Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Celebração
Neste contexto é que encontra sentido o programa “Fome Zero”. Alegra-nos saber que o número de iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil e pelas comunidades religiosas tem aumentado. Isso mostra que a população, quando motivada e organizada, não se omite em contribuir na solução deste enorme problema. Nesta peça teatral, juntemo-nos ao Chicó e gritemos Os atores entram cantando e formam uma roda. Inicia-se uma música apropriada. ARAUTO 1: Vejo no mundo a cara da fome. Sim, vejo-a na minha rua, no meu bairro, no meu estado... no meu país. TODOS: (os que estão no palco) Fome? ARAUTO 1: Sim, vejo fome. Inacreditável, não é? ARAUTO 2: Atenção, atenção meninada e adultos desta linda baixada, vamos mostrar para essa gente, gente que não sabe de nada, que não quer ver nada, quanta gente está passando mal, porque o emprego sumiu, o salário diminuiu e, ninguém extranha, a fome explodiu! Entram um a um na roda, enquanto uma criança pede. CRIANÇA: Ei, seu Manoel, me dá um pastel. MANOEL: Cai fora menino! CRIANÇA: Ei, seu Machado, me dá um trocado. MACHADO: Cai fora menino!
CHICA: Cai fora menino! CRIANÇA: Ei, pessoal, me dá um mingau. TODOS: Cai fora menino! CRIANÇA: Cai fora pra onde? Nem força mais tenho para andar! Música. Entram Manoel e Machado dentro da roda e começam o diálogo. MACHADO: É Manoel, o negócio está difícil: o lucro da empresa não dá mais para suprir as nossas necessidades. Acredite, estamos praticamente falidos e vou ser obrigado a reduzir o número de funcionários da empresa. Infelizmente você é um deles. É que você tem poucos anos de estudo! MANOEL: Justamente eu Machado? Eu que tenho uma família para sustentar: filhos, esposa, sogra e até os cunhados sanguessugas?! MACHADO: Lamento muito Manoel, mas não posso lhe ajudar. Infelizmente, muitos outros terão que perder o emprego! Mas não se preocupe (um tapinha nas costas), quando as coisas melhorarem, o chamarei de volta. Sai Machado e fica Manoel. Enquanto isso, as pessoas passam e ele fala. MANOEL: Por favor, me ajude! CHICA: Vai trabalhar vagabundo! MANOEL: Ei, você, me dá uma ajuda? MADONA: Vai trabalhar vagabundo! MANOEL: Moço, estou precisando da sua ajuda! MACHADO: Vai trabalhar vagabundo! MANOEL: Pessoal, preciso de um... TODOS: Vai trabalhar vagabundo! MANOEL: Trabalhar aonde: em todo lugar que eu vou ninguém me acolhe! Infeliz de mim: Agora virei até vagabundo! Todos começam a rodar em círculo cantando repetidas vezes: “Criança que não come, passa mal, passa mal, passa mal” (melodia da canção: “Quem tem medo do lobo mal”). O menino começa a se sentir mal. MENINO: Tô com fome; tô passando mal...! Me dá um trocado pra tomar um mingau? Cantam novamente: “Família que não come, passa mal, passa mal, passa mal...”. Manoel começa a andar sem direção passando mal. MANOEL: Tô sem dinheiro, desempregado, eu e minha família estamos com fome! Me dá um trocado pra eu comprar feijão? ARAUTO: E você? (perguntado para a platéia) já passou fome, ou... alguém de vocês ainda está passando? Alguém já sentiu doer dentro de suas entranhas essa dor corrosiva? Eh, minha gente, por causa da desigualdade e da ganância ela fere inúmeras pessoas no mundo todo! E o pior é que, por causa dela, sim, por causa da fome muitos entram no mundo do crime! Entra Madona gritando. MADONA: Socorro, socorro... fui assaltada! Socorro, alguém me ajude... Levaram todo meu dinheiro... Foi horrível, aquele homem com aquela arma na minha cabeça! O que vai ser de nós neste país?! Entra Chica gritando. CHICA: Pega ladrão, pega ladrão! Aquele moleque levou minha bolsa com todos os meus documentos. ARAUTO 1: É, meus irmãos, o único jeito de quem está desempregado, sem dinheiro, com fome e sem esperança, é partir para o crime! ARAUTO 2: Agora, todo mundo se pergunta: TODOS: O que haveremos de fazer? Em forma de jogral. PESSOA 1: Você tem fome de quê? PESSOA 2: Tenho fome de justiça. E você, tem fome de quê? PESSOA 3: Fome de dignidade, salário justo! E você tem fome de quê? PESSOA 4: A minha fome? É lutar por um país melhor, onde todos possam comer três vezes ao dia... PESSOA 1: Onde pais e mães consigam alimentar seus filhos com dignidade. PESSOA 3: Tenham certeza: ser formos mais solidários com os que precisam, juntos venceremos! PESSOA 2: Chega de fome! PESSOA 4: Espere aí, ainda há uma pergunta: Todos os atores se reúnem e juntos olhando para a platéia perguntam: TODOS: E vocês, têm fome de quê? Termine-se com uma canção conhecida que esteja de acordo com o tema. Francisco Cruz de Sousa |
Visite as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]