Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

O que se poderia fazer para... consertar os estragos?

No começo Deus criou o céu e a terra. Depois de milhões de anos o homem decidiu tomar nas mãos definitivamente o mundo e a criação, que não se chamou mais mundus, mas imundus. Então começaram os sete últimos dias da história.

No primeiro dia, o homem decidiu eliminar a Deus e colocar no lugar dele as coisas em que mais acreditava: a ciência, o progresso e a bolsa de valores. Começou então a jogar na bolsa, a capitalizar no banco, a planificar as intervenções na natureza para satisfazer sempre mais os desejos pessoais. Foi noite e foi manhã: primeiro dia.

No segundo dia, morreram os peixes pela poluição das águas devido às descargas industriais dos grandes navios petroleiros e dos depósitos de lixo contaminado. Morreram também as aves do céu impregnadas de gases venenosos. Foi noite e foi manhã: segundo dia.

No terceiro dia, foi a vez da vegetação: enormes extensões de florestas foram derrubadas para aproveitar a madeira. Só ficou uma árvore porque uma menina corajosa vivia em seu cimo para protegê-la. Até os poços secaram por causa da chuva ácida e a utilização indiscriminada de herbicidas. Foi noite e foi manhã: terceiro dia.

No quarto dia, o homem inventou as técnicas para intervenções biológicas e começou a manipular geneticamente, a seu bel prazer, os produtos alimentícios. Dentro de algumas horas provocou envenenamentos em animais e pessoas. Foi noite e foi manhã: quarto dia.

No quinto dia, a água alcançou o preço do petróleo: as nascentes estavam se esgotando por causa do uso indiscriminado. Nas grandes cidades industriais, a temperatura aumentou devido ao efeito estufa, ao calor das indústrias e dos escapamentos dos carros. Foi noite e foi manhã: quinto dia.

No sexto dia, numerosos seres humanos começaram a morrer por causa de úlceras e câncer, provocados pela redução da camada de ozônio devido à poluição do ar. Outros morreram de fome pela escassez de comida que havia na terra. Foi noite e foi manhã: sexto dia.

No sétimo dia, a terra, cansada das vexações dos homens, clamou por seu verdadeiro criador para uma nova ressurreição. E foi noite e foi manhã: sétimo dia.

S. Murari e C. Merli

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