Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Dinâmica
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Nestes últimos tempos, os bispos do Brasil se preocuparam muito com a fome. Eles falaram disso no documento n.º 69: Exigência Evangélica e Ética de Superação da Miséria e da Fome. Este drama tem sua origem na má distribuição da renda e das riquezas. Enquanto há concentração das riquezas nas mãos de poucos, vemos a grande maioria da população na pobreza e na miséria. Se a riqueza da terra fosse um bolo dividido em 100 fatias, 1 bilhão e 600 milhões de pessoas ficariam com 80 fatias. As 20 restantes teriam de ser repartidas para matar a fome de 4 bilhões e 400 milhões. Falando disso a partir da Eucaristia, que é mesa partilhada, vemos que nosso mundo mais se assemelha à mesa do rico Epulão e do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31). Infelizmente, para a sociedade de mercado, os pobres são insignificantes. Eles são excluídos da produção, da dignidade humana e da esperança. No Novo Testamento, Jesus de Nazaré, Filho de Deus e nosso Salvador, se revela como o Pão que sacia toda a fome de vida. Ele nos deu o pão da Palavra e, na Eucaristia, entrega seu corpo como alimento, ensinando-nos a pedir ao Pai celeste o Reino e a repartir o pão com os irmãos (26). DINÂMICA Apresentar, em forma de dramatização, a distribuição das riquezas no mundo. Levar um bolo. Em seguida, refletir sobre esta chocante realidade e responder: A) Quais são as causas que
criam esta realidade no nosso mundo de hoje? FAZER O QUE JESUS FEZ Os símbolos prediletos que Jesus usou para falar do Reino são a refeição e o banquete (Lc 14, 21s). Sentar-se ao redor de uma mesa significa participar e partilhar, para que ninguém seja excluído. As palavras de Jesus são claras: Quando deres uma festa, chama os pobres, estropiados, coxos e cegos, feliz serás, então, porque eles não têm com que te retribuir. Serás, porém, recompensado na ressurreição dos justos (Lc 14, 13-14). Muitas passagens bíblicas nos mostram que quem retém para si morre e quem partilha vive.
Para isso serve-se de um menino, alguém que não contava nada para a sociedade, para dizer que a partilha é sempre possível (Jo 6, 9). Ele mesmo se diz: O pão do céu, o pão que se dá por inteiro; isto é o meu corpo, isto é meu sangue (Mt 26, 26). Da partilha vem a unidade. Ao comer de um mesmo pão e beber de um mesmo vinho, os cristãos formam um só corpo (1Cor 10, 17). Assim como de muitos grãos se faz um só pão e de muitas uvas um só vinho, assim a comunidade cristã há de viver na unidade pela graça do Espírito de Unidade (Ef. 4, 1-3). Não pode haver Eucaristia se não houver unidade, partilha, solidariedade, igualdade, justiça. São Paulo chama a atenção da comunidade de Corinto: nela não se vivia a Ceia do Senhor, porque existiam divisões e se desprezavam os pobres (1Cor 11, 21-22). EUCARISTIA É COMPROMISSO As lições da Eucaristia devem nos levar a uma maior conversão e compromisso. Partilhar é o grande desafio eucarístico. Somos chamados a fazer o mesmo gesto que Jesus fez: Tornar-se pão repartido para a humanidade. Fazer da vida uma Eucaristia, que se reparte em gestos eucarísticos, no dia-a-dia.
A Eucaristia tem um profundo sentido missionário. Jesus, doando-se totalmente, nos ensina a irmos ao encontro do outro e a nos comprometer com os pobres lutando por justiça e igualdade. Sem isso, celebrar a Eucaristia seria uma mentira. Resumindo, poderíamos dizer que a Eucaristia lança-nos para fora de nós, para junto dos esfomeados de pão material, de solidariedade e justiça. Queremos pedir a Jesus que, através da Eucaristia, converta o nosso ser para o amor-serviço, o amor-compromisso, o amor-partilha, o amor-misericórdia para saciar a fome de tantos irmãos e irmãs ao nosso redor. Ir. Marlene Bertoldi |
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