Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Celebração
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O teatro mímico ou sem fala, como queiram chamar, é uma oportunidade para se mostrar através da expressão corporal e dos recursos de áudio e luzes, uma realidade que por si só fala. Mas vamos ao teatro deste mês, preparado para o Dia das Mães. Ah, lembrem-se, como membro da equipe Missão Jovem, estou disponível para ajudar-lhes a preparar cada teatro que apresentamos nesta página. Todos os anos lembramos o Dia das Mães com muitas flores, beijos, sorrisos e, em algumas famílias, muitos presentes. Neste ano queremos ajudar a refletir sobre as mães esquecidas e sofredoras, objetivo da Campanha da Fraternidade 2003, e as mães que perderam ou estão perdendo seus filhos nas guerras e outras violências. PREPARAÇÃO No palco, rosas murchas espalhadas pelo chão e uma música instrumental que ajude a reflexão (veja a dica no final). Após alguns instantes, entram dois personagens. A primeira, caracterizada como mãe de uns 30 anos vestindo roupas sujas de sangue. A outra, uma mãe idosa de bengala. Elas andam pelo palco procurando seus filhos. Gritam o nome deles, mas sem resposta. Após algum tempo, declamam para o público. PRIMEIRA CENA VOZ: Largadas e esquecidas são elas... mães idosas, mães abandonadas. Corações tenros e amaciados pela alegria de possibilitar o nascimento da vida, hoje só lhes resta a amargura e a solidão materna. Mães esquecidas por filhos preocupados com o sucesso, com a ambição... Esquecidas... Apenas e somente: esquecidas! Mãe sofrida: (em tom de indignação) Maldita guerra estéril que rouba nossos filhos cheios de vida e nos devolve corpos... sem vida. Suga o ar juvenil de nossos rebentos que cultivamos durante os anos em que eram desprotegidos, e agora os colocam diante do fogo que devora sem piedade... (ouve-se a voz de um adolescente: Mãe, dorme comigo, eu estou com muito medo!). Oh, violência infeliz! Oh, maldita droga! (choro de indignação). Sim, vocês arrancaram e destruíram nossos filhos queridos! VOZ: A guerra, o narcotráfico, a violência, a ambição levam todos os dias milhares de filhos e filhas, deixando mães órfãs e sem mais sentido para viver. Basta! Até quando teremos que ver mães chorando a ausência de seus filhos? (com intensidade) Ao final da frase, as duas mães que estão no palco ficam congeladas. SEGUNDA CENA Irmã: Olhe só essa aqui mano, a mãe se atirando no chão pra pegar algumas balas no aniversário do Henrique, parece uma criança... Irmão: Isso porque nós tínhamos vergonha de pegar (a irmã perde o sorriso). Irmão: Veja a festa dos 25 anos de casamento dela com nosso querido papai. Foi uma festa maravilhosa. Mas, observe bem, irmã, ao contrário do papai, a mamãe me parece tão triste... Irmã: E não era por menos Carlos, naquele dia mamãe completava 5 anos de muitas saudades de nosso irmão Joaquim, falecido por causa das drogas...
Irmão: Pobrezinha, sempre deu toda sua vida, suas energias, seu amor por nós. Veja essa foto que o Joaquim bateu, ela estava dormindo no chão ao lado da minha cama. Passei dois dias doente e ela sempre ao meu lado. Irmã: Agora tudo mudou: Nossa vida não é mais a mesma sem a mamãe. Irmão: Ah, minha irmã, o asilo é uma faca que até hoje me corta o coração. Nossas preocupações egoístas permitiram que nossa idosa mãe passasse seus últimos dias só... sem... (ele abraça a irmã e ela o conforta). Irmã: ... sem amor, Carlos...
sem amor. TERCEIRA CENA M: Mulher! Mãe é, acima de tudo, mulher, valente, sensível, doce e corajosa. A: Amorosa! Ama incondicionalmente seus filhos e marido. Verdadeira expressão do amor de Deus. M: Maravilhosa! A exemplo de Maria, as mães são um poço de maravilhas. A: Afetuosa! Como ninguém, as mães são as companheiras mais desejáveis de qualquer criança. E: Especial! As mães são especiais e a elas se voltam nossos olhares neste dia tão especial. Após a última letra, as mães que estavam congeladas se dirigem até os jovens que formam a palavra MAMAE e reformulam as letras formando a palavra AMAME. Logo em seguida declamam. Mãe sofrida: Ainda sou mãe. Sou idosa, mas sou mãe. Ganhei o diploma de Avó, mas ainda sinto vontade de pegar meus filhos no colo e protegê-los com todo o meu amor. O que mais quero é que não esqueçam de mim... AMAME, meu filho; AMAME, minha filha! Mãe sofrida: Não permitamos
que mais mães se tornem órfãs de filhos e vivam a
lembrança das terríveis e estéreis guerras, violências,
seqüestros, drogas... Tudo isso separa a árvore de seus frutos. DICAS: www.missaojovem.com.br/teatro.htm
Etori C. de Amorim |
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