SACRAMENTOS (XXIII)

Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

EUCARISTIA,
O BANQUETE FRATERNO

Estamos dando continuidade à compreensão dos diversos nomes que compõem a explicação do sacramento da Eucaristia.

Quando pensamos na Eucaristia pensamos logo na última ceia de Jesus, pois, com certeza, muitas ceias aconteceram na vida do Mestre.

Com Jesus realiza-se, de modo especial, uma síntese do que o povo celebrava na Antiga Aliança: os ritos de passagem da morte para mais vida.

Com Jesus, ocorre uma substituição da libertação pascal judaica, operada pela redenção de Cristo, e do sacrifício do Cordeiro por aquele de Cristo (1Cor 11, 23-26).

A Eucaristia é a mais significativa ação de graças que a Igreja dá ao Pai, por ter-nos ofertado seu Filho. Sendo assim, a Páscoa é o início da verdadeira Eucaristia.

JESUS, O CENTRO DE MUITAS CEIAS

Era em torno da refeição que Jesus consolidava as relações de amizade, de acolhimento e de partilha. Ao mesmo tempo, estes encontros eram também motivo de escândalo, pois Jesus sentava à mesa com pessoas “erradas”.

Vejamos algumas destas refeições ou banquetes:

a festa das bodas de Caná (Jo 2,1-11). É o símbolo da alegria, da festa, pois as relações entre Deus e a pessoa humana, e das pessoas entre si, são de fidelidade, isto é, de franqueza, coerência, pois o vinho novo permite maior acolhimento e generosidade.
A imagem de festa e do banquete estão presentes nas parábolas de Jesus, significando o projeto do Reino a ser assumido e vivenciado por todos os seus seguidores (Mt 22, 1-14 e Lc 14, 15-24).

na casa de Marta e Maria (Kc 10, 38-42). Marta e Maria já conhecem a Jesus. A preocupação em escutá-lo e preparar-lhe uma refeição demonstram que ser bem acolhido é próprio dos que seguem a Jesus.

jantar em Betânia, na casa de Simão (Mc 14, 1-9; Mt 26, 6-12).

Jesus acolhe a mulher em meio a um público escandalizado por sua atitude.

A refeição será sempre sinal dos seguidores do projeto de Jesus. Jesus não veio salvar os justos, mas os pecadores (Mt 9, 13). Não veio para ser servido, mas para servir (Mt 20, 28).

A ceia pascal de Jesus com os discípulos recorda a multiplicação dos pães. Quem se alimenta do pão que é Jesus, na fé, deve estar atento ao pão que falta na mesa do necessitado.

O BANQUETE FRATERNO
DOS SEGUIDORES DE JESUS

A Eucaristia é a ceia da inclusão e não da exclusão.

Jesus veio pregar o reinado de Deus e neste reinado deve haver “abundância de vida para todos”.

Jesus gostava de festas, de convites, de se sentar à mesa e mostrava com isso que a fartura e a igualdade é para todos e não só para alguns.

A Eucaristia é chamada de banquete porque nela estão dois elementos fundamentais tirados da cultura do povo: o pão e o vinho. O pão e o vinho são símbolos da solidariedade das pessoas. Para podermos ter o pão e o vinho, é preciso lembrar a multidão de mãos trabalhadoras que os fizeram chegar até nós.

Por isso a Eucaristia é dom e compromisso. Ela exige que sejamos como Jesus: Pão repartido para a humanidade.

Este é um compromisso radical e permanente de toda pessoa que segue Jesus Cristo: fazer da sua vida uma Eucaristia, que se reparte em gestos eucarísticos, no dia-a-dia.

O significado do pão vai além do gesto de partilhar algo. Sabemos que para o nosso povo não só falta pão, falta também dignidade, casa, educação, saúde, voz e vez para gritar diante de tantas injustiças.

A comunhão e a solidariedade, com os irmãos e irmãs pobres, se traduzem desta maneira em gestos e atitudes de respeito e valorização pela sua cultura, sua linguagem e seu jeito de ser.

Ir. Marlene Bertoldi

DINÂMICA

Alguém dos participantes poderá vestir-se de mendigo, sem o grupo perceber.

Quando o grupo estiver fazendo alguma atividade, o mendigo entrará e passará a pedir algo a cada um, em silêncio, só usando gestos.

Após esta cena, o mendigo volta descaracterizado e passa a questionar a atitude de cada um, lendo o texto de Mt 25, 35-39.

Cada participante recebe em forma de cartão a exortação de São João Crisóstomo:

“Se queres honrar o corpo de Cristo, não o descuides quando se encontra nu. Não o honres, aqui na igreja, com roupas de seda para descuidá-lo lá fora, onde padece frio e nudez. Com efeito, aquele que disse: “Isto é o meu corpo” é o mesmo que disse: “Vós me vistes com fome e não me destes de comer. E na medida em que fizestes isto ao menor dos meus irmãos, a mim o fizeste”.

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