Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Cidadania
ACEITAR O DIFERENTE Uma pergunta: - Será que realmente estamos dispostos a aceitar e compreender o diferente? Dois bons, porém tristes exemplos, que podem perfeitamente ilustrar o questionamento acima, são as atitudes de racismo e algumas propostas de ecumenismo existentes no mundo em que vivemos. Ao analisarmos a questão da discriminação racial, perceberemos que uma parte bastante razoável da nossa sociedade considera absurdas e inaceitáveis as cenas de racismo vistas recentemente nos estádios de futebol. Entretanto, essa mesma sociedade, que se diz “indignada” e “chocada” com essas atitudes, no seu dia-a-dia demonstra uma profunda discriminação aos negros e negras. Vejamos, por exemplo, o grande desequilíbrio existente entre brancos e negros nos dados estatísticos do IBGE. Existem atualmente, na população do Brasil, cerca de 46% de negros e pardos, mas apenas 10% destes estão no ensino superior. E se olharmos para o fator salário, menos de 3% das pessoas, que ganham acima de 3 mil reais, são negras ou pardas. Pior ainda: entre as pessoas que ganham menos de um salário mínimo, mais de 85% é ainda composto por negros e pardos. Esses números demonstram claramente que a nossa prática anda muito longe do nosso discurso. Será que realmente desejamos trabalhar por uma sociedade mais justa e menos discriminatória? Um outro ponto muito interessante acerca da compreensão e da tolerância é a questão do ecumenismo. Muitas das vezes vemos pessoas dizendo-se “ecumênicas” e abertas ao diálogo inter-religioso desde que “o outro aceite as nossas verdades como superiores ou, pior ainda, quando, no fundo mesmo, o que queremos é “converter” esse outro para a nossa religião”. Será que essa é a essência do verdadeiro ecumenismo? O ETNOCENTRISMO
Esse conceito foi a base de terríveis doutrinas que tanto mancharam de sangue a história da humanidade, tais como o Apartheid na África do Sul, o Nazismo na Alemanha de Hitler e o Fascismo na Itália de Mussolini. Precisamos tomar muito cuidado, pois somos nós que, através das nossas atitudes, temos a chance de rejeitar esse tipo de prática que só destrói e nos afasta da tão sonhada civilização do amor. A CHAVE DA MUDANÇA A nossa atitude é a chave da mudança. Somos nós, e somente nós que, através da revisão das nossas práticas, podemos mudar esse cenário de desrespeito e intolerância em que vivemos. Verifiquemos, por exemplo, a forma com que educamos os nossos filhos para conviver com aqueles que são diferentes ou, até mesmo no nosso trabalho, a maneira de agirmos com os nossos colegas que não comungam da nossa fé ou opinião. Para aqueles que acham que não adianta, pois seria impossível mudar, eu deixo uma frase para refletirem: “Pode até ser que, apesar de todo o nosso esforço, não consigamos mudar o mundo. Entretanto, jamais devemos permitir que o mundo nos mude e nos afaste assim dos ideais de Jesus Cristo”. Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo! PARA DIALOGAR E AGIR:
2.º E na sua comuniade? |
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