Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

Igreja no Brasil, tua Vida é Missão
Este é o lema do 1.º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá em Belo Horizonte, de 17 a 20 de julho de 2003.

A realização do CAM 2 - COMLA 7 na Guatemala, de 25 a 30 de novembro de 2003, convoca todas as Igrejas a uma “reflexão criativa” e a “gerar contribuições” para a caminhada missionária do continente latino-americano. Este evento não pode se limitar apenas a uma celebração festiva. Ao contrário, precisamos resgatar memórias, encarar desafios e lançar perspectivas de reflexão e de compromissos.

Para o Brasil, isso significa retomar a caminhada do COMLA 5, incentivando a articulação dos Conselhos Missionários em todas as dioceses, apontando horizontes de engajamento e de projetos missionários.

Em vista disso, será realizado um Congresso Missionário Nacional, o primeiro do gênero, para representar um momento de encontro, de reflexão, de partilha e de propostas entre os responsáveis da dimensão missionária dos vários regionais, dioceses, organismos e instituições missionárias.

OBJETIVOS

O principal objetivo do Congresso Missionário Nacional é refletir sobre a caminhada da Igreja no Brasil, no que diz respeito ao seu empenho na missão universal. Esta é a contribuição que a Igreja do Brasil quer oferecer para o êxito do CAM 2 - COMLA 7.

Cinco palavras definem os objetivos Específicos:

Refletir: refletir criticamente sobre o projeto missionário ad gentes da Igreja no Brasil, a partir dos temas propostos pelo CAM 2 — COMLA 7;

Testemunhar: criar um espaço de partilha e de testemunho que suscite respostas concretas de engajamento missionário;

Capacitar: incentivar o surgimento, as atividades e a capacitação dos Conselhos Missionários, em nível diocesano e regional;

Articular: melhorar a articulação entre os organismos e as forças missionárias no país;

Celebrar: celebrar a caminhada da dimensão missionária: suas conquistas, seus protagonistas, seus horizontes de compromisso e de projeto.

PARTICIPANTES

O Congresso prevê a participação de 400 pessoas. Este número caracteriza o Congresso como um momento de reflexão, estudo e partilha, antes de ser um grande evento festivo.

Os convidados são os representantes dos Conselhos Missionários Diocesanos (COMIDIs), de Instituições e Organismos missionários engajados na animação missionária de suas Igrejas.

Cada regional da CNBB, através de seu COMIRE (Conselho Missionário Regional), terá a disposição um número de vagas proporcional ao número de suas dioceses.

O instrumento de trabalho do CAM 2 - COMLA 7 convida a escolher pessoas que saibam debater e levar contribuições aos temas propostos, de modo que o resultado da reflexão conjunta seja representativo da caminhada missionária das diversas igrejas.

Em vista disso, a indicação e a inscrição dos participantes deverá seguir critérios bem definidos, além de uma composição heterogênea entre presbíteros, religiosos(as), leigos(as), representantes de instituições, assessores e coordenadores de pastoral e bispos da dimensão missionária dos regionais.

Namoro: qualidade ou quantidade?

Para os conservadores, o namoro é compromisso sério, que deve ser aprovado pela família e honrado pelo casal. Para outros, porém, não vai além de um simples e passageiro encontro entre duas pessoas, sem maiores compromissos. Alguns pensam que qualidade é quantidade e acham que quanto mais bocas beijarem e quanto mais corpos tocarem, mais aprenderão sobre a arte de amar.

CADA VEZ MAIS CEDO

Muitas mães e pais que têm filhos entre dez e 12 anos estão perdidos, porque não sabem se tratam os filhos como crianças ou como adolescentes.

Segundo Rosely Sayão, psicóloga, motivos para essa confusão os pais têm de sobra: a puberdade está ocorrendo cedo demais e o comportamento social compactua, aprova e até pressiona para que seja assim. Na verdade, até os pais entram nessa, mesmo sem perceber.

O fato é que crianças de dez ou 11 anos querem sair sem nenhum adulto responsável junto, querem namorar, e muitas já “ficam” com pares em festas noturnas embaladas com bebidas alcoólicas e contam, como vantagem, os beijos na boca, conquistados ou roubados.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Para a psicóloga Luci Helena Marin Delboni, essa mudança no comportamento dos adolescentes e jovens ocorreu a partir dos filhos dos pais da “revolução sexual” e com o advento da pílula anticoncepcional.

A mudança de atitude, entretanto, não está relacionada apenas à pílula, mas à evolução da sociedade de maneira geral: “Deve-se levar em conta também o maior acesso à informação a respeito do assunto, a influência dos veículos de comunicação, o apelo sexual da publicidade e das novelas. Isso não ocorria também por imposições morais”, afirma a psicóloga.

NAMORO VIRTUAL

Outra característica da sociedade atual é o namoro virtual. Relacionamentos iniciados com a ajuda da Internet vencem as barreiras do preconceito e mostram que podem, sim, sobreviver e gerar belas histórias de amor. Os exemplos estão aí para mostrar que isso é uma realidade.

O advogado Fábio e a estudante Andressa podem comprovar isso. Ambos entravam em chats para simplesmente encontrarem alguém para conversar. No entanto, após várias conversar virtuais, marcaram um encontro num Shopping.

Antes do encontro, o nervosismo fazia os dois tremerem, mas, após oito meses de namoro virtual e presencial, já são noivos. O casal pretende juntar as escovas de dentes meio logo.

O VERDADEIRO SENTIDO

Sem querermos ser chatos e bregas, acreditamos que o namoro existe essencialmente para duas pessoas se conhecerem melhor, criarem uma intimidade maior entre si e, finalmente, decidirem se querem ou não assumir um relacionamento mais firme.

Cedo ou tarde, todo mundo aprende que não é nem um pouco interessante se envolver com alguém por quem não se sente nada. Com a experiência e a maturidade descobre-se que é extremamente gratificante enamorar-se daqueles pelos quais realmente se nutrem sentimentos mais íntimos, profundos e recíprocos.

Pelo outro, aceitamos o desafio de revelação do verdadeiro “eu”, com todos os riscos que daí advém. Na partilha a dois, a felicidade de cada um passa pela felicidade do outro. Porém, decidir iniciar uma caminhada a dois, no sentido de um conhecimento e enriquecimento mútuos, é, por si só, algo maravilhoso que transcende o egoísmo individual e lança um apelo de abertura ao outro.

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