Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Atualidades - Ásia

Coréia significa “país da manhã tranqüila”. Mas a realidade está bem longe do nome. Dominada pelo Japão desde 1910, conseguiu sua autonomia no final da grande guerra, mas acabou envolvida em sangrenta guerra civil que terminou em 1953 com o surgimento de dois países: o Norte, dominado pelos comunistas, e o Sul, tutelados pelos Norte-americanos.

A Coréia do Sul é um dos países mais densamente povoados da Ásia.
O processo de urbanização sul-coreano modificou a paisagem das grandes cidades. Seul e Pusan passaram a ostentar arranha-céus com mais de vinte andares. O abastecimento de água e energia e os transportes urbanos progrediram em ritmo acelerado. Além disso, a partir de 1960, as taxas de natalidade e de óbito caíram bastante, o que demonstrou o esforço do país para reduzir o cresci-mento demográfico.
As crianças coreanas passam seis anos na escola primária, de freqüência obrigatória. A maioria dos jovens seguem algum curso secundário e cerca da metade chega a uma carreira de nível superior.

A Coréia do Sul protagonizou um milagre econômico sem precedentes.
Com um crescimento que chegou a 12%, a maior taxa registrada em todo o mundo, o produto nacional bruto atingiu a marca de 120 bilhões de dólares contra 3 bilhões em 1965. De lá para cá a produção industrial multiplicou-se mais de cinqüenta vezes.

Não dá absolutamente para entender este fabuloso progresso da Coréia do Sul se a nossa análise não perceber que na origem de tudo isso está um povo protagonista de seu próprio desenvolvimento, de sua cultura.

O Prof. Joseph Ha Changhan, pouco antes do início das olimpíadas de Seul (1988), afirmou:
“Nós coreanos estamos fora da rota do turismo, dos intercâmbios culturais com os outros povos. A nossa própria pátria está dividida. Por isso mesmo as olimpíadas, nos anos de preparação, nos ajudaram a abrir aos outros povos e a nos unir no sentimento de orgulho nacional... Nós saberemos mostrar ao mundo o que sabem fazer os coreanos!”.

A história do Cristianismo, neste país, tem somente cerca de 200 anos, mas sua vitalidade é espantosa: 40,8% são cristãos.

O povo coreano sente fortemente o desejo de Deus, reza muito e é bastante generoso. É esta a força de uma Igreja praticamente animada pelos leigos. São eles que vão ao encontro dos não-cristãos, conduzem-nos à paróquia, pregam o Evangelho e os acompanham até o batismo.

Para o católico coreano, é inconcebível que o cristão seja apenas ouvinte passivo da Palavra e receptor dos sacramentos. Quem recebe o Batismo deve empenhar-se na Igreja e a serviço da Igreja!

A Coréia do Sul está se convertendo ao cristianismo de uma forma desconhecida na Ásia. O mais interessante é que para os cristãos coreanos o cristianismo não é uma “religião estrangeira”. O que conta hoje é a fé, e nem mesmo os padres e bispos sabem o porquê de tantos entusiastas de Jesus Cristo.

A Igreja coreana é uma das mais vivas e está em crescimento contínuo, cheia de entusiasmo e de esperança. Mesmo entre os estudantes, os intelectuais e as pessoas cultas não existe o espírito anti-religioso ou ateu.

Diz o Pe. Vincent Ri, da faculdade de teologia de Kwandju: “O fato religioso está no centro da vida do nosso povo e esta é uma antiga tradição que o desenvolvimento econômico e técnico não aboliu, mas até contribui para reforçá-lo, já que aumentam os problemas a serem respondidos”.

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