Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

uando falamos de liderança, não podemos deixar de abordar aquele que Jesus Cristo exerceu durante a sua vida pública. Ela foi, sem sombra de dúvidas, uma liderança intimamente ligada ao amor e ao serviço. Algo muito mais próximo à autoridade do que ao poder.

AUTORIDADE X PODER

A diferença entre autoridade e poder é fácil de ser percebida. Quando fazemos uma tarefa “forçados” ou até mesmo “coagidos” por alguém que impõe sua vontade em função da sua posição ou força, estamos sendo submetidos a uma liderança pautada no poder. Já quando fazemos um trabalho motivados pela boa vontade de um líder e somos levados a isso pela sua influência pessoal, isso é autoridade.

Algo que podemos exemplificar como: “Só vou fazer isso porque foi ele quem pediu!”, ou ainda:

“Por ela, atravessaria até uma parede, se preciso fosse”. A autoridade diz respeito a como o líder é como pessoa, ao seu caráter e a forma como ele estabelece os relacionamentos com os seus liderados. Paciência, bondade, confiança, sinceridade e respeito são certamente características que encontraremos em qualquer líder que tenha passado em nossas vidas de forma marcante e que lembre muito mais o conceito de autoridade do que o de poder.

O ESPÍRITO SERVIDOR DO VERDADEIRO LÍDER

Uma característica fundamental em uma liderança pautada na autoridade é o “servir”. Ao contrário do que muitos pensam, o líder não veio para ser servido, e sim para servir. Essa é uma das essências da liderança. Vamos imaginar, por exemplo, uma grande empresa. Imaginemos uma estrutura piramidal, onde os diretores, presidentes e gerentes ficam acima dos supervisores e coordenadores. Já os funcionários ficam na base desta pirâmide.

Se nos dirigíssemos aos funcionários e perguntássemos quem é a pessoa mais importante da empresa, provavelmente eles dirão que são os presidentes, diretores e gerentes, ou seja, quem está no topo. As pessoas mais importantes para a empresa são, na verdade, os clientes. E, paradoxalmente, eles não se relacionam com o topo e sim com a base, ou seja, com os funcionários. Isso também é verdade em nossa Igreja.

Quem está em contato com o Povo de Deus não são os Bispos e muitas das vezes, nem os Padres:

- são os Leigos em seus trabalhos pastorais. Por isso, a liderança pautada no serviço apresenta uma relação diferente: a participação de todos. Em vez da pirâmide, queremos um círculo: todos sentam juntos e decidem juntos.

O papel dos diretores e gerentes, assim como dos padres e bispos, é o de servir aos seus liderados. Preocupar-se essencialmente com as suas necessidades para que eles possam alcançar os seus objetivos.

Sei que muitos podem estar pensando que se fizermos isso, a nossa liderança pode virar uma bagunça. Mas cabe aqui lembrar que necessidade é diferente de vontade. A necessidade é aquilo que o liderado precisa para executar bem a sua função, enquanto que a vontade está mais ligado a um sentimento egoísta de desejo.

O AMOR E A LIDERANÇA

Para que o sentido do serviço possa ser agregado ao espírito do líder, uma outra característica precisa fazer parte de suas atitudes:

- o amor. Sei que para alguns podem até parecer estranho, mas o amor, mais precisamente o amor ágape, citado no novo testamento (1 Cor, 13), é a essência da boa liderança. Ele é mais do que simplesmente sentimento. É atitude. É a compreensão; o respeito; o “saber ouvir” e exercer o que chamamos de “empatia”, ou seja, a habilidade de se imaginar no lugar dos outros.

Todas essas definições do amor ágape podem ser perfeitamente traduzidas em:

Tratar o outro como nós gostaríamos de ser tratados. Existem muitas outras características que um verdadeiro líder precisa incorporar no seu dia-adia. Entretanto, todas elas podem ser resumidas nas atitudes acima listadas. O exemplo de Cristo pode, perfeitamente, servir como guia aos líderes de hoje.

- Um forte abraço e a Paz de Cristo!

1. Não freqüente as atividades paroquiais com assiduidade, mas quando você for lá, procure algo para reclamar. Com certeza você sempre vai encontrar. Fique de olho. Explore isto!

2. Ao comparecer a qualquer atividade, dedique-se em encontrar falhas nos líderes. Veja se o padre ou os dirigentes estão fazendo as coisas corretas. Se encontrar falhas, fale, espalhe para os outros. Critique de verdade. Agora, quanto às coisas boas que fazem ou dizem, não comente nada, não elogie, fique na sua, em absoluto silêncio.

3. Nunca aceite missão, compromisso ou incumbência alguma; lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar.

4. Se o padre ou o Conselho Paroquial, ou qualquer outra liderança pedir sua opinião sobre um assunto importante, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas, de acordo com a sua “opinião”.

5. Não faça mais que o absolutamente necessário, nunca se coloque à disposição para nada, espere ser convidado para que você tenha prestígio diante dos outros; porém, quando o padre e seus auxiliares estiverem trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua igreja está sendo dirigida e dominada por um grupinho.

6. Não leia os boletins de sua igreja; afirme que neles não há nada de interessante e que eles deveriam ser diferentes. Mas não ajude a fazê-los!

7. Se você for convidado para qualquer serviço, simplesmente seja esperto(a) e recuse. Alegue que você não tem tempo e depois critique com a seguinte afirmação: “por que não fazem tal coisa assim?”

8. Quando você tiver qualquer problema de relacionamento com o padre, ou qualquer líder, procure vingar-se fazendo acusações mentirosas e divulgando “erros” por eles cometidos. Não será difícil, pois eles, como todas as pessoas humanas, estão cheios de falhas.

9. E quando ouvir alguma fofoca, conte a outros rapidamente, mesmo que você saiba que a fonte não é confiável e que o correto é ouvir os dois lados.

10. Sugira, insista e cobre a realizações de cursos, palestras, encontros, reuniões, mas, quando forem realizados, não se inscreva nem compareça. Depois critique dizendo que não é feito nada.

11. Após tudo isso, quando sua igreja não tiver mais reuniões, boletins, encontros, trabalhos de evangelização etc., estufe seu peito e diga: “Eu não disse que isso ia acontecer?”

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