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TRABALHANDO
A CF 2001:
Vida Sim! Drogas Não!
Todos os anos somos interpelados, durante a Quaresma, sobre um tema
desafiante que afeta as pessoas. Este ano vamos refletir sobre um assunto
muito delicado, que leva à morte muitas: as drogas.
A Campanha da Fraternidade é um momento forte de conversão.
Diante dos crucificados pelas drogas, Jesus exige de nós atitudes
de misericórdia e solidariedade.
Sabemos que não temos conhecimento suficiente e aprofundamento
maior sobre o tema das drogas, isto é, sobretudo em se tratando
do seu uso, efeitos, tipos, comércio, tráfico, mas percebemos
no dia-a-dia as vítimas de sua dependência.
Somos chamados, também, a perceber os muitos vícios
que nos escravizam, sejam eles grandes ou pequenos.
Por que trabalhar uma campanha que fale sobre drogas? Para:
mobilizar a sociedade diante do grave e complexo problema
das drogas que arruína muitas vidas;
ter sensibilidade diante das vítimas da droga;
lutar a favor de mais vida, sobretudo, com os mais excluídos;
anunciar que nosso Deus é o Deus da vida e, por isso,
quer que cada ser humano tenha muita vida;
comprometer a todos com o espírito de solidariedade
para manter viva a esperança de cura aos dependentes de qualquer
droga;
denunciar todas as atitudes, comportamentos, propagandas que
estimulam e induzem ao uso de drogas;
tomar consciência que vivemos numa sociedade viciada
em grandes males: pobreza, fome, miséria, violência...
e que cria uma multidão de excluídos;
perceber o círculo de morte, criado pelas drogas, estando
nelas envolvidas pessoas que exercem cargos importantes, como vemos
pelos noticiários.
Esta Campanha da Fraternidade necessita criar em todas as pessoas
grande estima pela vida.
A vida não pode ser marcada pelo individualismo, o egoísmo,
no pensar somente em si próprio.
É preciso descobrir que todos sonhamos com uma vida plena, prazerosa,
marcada pelo afeto e pelo cuidado mútuo.
A vida é perpassada por altos e baixos, por lutas e conquistas,
por sonhos e desilusões, por aspirações, emoções
e crises, mas, é preciso, nisto tudo, buscar o equilíbrio.
É necessário estarmos convictos de que a vida vale mais
que o dinheiro, o lucro, o luxo, o prazer...
1.ª DINÂMICA
TRABALHAR
O CARTAZ
Entender que o cartaz é simbólico. Tudo nele expressa o
contraste entre vida e morte.
Perguntar: Num mundo cheio de tantas riquezas humanas e materiais, por
que a morte parece ser mais forte que a vida?
a) Dividir o cartaz em quatro partes. Cada participante receberá
uma parte.
Individualmente refletir e escrever: O que sinto diante da parte recebida?
b) Partilhar em duplas os sentimentos.
c) Reunir-se em quatro participantes para formar o cartaz e partilhar
as questões:
1.º O que representa a flor com vida?
2.º O que representa a flor murcha?
3.º O que a criança de olhos abertos e alegres quer nos transmitir?
4.º O que o jovem de olhos fechados, tristes, quer nos transmitir?
d) No final formar dois grandes grupos:
1.º Criança alegre e flor com vida.
Apresentar de forma criativa: O que faremos para sustentar, alimentar,
criar mais vida?
2.º Jovem de olhos fechados e flor murcha:
Apresentar de forma criativa: O que faremos para lutar contra as forças
da morte?
2.ª DINÂMICA
DRAMATIZAR:
UM DROGADO EM NOSSO MEIO
a) O grupo começa discutindo e escrevendo em faixas as causas
que produzem o consumo de drogas e colocá-las no meio do círculo:
Ex.: - famílias fragmentadas;
sistema econômico que gera desemprego, baixo salário,
fome, miséria;
busca de prazer sem limites;
meios de comunicação que fomentam o hedonismo, materialismo,
individualismo;
sociedade que se estrutura sobre a competição, a
insensibilidade que favorece o uso de drogas;
o dinheiro e o poder falam mais do que a vida;
outros...
b) Em meio a esta discussão entra uma pessoa representando um
consumidor de drogas. (É bom que não seja reconhecido pelo
grupo).
Ele se coloca no meio, sentado no chão como se estivesse
longe, rindo, sem sentido. Levanta e chega perto dos participantes interpelando
por ajuda.
c) Alguém do grupo tenta colocá-lo para fora. O personagem
resiste, porém aceita sair da sala, mas volta trazendo a Palavra
de Deus e lerá o texto: Mc 10, 46-52.
d) O animador do grupo pergunta:
O que sentimos?
