Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Construindo Fraternidade
DISSE O FILÓSOFO... Vejam o que Platão, sob nova roupagem de Milan Kundera, disse sobre o amor: “No princípio todos os seres eram hermafroditas, até que Deus os separou em metades, que a partir daí erram pelo mundo e se procuram. O amor é a busca dessa metade perdida de nós mesmos.” Será que qualquer um que se diga humano pode ler isso e, ainda assim, ser indiferente? DISSE O POETA... Vamos ler também o maravilhoso texto do poeta Roberto Martins:
Alguém consegue não visualizar a situação e não se lembrar de alguma conquista amorosa sua e não rir em silêncio de saudade e satisfação? O amor parece trilhar um milhão de caminhos difíceis, até que todos descubramos como é simples e brincalhão. CAMINHO ERRADO Tenho para mim que essa busca desenfreada pelo sucesso que tomou conta da humanidade no final do século XX e início do XXI, nada mais é do que o reflexo do sentimento de perda, de abandono, de solidão que a vida nos grandes aglomerados urbanos propicia. E mesmo quem vive em pequenas cidades acaba se contaminando pelo contato televisivo, pelo massacre de informações que recebe diariamente pelos meios de comunicação, pelas histórias que ouve, vê ou lê. Quando falo para meus alunos de transformação de destino, de guinada na vida, de giro de l80.º na roda da fortuna, penso e conto sempre uma das minhas muitas histórias de sábios chineses. Como sempre, digo não saber se o sábio era mesmo chinês, mas gosto de imaginar que todo oriental é um sábio em potencial. O TESOURO A história diz que um sábio chinês caminhava por uma montanha e tinha consigo apenas uma sacola de pano com um pequeno pedaço de carne e outro de pão, que mal dariam para o seu sustento aquele dia. Ele parou para beber água numa fonte e encontrou um grande diamante, colocou-o na sua sacola e continuou seu caminho. Logo à frente encontrou um sujeito faminto e caído que lhe pediu ajuda em forma de comida. O sábio dividiu com ele o pouco que tinha. Quando abriu sua sacola o homem viu a pedra e lhe pediu também. Ao contrário de todos nós, o mestre deu-a a ele e partiu. Alguns minutos depois o homem pobre vem correndo e gritando
para que o sábio parasse. Ele então parou e o moço
devolveu-lhe a pedra dizendo que o que ele realmente queria do sábio
era a bondade que ele trazia no coração e que fez com que
ele lhe desse parte de sua comida e também |
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