Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Construindo Fraternidade
ESCRAVOS DA LIBERDADE Um dos pontos centrais da crise ética em que vivemos está na forma como a nossa sociedade prega a supervalorização do “eu”. Um excelente exemplo disso está nas propagandas de cigarros largamente divulgadas nos meios de comunicação social da década de 80 e 90: “O meu prazer em primeiro lugar”. Essa onda conduziu a nossa juventude para a falsa sensação de liberdade que domina a nossa sociedade até os dias atuais. Frases do tipo: “Sou livre e não devo satisfações a ninguém”, ou “Religião nenhuma coibirá a minha liberdade” são constantemente ouvidas. O mais triste disso tudo não são as frases em si, mas a forma como a sociedade atual utiliza esse tipo de artifício para nos tornar ainda mais escravos do consumismo desenfreado e da preocupação exagerada com o “Eu”. Quando isso ocorre, nós acabamos nos escravizando pelo vício e pela falsa imagem de liberdade.
Quantas vezes temos que obedecer a certos princípios consumistas que pregam a falsa liberdade e colocam o nosso prazer consumista em primeiro lugar deixando o coletivo, o outro ou o irmão mais próximo em segundo plano? Infelizmente, somos conduzidos a esse terrível vício quase que diariamente. O COLETIVO OU O INDIVIDUAL? Fica fácil percebermos as conseqüências desta falsa liberdade. A priorização do “eu” frente ao próximo somente interessa ao consumismo desenfreado em que nossa sociedade está mergulhada. A grande maioria dos problemas em que vivemos hoje são frutos desse falso ideal: Quando furamos uma fila no banco, quando trocamos os nossos votos por favores pessoais ao invés de pensarmos no coletivo, quando não devolvemos o troco dado a mais no caixa do supermercado e etc. São exemplos claros da conseqüência deste problema. Ainda me recordo de um amigo que morou durante um longo período em um país desenvolvido na Europa e, indo de carona para o trabalho com um colega, questionou porque ele parava o carro tão distante da portaria do prédio, uma vez que o estacionamento estava vazio e eles sempre eram os primeiros a chegar. A resposta foi desconcertante: Ele disse que era exatamente por chegar cedo que fazia isso. As vagas mais próximas da portaria deveriam ser deixadas para aqueles que chegarão mais tarde, pois estes não terão o tempo que eles tinham para caminhar até o escritório. FORMAÇÃO E EXEMPLO: A CHAVE DA MUDANÇA Está mais do que na hora de revermos algumas de
nossas posições e evitarmos a armadilha do “não
adianta, é impossível mudar”. A mudança só
será possível se todos fizermos a nossa parte, seja em nossas
aulas, cursos, palestras e demais atividades pastorais como no nosso dia-a-dia.
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