Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Dinâmica
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Sacramento (IV)
BNBNBNBNBNBNBNUMA DUPLA
ENTRELAÇADA: Sabemos que o mundo, as coisas e as pessoas são penetradas pela seiva generosa de Deus. Todo Sacramento possui um enraizamento antropológico, ou seja, no ser humano. O máximo desta sacramentalidade é Jesus, porque assume a nossa carne humana. É importante perguntar: Os sinais do amor de Deus (Sacramentos) tem algo a ver com a nossa vida? Existe uma íntima relação ou há um divórcio entre Vida e Sacramentos? Numa sociedade crítica, como a nossa, e mais ainda secularizada, escutamos constantemente: Por que batizar? Confessar? Casar na Igreja? Acompanhar os filhos na Eucaristia? Crisma?... Hoje, tudo é questionado, mas nem sempre temos respostas adequadas. Porém, penso que uma resposta, que não precisa de muitas palavras, é o testemunho da vivência do amor de Deus que se manifesta em sinais visíveis. Nesta reflexão, vamos tentar perceber a íntima relação existente entre vida e sacramento. A SACRAMENTO DA VIDA A vida, hoje, diante de tantas provocações da tecnologia, das experiências genéticas, da intensa comunicação, do superar os limites, da globalização..., parece ter perdido sua grande importância. Os que buscam viver na simplicidade, no olhar e o saborear da natureza, no descobrir das pequenas coisas, parece que percebem mais o quanto de sacramentalidade perpassa em cada coisa criada neste mundo. Por outro lado, basta pegar um pão nas mãos, símbolo de tantas fomes e carências, para constatar a dura realidade de nosso mundo, bem como a criatividade para poder sobreviver. Só neste pão, podemos perceber que ele comporta um mosaico de situações humanas: dores, alegrias, doenças, morte, seguranças, inseguranças, lutas, conquistas, fomes, carências, esbanjamentos... Então, podemos dizer, que a partir deste pão sacramental da partilha, temos um reflexo do contexto social, econômico, político, cultural e religioso onde estamos inseridos. Dentro disto, percebemos que o ser humano é dotado de criatividade, com capacidade de construir e inventar, mas ainda, a grande constatação é que a morte e a não-vida rondam milhares de pessoas. A política econômica imposta cria seres excluídos, assim uma multidão de homens e mulheres, jovens e crianças vivem em condições infra-humanas: camponeses sem terra, famílias amontoadas em favelas, trabalhadores explorados com salários de fome, negros e índios marginalizados, sofredores de rua atirados nas sarjetas, todos na linha da exclusão, porque não conseguem produzir dentro da ótica capitalista. Uma das grandes preocupações é com relação à ecologia, isto é, o cuidado e a importância da natureza e do cosmo para uma vida saudável. Porém, o que vemos, é uma grande poluição. Nas várias conferências Latino-Americanas foram feitas denúncias desta realidade de morte:
O Senhor nos pede que saibamos descobrir seu próprio rosto nos rostos sofridos dos irmãos (Santo Domingo 179). Olhando para a realidade, podemos dizer que estamos envolvidos no pecado da morte da vida e que somos necessitados da graça sacramental. A vida humana tem estrutura sacramental, pois esta se desenvolve
a partir das relações do encontro de pessoas entre si e
mais com as coisas e a realidade que a cercam. Usando um pão podemos fazer a experiência de vida, no espaço
onde vivemos. 1- Partilhar em duplas SACRAMENTOS: O termo sacramento entra na linguagem cristã através de Tertuliano no princípio do séc. III. Inicialmente, sacramentum é o ato de consagração com que o soldado se compromete a tal fidelidade ao seu imperador e desta consagração traz sobre o seu corpo impresso um sinal-selo. A palavra sacramento vem do grego mystérion. Assim, os sacramentos são sinais através dos quais Deus, em seu Mistério, se aproxima do ser humano e os humanos se aproximam de Deus. Os sacramentos configuram a vida humana, numa íntima relação que vai desde a infância e faz processo de caminhada no crescimento da fé. Eles tem sentido porque estão inseridos na moldura da vida cristã, isto é, na vivência do seguimento de Jesus Cristo, que congrega seguidores no seio de uma comunidade de fé. A vida, podemos dizer, cresce a partir de elementos essenciais: saúde, alimentação, educação, moradia... A fé também cresce a partir da vida alimentada pela celebração, vivência comunitária, oração, leitura da Palavra, pelo amor experimentado na convivência dos irmãos e irmãs e na gratuidade de ir ao encontro dos outros... Na linguagem do NT é o próprio Jesus que se torna sacramento. Ele é o sinal, a presença, o Deus conosco através de sua encarnação, vida, morte e ressurreição. Quando perdemos de vista a pessoa de Jesus, seu projeto, vida e compromisso, será mais difícil reconhecê-lo nos sacramentos. Para o cristão, os sacramentos precisam ser o sinal-selo do compromisso radical com a vida, do seguimento e encontro com a pessoa de Jesus no cotidiano e na vivência comunitária e da Igreja, onde, através da celebração, fazemos a memória do Mistério Pascal de Cristo. Os sacramentos marcam momentos fortes da existência humana: do nascer ou morrer. São sinais que Jesus nos deixou para iluminar os caminhos ora difíceis, ora mais fáceis nas andanças da vida. A vida precisa de coração para viver. Nos sacramentos é preciso a preparação e a disposição do coração.
Você perceberá que são muitas. Talvez simples, mas
de grande valor. Quem sabe entre estas estarão os tantos sinais
e dons amorosos que Deus já a(o) presenteou: os Sacramentos. Ir. Marlene Bertoldi Bibliografia: |
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