Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

Os celulares são populares em toda parte do mundo. Num primeiro momento, tem-se a impressão de que é coisa de rico, mas, também nos países pobres, estes aparelhos podem desenvolver um importante papel social.

Os celulares podem custar todo o rendimento anual de uma família. Para driblar esta dificuldade, muitas mulheres do Bangladesh, onde 97% das casas não têm telefone convencional, as famílias estão conseguindo empréstimos do Grameen Bank, ou “Banco dos Pobres”, para comprarem um celular.

Mas, vejam bem: elas recuperam rapidamente o dinheiro para saldar a dívida, graças às chamadas que cobram das pessoas da aldeia, que pedem para fazer telefonemas.

Quando uma pessoa monta um serviço telefônico pago, graças a um empréstimo que obteve do Grameen Bank, imediatamente uma aldeia inteira fica ligada ao resto do mundo sem, muitas vezes, precisar realizar uma longa e dispendiosa viagem.

Contudo, é mais rápido e econômico vender a uma pessoa pobre um celular do que instalar um telefone convencional. Por este motivo, em muitos países pobres, o número de usuários de celulares já ultrapassou o de telefones convencionais.

Na Uganda, por exemplo, a MIN, empresa privada de celulares, conseguiu, em dois anos de atuação, superar a UTL, companhia estatal de telecomunicações devido à sua extrema burocracia.

Entre 1997 e 1999, o número de usuários da rede convencional no Uganda passou de 54 mil para 59 mil. No entanto, no mesmo período, o número de usuários de celulares registrou um autêntico boom: de sete mil para 87 mil. Por enquanto, apenas um ugandês em cada 240 possui um celular, mas já é um começo.

Revista Audácia

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