Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

o observarmos o desenrolar desta imensa crise política que afeta não somente o País, mas também a história de um partido político que foi concebido sob a bandeira da ética e da participação popular, percebemos que a esperança na mudança deste sistema político, corrompido há muitas décadas e que chegou a ter uma “morte presumida” com a eleição do atual presidente da república, começa a sucumbir frente a todas as denúncias de corrupção que estão amplamente sendo divulgadas pela imprensa e investigadas no Congresso Nacional e em outros órgãos

ONDE ESTÁ A ORIGEM DO PROBLEMA?

O Estado brasileiro, desde a sua fundação, sempre foi excludente e elitista. Os interesses desta elite que comanda o País sempre foram voltados para garantir a manutenção dos seus privilégios, mesmo que para isso fosse preciso pagar o preço da acentuação da miséria, da concentração de renda e do aprofundamento da imensa exclusão social em que boa parte da população brasileira está mergulhada.

A corrupção, endêmica em nosso País principalmente com o trato da coisa pública, torna-se um dos principais instrumentos para a perpetuação desse sistema.

O OUTRO LADO DA MOEDA

Todo esse cenário, agora revelado através dos fatos recentemente mostrados pela imprensa e pelas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), é fruto da falta da representatividade popular nas relações políticas em nosso País.

Relação que somente poderá ser construída a partir de uma sociedade plenamente consciente e organizada por cidadãos ativos e participantes.

Essa representatividade popular vai muito além da simples escolha de um bom candidato no processo eleitoral. Está intimamente ligada a um acompanhamento das atuações parlamentares através de mecanismos de fiscalizações populares, tais como os grupos de Fé e Política, Associações de Bairros, Conselhos Municipais e etc.

Todos esses mecanismos precisam ter em mente a primazia do Bem Comum. Somente através da inclusão, e não da exclusão, é que uma sociedade de Justiça e Paz poderá ser amplamente instalada.

O SEGREDO DA MUDANÇA

Precisamos ter o cuidado para não cairmos na armadilha do “não adianta, é impossível mudar”. Esse tipo de discurso somente ajuda a perpetuar a exclusão que alimenta a corrupção e a crise social em que estamos vivendo.

Precisamos difundir, cada vez mais, a necessidade urgente de resgatarmos a esperança, fonte de vida e alimento de todo o processo de transformação.

Para isso, sugiro a reflexão da passagem dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-34), quando dois discípulos, desesperançados e tristes pelos acontecimentos da morte de Jesus, não conseguiram perceber que o próprio Cristo caminhava ao lado deles consolando-os e mostrando-os o verdadeiro caminho.

Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!

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