Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Dinâmica
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Para colocar em prática as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a Igreja nos propõe ações em três âmbitos: a pessoa, a comunidade e a sociedade. Para acontecer a prática destes âmbitos sugere que toda evangelização, e nela a pastoral, se preocupem em apresentar pistas que englobem os 4 grandes eixos: serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão. Um eixo está interligado ao outro. É como se estivéssemos pedalando uma bicicleta. Necessitamos tanto das rodas com seus raios metálicos, quanto os pedais, como também do guidom. Jesus foi um grande exemplo de vivência destes 4 eixos, no caminho de Emaús. Ele se faz diálogo. Na companhia de dois estranhos, ao aproximar-se, torna-se amigo e sente seus problemas, tristezas e sentimentos. Jesus se faz anúncio. Parte das Escrituras, para fazê-los entender a causa de sua tristeza. Provoca no anúncio a descoberta de sinais de vida e de esperança, para avançarem na interpretação dos fatos. Jesus se faz serviço. Ele é o próprio serviço ao partilhar o pão. Dá-se a conhecer no gesto tão cotidiano, pelos seus discípulos: no pão doado, partilhado, repartido. Jesus se faz testemunho de comunhão. Ele é capaz de fazer abrasar o coração, porque o seu falar transmite e testemunha tudo de si. Sua presença faz amadurecer e traçar o homem novo. EUCARISTIA
COMO CAMINHO A) EUCARISTIA COMO EXPERIÊNCIA PESSOAL A pessoa humana, hoje, deseja ser acolhida, sonha com liberdade de escolha, com decisões próprias. Por outro lado, vive uma situação cultural de individualismo, de egoísmo e de consumismo insaciável.
A Eucaristia é experiência viva e eficaz que capacita a uma transformação de vida e da história pessoal de cada ser humano. Diante da Eucaristia, pão vivo, o ser humano se renova, ganha novas formas e energia para ser melhor. O companheiro das estradas de vida exige que sejamos mais íntimos, mais comprometidos e, por isso, mais parecidos com Ele. Aponta para uma acolhida afetuosa, uma atenção especial às necessidades básicas de cada um(a). Para que a pessoa se sinta com dignidade, amada por Deus, é preciso estabelecer um diálogo sem preconceitos, que tenha um atendimento personalizado, e que cada um se sinta irmão do outro. B) EUCARISTIA COMO EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA Constatamos, cada vez mais, uma vida fragmentada, com a diminuição das relações familiares e comunitárias. Tudo isso cria isolamento, medo, desconfiança, incerteza... O evangelho de Mateus nos confirma: Vós todos sois irmãos (Mt 23, 8). É irmão aquele que se reconhece como tal, que reconhece a Deus por Pai e aos outros como irmãos e irmãs. (DGAE 114). A Eucaristia é essencialmente comunitária. Na última ceia Jesus se reuniu com os seus apóstolos, mas, antes disto, já havia repetido outras tantas ceias, junto a amigos(as), companheiros(as) fariseus, publicanos... A ceia cria afetos familiares, assim a comunidade reunida ao redor da Eucaristia alimenta o sentimento de pertença à família-Igreja. A Eucaristia não discrimina ninguém. Na fila do povo cantamos: Senhor, o teu povo reunido, comunga teu gesto de amor. Aprende a viver na partilha, do pobre se faz defensor. Ela nos une àquelas outras pessoas que celebram conosco e cria para todos, na comunidade, um sentimento de aconchego, de casa, de lar... A Eucaristia nos convida a assumirmos um relacionamento solidário e fraterno, atenção aos mais pobres, necessitados (doentes, idosos, drogados...), a um diálogo ecumênico, sem discriminações, com a multiplicidade de pessoas com as quais se convive. Através de atitudes de paz, justiça, testemunhar a vivência da Palavra e da presença real de Jesus Cristo no meio da comunidade. C) EUCARISTIA COMO EXPERIÊNCIA SOCIETÁRIA Olhando para a nossa sociedade vemos contrastes gritantes: o luxo e a miséria, a abundância e a fome, a comunicação e a solidão, o salário de milhões e o desemprego, a vida nascente e a morte anunciada... É preciso que revertamos este quadro, se carregamos o nome de cristãos(ãs). O exercício da solidariedade não se limita apenas ao combate contra a fome. Cada comunidade ou grupo, diante do seu próximo, deve prestar atenção às suas reais necessidades e urgências e estabelecer prioridades para sua ação (DGAE 159). A Eucaristia transforma a pessoa, constitui a Igreja e empenha para um trabalho conjunto na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. A Eucaristia não termina com a celebração, mas é continuidade, no espaço cotidiano, onde cada cristão(ã) atua e passa a ser fermento do pão eucarístico recebido. Jesus veio para instaurar o Reino de Deus, Reino este que se constrói no amai-vos uns aos outros, portanto, exige transformação deste mundo, para que se constate a realidade das primeiras comunidades: não havia necessitados entre eles (At 4, 34). DINÂMICA Formar três grupos: 1.º grupo trabalha a pessoa e Jesus nos quatro eixos. Ex.: Jesus e a pessoa Atitudes da pessoa de hoje: é lutadora é corajosa é alegre tem fé tem medo é violentada é egoísta é individualista. O MESTRE ENSINA: diálogo Quem dizem os homens que é
o Filho do Homem? (Mt 16,13). Nossa prática: Ir. Marlene Bertoldi BIBLIOGRAFIA CNBB Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
da Igreja no Brasil 2003/2006. |
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