Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Celebração

AMBIENTE:

  • crucifixo;
  • pano roxo;
  • vela;
  • cartaz da Campanha da Fraternidade 2003

Em nome do Pai...

Animador: O mais importante da quaresma é a reflexão sobre a paixão e a morte de Jesus que vai culminar na Páscoa, a festa central do cristianismo. Durante quarenta dias, a quaresma nos prepara para a festa da Páscoa, ajudando-nos a reviver a experiência do povo de Israel que amadureceu sua fé na travessia do deserto e a experiência de Jesus que assume sua missão, após intenso tempo de oração e jejum.

Todos: Também nós somos convidados a percorrer o caminho da cruz, para, com Jesus, passarmos à vida nova.

CANTO:

Animador: A quaresma é, sem dúvida, um tempo privilegiado. Mas, para que este tempo seja bem aproveitado e dê seus frutos, devemos vivenciar o espírito do DESERTO, a ORAÇÃO, a PENITÊNCIA e o JEJUM. Sem isso, perderemos uma grande oportunidade de crescer e de nos santificar.

MOMENTO PENITENCIAL

Animador: A conversão é o tema relevante da quaresma. A Igreja volta a fazer ressoar forte o grande convite para revivermos com mais autenticidade a nossa aliança com Deus, mudando certas atitudes e praticando a solidariedade e a fraternidade.
Num minuto de silêncio, avaliemos nossas vidas e perguntemo-nos seriamente: (individual e comunitariamente)

  • Quais são os sinais de conversão que estão se operando em nós?
  • Qual o compromisso de conversão que assumiremos nesta quaresma?
  • O que nos dificulta assumir esses compromissos?

(Citar em voz alta)

Canto penitencial...

SÍMBOLOS

Animador: Para celebrar a quaresma de uma maneira mais consciente, convido a todos a conhecermos e refletirmos um pouco sobre os símbolos da quaresma.

Leitor 1: As Cinzas. Elas representam a consciência do nada da criatura diante do Criador, como já bem falou Abraão: “Sou bem atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18,27). Isto nos leva a assumir uma atitude de maior humildade e arrependimento por certas atitudes orgulhosas.

Leitor 2: O Deserto. É um lugar árido e com pouca vegetação. É, portanto, lugar de jejum. Para receber a Lei, Moisés passou quarentas dias sem comer e sem beber na montanha do Sinai (Ex 24,12-18; 34). Também Elias vive a dureza do deserto, onde, reconfortado pela comida e bebida misteriosa, volta ao seu caminho (1Rs 19,3-8).

Leitor 3: Na Bíblia, a permanência no deserto é um tempo de oração intensa, como também de sofrimento e reflexão. Cristo ficou quarenta dias no deserto se preparando para o ministério público. Muitas vezes resistimos a esses espaços de silêncio e solidão, porque temos medo de nos encontrar mais profundamente conosco mesmos e com Deus. O “deserto” requer a coragem dos humildes, dos que não têm medo de voltar a recomeçar.

Leitor 4: Os Quarenta Dias. O período da quaresma é um tempo simbólico. Os quarenta dias de Moisés e de Elias ou os quarenta anos do Povo eleito peregrinando e sofrendo no deserto são algumas referências. Assim foi também com Jesus Cristo.

CANTO:

Leitor 1: O Jejum. O profeta Joel nos indica o verdadeiro sentido desta antiga prática penitencial: “... voltai para mim de todo o coração, fazendo jejuns, chorando e batendo no peito! Rasgai vossos corações, não as roupas!Voltai para o Senhor vosso Deus...” (Joel 2,12-13).

Leitor 2: Isaías é ainda mais exigente: “Acaso o jejum que eu prefiro não será isto: acabar com a injustiça qual corrente que se arrebenta; acabar com a opressão qual canga que se solta; deixar livres os oprimidos, acabar com toda espécie de imposição? Não será repartir tua comida com quem tem fome? Hospedar na tua casa os pobres sem destino? Vestir roupa naquele que encontras nu e jamais tentar te esconder do pobre teu irmão?” (Is 58,6-7).

Leitor 3: Meus caros irmãos e irmãs, o jejum é expressão de uma renúncia a tudo aquilo que nos impede de realizar o projeto de Deus.

PARTILHA

PARA REFLETIR

1. Deserto, jejum... que ressonância isso tem em nossa sociedade pós-moderna?

2. É possível viver o deserto numa sociedade tão perturbada e barulhenta? Como?

3. A Campanha da Fraternidade pede que reflitamos sobre a situação das pessoas idosas.
O que programamos e faremos em favor delas?

CANTO:

ORAÇÕES ESPONTÂNEAS

Animador: concluídas as orações, o animador exorta para uma forte vivência da quaresma e da CF 2003 e convida o grupo para rezar ou cantar o Pai Nosso.

Dicas
SDlitúrgicas

Sugestões para as equipes de celebração na quaresma:

1.º Preparar o ambiente da celebração: cor roxa para as vestes litúrgicas e a ornamentação da mesa da Palavra e do altar, sem flores. Omitam-se o canto do Glória e do Aleluia. O som dos instrumentos musicais seja moderado e apenas acompanhem os cantos. Isso não deve significar absolutamente tristeza, mas um concentrar de energias na reflexão do grande mistério que a comunidade está revivendo.

2.º Destacar o cartaz da Campanha da Fraternidade (CF), com o lema:
“Vida, dignidade e esperança”.

3.º A cruz também ganha destaque. Seja entronizada solenemente. O ambiente seja enriquecido a cada Domingo com símbolos ou gestos ligados aos textos Bíblicos ou mesmo ao tema da CF/2003.

4.º O ato penitencial poderá receber também um destaque maior como anúncio da misericórdia de Deus e de apelo à conversão. É bom fazê-lo diante da cruz e usar gestos, como: ajoelhar-se, inclinar-se, ou o rito de aspersão, acompanhado de refrões ou cantos apropriados.

5.º Ritualizar bem a entrada da Bíblia, a proclamação das leituras, o canto do salmo e da aclamação do evangelho. Alguns textos poderão ser encenados; outros dialogados, proclamados ou cantados.

6.º A oração da CF poderá ser rezada no momento da Oração dos fiéis ou depois da comunhão.

7.º Os cantos da Quaresma devem nos ajudar a contemplar e viver o mistério Pascal do Cristo dentro de nossa realidade. É bom que os cantos não se reduzam aos da CF.

8.º Um compromisso. É bom que a cada Domingo a comunidade chegue a formular um compromisso bem concreto, brotado da própria celebração, a ser vivido durante a semana. No Domingo seguinte, poderá ser retomado no início da celebração como sinal de vida e conversão, ou como motivo de perdão.

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