Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Atualidades - Ásia
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O Japão é um país maravilhoso que nos enche de curiosidade e admiração. Ciência e tecnologia não faltam aos nipônicos. Eles sempre souberam onde buscá-las e desenvolvê-las. Sua economia, constantemente próspera e desenvolvida, baseia-se principalmente em produtos industriais e serviços. Nos últimos anos do século XX, sua renda per capita estava entre as maiores do mundo. Recentemente, também neste país existe uma acentuada crise econômica que atinge sobretudo os numerosos brasileiros de origem japonesa que lá vivem e trabalham.
O Japão é um arquipélago situado em frente à costa leste da Ásia e abrange cerca de 3.400 ilhas, com uma superfície total de 377.835km2. O país é montanhoso e freqüentemente é atingido por terremotos violentos e atividade vulcânica. Existem no país cerca de 200 vulcões, dos quais pelo menos quarenta permanecem em atividade. O pico vulcânico mais elevado, e também o mais famoso, é o monte Fuji ou Fujiyama (3.776m). Os japoneses, exceto uma pequena população, classificam-se como um ramo da raça mongolóide da Ásia oriental. A língua nacional é o japonês, incluída no grupo lingüístico altaico e afim ao coreano. Tóquio é a capital nacional e uma das maiores cidades do mundo.
A característica mais notável do crescimento econômico do Japão, após a segunda guerra mundial, foi a rápida industrialização. O milagre econômico japonês ficou patente tanto no crescimento quantitativo, na qualidade e variedade dos produtos, como no alto nível tecnológico. A expansão internacional das empresas permitiu a ampliação do mercado nos países consumidores de produtos japoneses, por meio da construção ou compra de fábricas, ou por associação com produtores desses países. A empresa, para o japonês, é quase sinônimo de bem comum. Ao entrar em férias, o trabalhador japonês procura aperfeiçoar sua forma física e mental para voltar mais eficiente ao emprego. A Universidade é obrigatória para a juventude japonesa, e tem condições de preparar para atuar num complicado sistema de computação ou no plantio de uma horta. O jovem japonês, ao ingressar numa empresa, espera permanecer nela até aposentar-se. Quase todas as empresas japonesas têm seu hino, ardorosamente cantado pelos empregados, naturalmente muito bem remunerados. O operário japonês, hoje, possui o mais alto salário-hora do mundo e o organizado sistema de saúde pública contribuiu para aumentar a expectativa de sua vida. Em contrapartida, aumentaram as chamadas doenças da civilização moderna: Hipertensão, moléstias cardiovasculares e distúrbios psíquicos tornaram-se as principais causas de morte, junto com os acidentes de trânsito.
O Japão tem 120 milhões de habitantes. 90 milhões são budistas e 80 milhões são Xintoístas. Isto quer dizer que muitos budistas são ao mesmo tempo Xintoístas. O Budismo é vivido mais como filosofia de vida do que como religião. O Xintoísmo é uma religião que cultua sobretudo os antepassados. Os cristãos são 1.200 mil: 500 mil são católicos e 700 mil protestantes. São Francisco Xavier foi o primeiro missionário que desembarcou no Japão em 15 de agosto de 1549.
Só em 1859 um tratado entre a França e o Japão abriu de novo a porta aos missionários que descobriram ali vários milhares de cristãos. Novas perseguições puseram à dura prova aquela Igreja. Desde 1941 todas as 16 dioceses contam atualmente com um bispo japonês. O clero é mais que suficiente para atender os 500 mil católicos. Por isso os bispos japoneses se esforçam para abrir essa igreja para além de suas próprias fronteiras. De cada 3 japoneses um possui a Bíblia.
No entanto, parece faltar um pouco mais de empenho para tornar mais viva esta pequena comunidade cristã que sofre a influência de um forte materialismo imperante neste país do milagre econômico e científico. |
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