Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Comunicação


O “Missão Jovem” está completando 15 anos. Já alcançou a adolescência e caminha decididamente para a juventude.

Para melhor conhecermos o MJ, nada melhor do que um breve e descontraído papo com seu fundador, Pe. Paulo De Coppi, missionário italiano do P.I.M.E. (Pontifício Instituto das Missões Exteriores) que já trabalhou vários anos no Amapá e que dirige o Missão Jovem desde a sua fundação, em 1986.

Pe. Paulo é um incansável idealista que trabalha muito para que este seu “filho” cresça e, embora busque um pai adotivo, continua criando o MJ com o maior carinho e amor.

MAURI - Pe. Paulo, o que determinou a fundação do “Missão Jovem”?

Pe. Paulo - Olga - Jane - Mirte. Fundador e primeiras funcionárias do "M.J."

PE. PAULO - Muitas vezes ouvi dizer, e já passei por isso pessoalmente, que na vida fazemos e dizemos coisas sobre as quais nos damos conta só depois. Vejam, só para dar um exemplo, o que afirmaram os bispos em Puebla, falando do envio de missionários para as missões: “...devemos dar de nossa pobreza”. É uma afirmação muito significativa, mas extremamente empenhativa para as nossas igrejas carentes de clero.

Aí vem uma forte suspeita: será que não é o Espírito Santo que, sendo encarregado de guiar a Igreja, nos faz dizer e fazer coisas das quais nos damos conta só depois?

Isso deve ter acontecido também comigo, quando, quase de improviso, quase que num sonho, pensei, decidi e fiz: soltei pelo estado de Santa Catarina, pelo Brasil e em outros países este jornal/subsídio que completa agora 15 anos.

1.º Edição do Jornal "MISSÃO JOVEM"

E, conhecendo bem sua trajetória, posso afirmar que este meu filho não teve uma vida difícil, não sofreu grandes crises ou traumas que marcam a vida. Desde sua infância ele foi bem acolhido, muitos e muitas o acolheram em sua casa e até o escolheram como companheiro de viagem, conselheiro, mestre...

MAURIPe. Paulo, gostaria que nos falasse sobre o objetivo que motivou o nascimento e o crescimento do MJ.

PE. PAULO - Desde quando deixei a minha querida missão do Amapá, os meus superiores disseram que deveria ser animador missionário. Como tal trabalhei 10 anos na Diocese de Belluno, na Itália, e, em seguida, destinado à Arquidiocese de Florianópolis-SC, empenhei-me no mesmo trabalho.

Logo deparei-me com um problema: a impossibilidade de realizar uma animação missionária que atingisse de forma continuada as muitas comunidades, grupos e escolas da Arquidiocese e de outras dioceses que solicitavam a minha assessoria.

Logo pensei: que bom seria se tivesse um meio de comunicação que multiplicasse a minha atividade, que levasse aqueles conteúdos e iniciativas necessárias para uma boa animação!

Livros publicados pela Equipe do "M.J." atraves da Editora "MUNDO e MISSÃO"

Mas qual meio de comunicação? Rádio? TV? Revista? Jornal?... Acabou ganhando este último, me parecia mais fácil e já tinha uma certa experiência nisso.

E lá fui eu, quase que sozinho, nesta nova aventura editorial. Era o mês de Agosto de 1986 quando apareceu a primeira edição do “Missão Jovem”, bem humilde, somente quatro páginas, mas já com muita vontade de crescer!

MAURI - E agora, depois de 15 anos?

PE. PAULO - Já cresceu, e cresceu muito. Depois de um ano passou a oito páginas. No ano seguinte pulou para 12 e, 8 anos depois, enriqueceu-se com o bonito e precioso encarte catequético, o “CATEQUESE CAMINHANDO”, presente da dinâmica Ir. Marlene Bertoldi, coordenadora da Pastoral Catequética.

Tenho plena convicção de que, atualmente, poucas Paróquias, grupos de jovens ou de catequistas do Brasil desconhecem o “Missão Jovem”.

Ele é reconhecido como um excelente subsídio pela sua riqueza de conteúdos, seu estilo fácil e direto. Sua nova diagramação, seu excelente papel e suas cores tornaram o jornal ainda mais agradável e naturalmente aumentou a procura. Graças a Deus, suas assinaturas aumentaram rapidamente, apesar dos muitos problemas que dificultam a expansão da imprensa no Brasil.

Participantes da Semana de Férias do "M.J." - 1999

MAURI - O senhor se considera satisfeito com a caminhada do MJ e com os resultados obtidos?

PE. PAULO - Diria que sim, mas não completamente. O jornal, pelos seus objetivos e pelas suas características, deveria ter alcançado um número bem maior de assinaturas. Ganância? Absolutamente não!

Quem escreve para levar à frente um ideal tão grande como o da missão, universal no nosso caso, não gosta de perder tempo, quer chegar mais adiante, atingir mais pessoas para transmitir-lhes aqueles conteúdos e aquele ardor missionário tão carente entre nós. Em vista disso, não cansamos de apelar para nossos sacerdotes, religiosas, lideranças leigas e mesmo para os que já são assinantes para que, por sua vez, se tornem difusores do “Missão Jovem” em seus grupos e comunidades.

A cada nova assinatura é um missionário que mensalmente entra nos grupos, residências, escolas..., e os resultados virão, não tenho dúvidas.

E aproveito a presente entrevista para agradecer a todos e todas que, nestes 15 anos, de uma maneira ou de outra, nos ajudaram e incentivaram a olhar para frente com coragem e muito idealismo. Continuamos contando com vocês!

Secretaria - Jocimar Gomes da Silva
Secretaria e Internet - Etori C. de Amorim
Diagramação - Fábio F. Leite
Redação Mauri Heerdt

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