do Batismo na sua comunidade? Você tem algo a elogiar ou também a criticar?

Ir. Marlene Bertoldi

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