Qual a nossa reação diante de uma pessoa dependente,
seja de álcool, droga, cigarro, medicamentos?
Por que facilmente rejeitamos estas pessoas?
Quais as atitudes de Jesus diante do cego e que atitudes ele teria,
hoje, diante dos consumidores de drogas?
e) Reunir-se em pequenos grupos para serem discutidas algumas propostas
práticas de como ir ao encontro dos que são viciados em
alguma droga, existentes na comunidade.
Que estas propostas não sejam apenas individualizadas, mas possa
chamar atenção da problemática dos órgãos
públicos, famílias, instituições etc...
3.ª DINÂMICA
Fazer um levantamento a partir dos jornais, noticiários nas TVs,
sobre a questão das drogas e provocar um debate.
a) apresentar as notícias em forma de jornal falado.
b) Solicitar dois participantes que façam: um a condenação
e outro a defesa de pessoas drogadas.
c) O grupo participa com perguntas e votará no final da discussão
em forma de participação: Sou a favor da condenação
porque... ou sou a favor do perdão porque....
d) O animador fará o papel de juiz.
e) A sentença será apresentada em forma de Salmo: Sl
143, Sl 142, Sl 141.
4.ª DINÂMICA
Criar no grupo auto-estima pela própria vida. Perceber o quanto
é bom viver.
a) Passar um espelho e cada qual olhando-se dirá os motivos de
ser uma pessoa feliz.
b) Escrever em pequenas faixas as frases e cada participante receberá
uma:
Amo a vida. Como?
Respeito à vida. Como?
Valorizo a vida. Como?
Luto pela vida. Como?
Agradeço a vida. Como?
Creio na vida. Como?
Vivo intensamente a vida. Como?
Grito por mais vida. Como?
Desejo mais vida. Como?
Descubro mais vida. Como?
Aprendo com a vida. Como?
Favoreço mais vida. Como?
Ajudo a criar mais vida. Como?
Multiplico a vida. Como?
Cuido da vida. Como?
Festejo a vida. Como?
c) Reunir-se em duplas para conversar sobre o que foi pensado, refletido...
d) Reunir-se em grupos de quatro participantes, fazer uma síntese
e apresentar em forma de: desenho, colagens, teatro, jornal, mímica,
canto, etc...
CONHECER PARA SEMPRE
Drogas, o pecado social que clama aos céus.
- A faixa etária mais atingida pelas drogas está entre
15 a 19 anos.
- A nossa sociedade, que apresenta-se cada vez mais insensível,
competitiva, consumista, hedonista, é uma sociedade que favorece
o uso de drogas.
- Para entender o problema dos consumidores de droga é preciso
juntar três questões: a pessoa, a droga e o contexto sócio-cultural
(ambiente).
TIPOS DE DROGAS:
Lícitas: livremente produzidas e comercializadas, como o fumo
e o álcool.
Semilícitas: distribuídas comente sob prescrição
médica.
Ilícitas: produção, comercialização
e consumo são ilegais, porque trazem altos danos à pessoa
e à sociedade, como por exemplo a maconha, cocaína.
CLASSIFICAÇÃO:
A) Depressoras:
- Álcool: provoca gastrite, cirrose hepática...
- Inalantes: ex.: Cola de sapateiro. Provocam delírios,
euforia e sensação de desequilíbrio, atingem o
fígado, coração e lesões no cérebro.
B) Estimulantes:
- Produto Sintético. Provocam angústia, pânico,
cansaço, depressão, perda de apetite, irritação
na pela, alterações na saúde.
- Cocaína: o mais potente dos excitantes . Provoca alterações
cardíacas...
- Crack: é conhecida como a droga da morte.
- Merla: cocaína com acréscimo de querosene, gasolina...
É de rápida dependência.
- Nicotina: vem do fumo. É causadora de 24 doenças.
C) Perturbadoras:
- Maconha: quando transformada em cigarro, é chamado de
baseado. Provoca alterações no coração
e na própria consciência...
- Extasy: provoca demência, delírios, pânico,
náuseas...
Somos chamados a sermos misericordiosos e acolhedores com as pessoas
dependentes de drogas. Como Jesus, que, dirigindo-se ao cego, diz: O
que você quer que eu faça por você? (Mc 10, 51).
Jesus não fica apenas na pergunta, mas suscita mais vida
e esperança. Ele nos convida a irmos aos nossos irmãos dependentes
e fazer a mesma pergunta: O que você quer que façamos?
Ir. Marlene Bertoldi
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