Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Teologia - Moral
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Se você fosse responder a esta pergunta, qual seria a sua resposta? É muito comum as pessoas confundirem moral com costumes, com a tradição cultural de um povo, com código de leis, de regras, com as obrigações e deveres impostos pela sociedade, pela Igreja... É claro que indiretamente tudo isso tem a ver com a questão moral. Mas é bom ter presente que o sentido de ética ou moral só pode ser captado e definido em relação aos comportamentos, às ações, às práticas, aos atos que realizamos. Daí que o objeto característico da experiência moral é a ação, o agir humano.
Dá para permanecer o dia todo sem fazer nada, sem realizar nenhum ato? Já parou para pensar quantas ações realizamos diariamente? A nossa vida é um corre-corre! Até podemos ter a sensação de fazer tantas coisas (ações) sem saber para quê, em vista de quê. A partir dessa constatação, observamos que há uma diversidade de práticas e ações. Podemos perceber a existência de ações específicas no campo da política, da economia, da educação. Outras que caracterizam mais a vida social, a vida sexual das pessoas. Existem as que dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, com a Igreja, com o próximo, com a comunidade a que pertencemos. Parece até que não existe limite para o elenco das práticas e ações que desenvolvemos ao longo de um dia ou no curso de toda a nossa vida.
Você já deve estar se perguntando: mas qual a relação que existe das nossas ações com a moral. Respondo à sua indagação, afirmando que esta relação é estreita, vinculante. Não conseguimos separar. É como se fossem dois caminhos distintos mas que se cruzam e se entrelaçam. Como? A nossa consciência tem uma faculdade extraordinária. Ela é capaz de avaliar, de julgar as ações. O nosso agir passa sempre pelo crivo de análise e avaliação da nossa consciência. Já parou para pensar que boa parte do dia passamos examinando nossos atos, como também avaliando o comportamento das pessoas que estão a nossa volta. Você pode achar que eu esteja exagerando... Mas isso é muito concreto. Quantas vezes julgamos a conduta das pessoas, considerando que elas estão agindo de modo certo ou errado, honesto ou desonesto, justo ou injusto, íntegro ou corrupto... Além disso, achamos que certas ações são lícitas (legais), ao passo que outras são tidas como ilícitas. Basta, ainda, uma reação para expressar a nossa valoração em relação aos atos. Por exemplo, censurar, proibir, repreender,advertir, castigar, punir, elogiar, recompensar, são formas de dizer se estamos de acordo ou não com o comportamento da criança, do jovem, dos governantes, dos pais, dos catequistas, dos sacerdotes...
Se nos damos conta de que isso está presente na nossa vida, esta intuição nos leva à questão central da moral. Reconhecemos que o juízo de valor mais comum é o de bem e mal. Todo o discurso da moral gira em torno dessa questão fundamental: o que é o bem?, o que é ter um bom comportamento, uma conduta que possa ser considerada exemplar? Já percebemos, de antemão, que esta é uma problemática muito controversa. Antes de encerrar, gostaria de sugerir que você, prezado(a) catequista motivasse uma discussão com os catequizandos a respeito da questão que foi acenada no parágrafo anterior. Não esqueça: nossa conversa continua... Um grande abraço! Pe. Márcio Bolda da Silva |
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