Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Dinâmica
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ORAÇÃO: É PRECISO TER OLHOS E CORAÇÃO Existe, hoje, uma busca intensa do transcendental, do lado místico da vida, da busca de um Deus presente, caminhante, libertador. Múltiplas são também as formas de oração e meditação que visam um encontro mais profundo com Deus. Será que, no meio deste mundo cheio de ruídos, é possível rezar, escutar a voz de Deus? Fazer uma caminhada de aprendizagem e de experiência de encontro com Deus? Para isso, precisa-se de um coração bastante sensível,
esforçado e persistente. REZAR O COTIDIANO Uma boa forma de rezar é partindo daquilo que se tem em mãos: uma caneta, livro, lanche, computador, sementes, terra, uma cadeira, folha de papel em branco, lâmpada acesa, a água que cai do chuveiro no momento da higiene pessoal, o sabonete, o creme dental... enfim, o que faz parte do dia-a-dia.]
Mas como rezar a partir de um sabonete ou creme dental? Refletir: Para que o sabonete chegasse a nós foram necessários elementos da natureza que foram transformados, mãos das pessoas que, desde a colheita dos produtos, da fabricação, da embalagem, do transporte, da marcação de preço no mercado, da pessoa que o comprou... trabalharam para que o sabonete chegasse a nós.
Certamente, muitas delas não ganham o salário digno e justo pelo seu trabalho; mas outras acumulam através do suborno. Enfim: Como Deus se manifesta nisso tudo? O que Ele diz para mim(nós) hoje? E a folha de papel em branco? Como transformá-la em oração? Criar silêncio. Mostrar a folha. Solicitar que os catequizandos respondam: de onde ela veio, do que foi feita (da árvore, para que serve a árvore?). Perguntar como a folha de papel chegou até nós e como podemos usá-la para experienciar Deus: ela pode ser amassada, rasgada, dobrada, colocada no lixo... E o que significa isto para nós no relacionamento com as pessoas? Enfim, catequista, você encontrará uma verdadeira riqueza de elementos para conduzir o catequizando à verdadeira e profunda oração que nasça dele e que não seja algo mecânico, repetitivo, tipo papagaio, sem atingir os sentimentos e o corpo. Não se quer, com isso, dizer que não tenha sentido rezar o Pai Nosso, a Ave-Maria, o Glória, o Credo... ou tantas orações escritas e decoradas, desde que se crie uma atitude interior. Não basta rezar com devoção, é necessário rezar com coração, emoção, expressão do corpo..., evitando, assim, o perigo de cair no superficial da oração, sem que ela provoque o mínimo encontro com Deus: a experiência dele e com Ele. Como então rezar essas orações cristãs? É preciso criar uma atitude adequada. Ninguém vai falar com o pai ou a mãe, ou com as pessoas, sem olhar para eles, sem percebê-los e senti-los. Para tanto, você catequista, poderá pegar partes da oração e procurar, após a recitação da mesma, provocar nos catequizandos o que vi, ouvi, senti e conheço, a partir destas palavras. Por exemplo: Pai Nosso que estás no céu, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino.
Muito ajuda também, repetir em meia voz, isto é, de forma mais suave, algumas vezes, a mesma frase ou outras criadas. Ex.: Tu és nosso Pai, protegei-nos! Mas, para isso, é necessário primeiro criar clima de silêncio. Uma boa sugestão, para tal, é imaginar Jesus Cristo, por exemplo, entrando na sala ou local onde acontece o encontro de catequese, sorrindo e, em atitude de acolhida, se aproximando do catequizando. Não usar jamais a oração para abafar o ambiente de barulho no início do encontro: criaria um conceito negativo de oração no catequizando. Quanto aos catequizandos menores, de nove ou dez anos de idade, é fundamental que você catequista motive a oração, de preferência, a partir de uma pequena história da qual se tire uma boa mensagem, que desperte no catequizando identificação com algo de sua vida e do dia-a-dia das pessoas, e apresentar esse algo (= situação, pessoas, alegrias, desafios, sofrimentos...) para Deus. É essencial que se crie também um ambiente de acolhida e de ternura que expresse esse encontro amoroso que Deus quer ter com o catequizando. A oração, só será realmente encontro e alimento se partir e atingir a própria vida do dia-a-dia do catequizando. Evite-se o uso de muitas fórmulas ou exigir que as principais orações do cristão como Pai Nosso, Ave-Maria, Credo, Glória, Salve Rainha... sejam constantemente repetidas de um encontro para o outro.
Preocupem-se, no entanto, que, aos poucos, elas se tornem atitude de vida, isto é, interiorizadas na vida concreta do catequizando. Confie na ação do Espírito Santo em você e no catequizando e procure partir das sugestões acima colocadas. Leitura Orante da Bíblia Hoje, a prática da leitura orante muito está ajudando a rezar e a criar a verdadeira espiritualidade. A Leitura Orante consta de quatro degraus: Passos: 1 - Acolhida: Oração inicial, invocando a luz do Espírito Santo. 1.º DEGRAU = LEITURA 2 - Leitura do texto ou do fato:
3 - O que o texto ou o fato diz em si: Aqui não é o momento de interpretar para o hoje. É necessário fazer perguntas ao texto ou ao fato e deixar que a resposta venha do mesmo: Quem? Onde acontece? Quando? O que acontece? Por quê? Como Deus se manifesta nessa situação? 2.º DEGRAU = MEDITAÇÃO 4 - O que Deus através do texto ou do fato diz para mim, para nós hoje?
3.º DEGRAU = ORAÇÃO 5 - O que o texto ou o fato me/nos faz dizer para Deus?
4.º DEGRAU = CONTEMPLAÇÃO 6 - Contemplar, comprometer-se. É o momento de ver o texto ou o fato e a nossa realidade com os olhos de Deus. Perceber a ação de Deus. Saborear Deus nisto.
7 - Terminar rezando um Salmo apropriado ou com um canto. Observações: Antes de fazer a Leitura Orante:
Ir. Mari Luzia Hammes - CF |
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