Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

Sacramentos (3)
A FESTA: EFUSÃO DA VIDA

O mundo em que vivemos é feito de grandes contrastes: o contraste da vida com a morte, da abundância com as carências, do luxo com a miséria, da fome com o esbanjamento, do chorar e do rir, do falar e do silenciar...

Uma coisa é certa, Deus nos criou num espírito de festa, de alegria, de crescimento, num ritmo de dança, portanto, de vida.

A festa tem tudo a ver com a vida, porque é embalada pela celebração, rito, símbolos, mas não se enquadra com formalismos.

A festa é sempre sinal de resistência dos pequenos, como já fazia o povo de Israel. Embora sofrendo perseguição e humilhação em terra estrangeira, manifestava o sonho de liberdade em danças e canções. Em meio ao sofrimento encontra força para resistir cantando. “Quando Javé mudou a sorte de Sião parecíamos sonhar: a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de canções” (Sl 126).

As festas judaicas comemoram as intervenções de Deus na história de seu povo. As maiores são aquelas prescritas na Torá (Páscoa, Pentecostes e Tendas), as do Ano Judaico e as do Grande Perdão.
Todas elas foram vividas por Jesus e seus discípulos.

JESUS VIVE E CELEBRA NA ALEGRIA

A nossa vivência cristã centralizou-se muito em imagens de um Deus crucificado, sofrido, dolorido, de rosto cavado. A alegria da ressurreição parece ter ficado um tanto apagada por trás destes quadros.

Você já viu, em algum lugar, uma imagem de Jesus sorrindo? Será que Deus não sorri nunca?

Se somos alegres, sorridentes e, ainda, carregando e desejando vida, estas qualidades vêm de nosso Deus, pois somos feitos à “sua imagem e semelhança”. A alegria nos motiva a caminhar e a ter esperança num futuro melhor.

Os evangelhos apresentam Jesus participando de uma festa de núpcias (Jo 2, 1-11).
Narra situações de festa, de celebração. “Venham para a festa...” (Mt 22, 2-4); (Mt 25, 10); (Lc 14, 15-25; 22, 15-20).

Conta parábolas, cujos personagens demonstram alegria pelo que conseguem realizar. Festeja a volta da ovelha perdida (Lc 15, 5-7).

O retorno do filho perdido e a grande alegria do Pai que convida a todos(as) para festejar junto (Lc 15, 11-24).
A mulher alegra-se com as amigas por ter encontrado a moeda perdida (Lc 15, 8-10).

No evangelho de João vemos Jesus expressando seus sentimentos de alegria: “Eu vos digo isto, para que a minha alegria esteja em vós e vossa alegria seja plena” (Jo 15, 9-11).

Que alegria é esta, que Jesus a quer plena em todos nós?

Apesar de tantas e diversas mortes que vemos a cada instante, não podemos esquecer que a cruz de Cristo nos aponta para a Ressurreição. É por mais vida, esperança, justiça e paz que vamos lutar para ver o rosto do ressuscitado em todos os irmãos. A Ressurreição tem sentido de libertação.

SACRAMENTOS, SINAIS DE FESTA

O ser humano não é só trabalho, preocupação, luta pela sobrevivência. Também sabe fazer da vida um ritual de experiências permeadas pela dança, riso, alegria e festa.

Toda festa quer fazer prevalecer a vida contra a morte.
A festa sempre tem algo em comum: gestos, palavras, sinais, encontro de pessoas...

Se olharmos para um aniversário, estarão presentes: abraços, apertos de mão, sorrisos, beijos, seguidos de palavras e de sinais visíveis: comer e beber, partilhar e doar...

Os sacramentos são manifestações da dimensão festiva da fé, porque celebram acontecimentos significativos. Eles são acompanhados por palavras, gestos, sinais, símbolos e sobretudo pela presença da comunidade.

Cristo é a centralidade da festa litúrgica, porém, Ele não será celebrado se a comunidade não estiver reunida. Sem comunidade não há festa. No entanto, quantas vezes se celebram os sacramentos sem comunidade. Dessa forma, tornam-se apenas um ritual sem vida. É a comunidade que dá valor aos acontecimentos e enche de sentido os gestos simbólicos.

É assim que se celebra, vive e partilha a festa. Festa não se racionaliza.

SUGESTÕES

O que podemos fazer para tornar os sacramentos mais celebrativos e festivos:

• Preparar com antecedência a sua realização.
• Motivar a comunidade para uma participação efetiva e afetiva.
• Promover uma liturgia viva, participativa, valorizando os carismas dos fiéis.
• Redescobrir o sentido do domingo como a festa do encontro da comunidade.
• Valorizar as festas litúrgicas e dos padroeiros(as) com símbolos, cantos, imagens, procissões, dando um sentido vital para o povo.
• Valorizar todos os gestos:
• acolhida e saudação cordial a cada pessoa que chega para celebrar;
• dar-se o abraço da paz como expressão de novas relações de fraternidade;
• partilhar mensagens trazidas pelas famílias.
• celebrar encontros de forma gratuita: catequizandos e família, catequistas e família (em mutirões diversos).
• em cada reunião e encontro abrir maior espaço para a conversa com o grupo, partilhando algo para comer e beber.
• Valorizar todos os momentos relacionados com fatos da vida: aniversários, formaturas, celebração de bodas, matrimônio, festa da comunidade, etc...
• Valorizar celebrações de início da Catequese, apresentando pelo nome e família todos os catequizandos à comunidade.

Ir. Marlene Bertoldi

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar