Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Construindo Fraternidade
Essa experiência foi tão marcante em minha vida que, além de utilizá-la constantemente em minhas aulas e palestras, faço questão de aprofundá-la aqui. As ar madi lhas do ego ísmo nosso de cada dia Estava eu juntamente com a minha esposa me dirigindo ao trabalho quando, de repente, percebo um trânsito extremamente confuso. Incomum para aquele dia. Algum incidente ou imprevisto fazia com que a viagem cotidiana de uma hora se projetasse para duas ou mais. Logo o repórter da rádio que ouvíamos informava que uma passeata de estudantes era o motivo do nosso atraso. Ao ouvir essa notícia, eu até tentei evitar qualquer julgamento. Entretanto, assim que a mesma rádio informou que o motivo era a suspensão da gratuidade no acesso dos estudantes da rede pública aos meios de transporte, um pensamento impregnado de egoísmo me veio à mente: “O que tenho eu a ver com isso? Será que os estudantes não teriam outra forma de protestar sem prejudicar o cidadão comum que se dirige ao trabalho?”. Logo em seguida, a rádio iniciava uma entrevista com um dos coordenadores da passeata. A pergunta do repórter, feita logo depois da explicação do estudante sobre os motivos, soou como música aos meus ouvidos: – “Você acha que, por mais digna e justa que seja a reivindicação de vocês, realmente era necessário atrapalhar o cotidiano do trabalhador que se dirige agora ao trabalho e não tem nada a ver com isso?”. A resposta do aluno para esta pergunta foi uma lição tão grande para mim que eu nunca mais esqueci dela.
Pedi perdão a Deus e, ao mesmo tempo, agradeci pela oportunidade de aprender um pouco mais sobre as armadilhas do egoísmo que quase sempre nos deixam cegos e indiferentes frente à realidade perversa e injusta do mundo. Nunca é tarde para mudar mos Essa história me marcou tanto que, sempre que posso, utilizo-a em minhas aulas e palestras para mostrar a importância dos Movimentos Sociais. Sem eles, algumas das poucas, porém importantes, conquistas sociais dos trabalhadores, dos estudantes carentes e da sociedade de um modo geral não existiriam. Os Movimentos Sociais, assim como as Campanhas da Fraternidade, só existem porque não temos justiça social em nosso País. Se tivéssemos, certamente não precisaríamos ter o MST, os Pré-Vestibulares Comunitários, as Pastorais Operárias, o Movimento Negro etc. Para terminar, eu peço desculpas pelo erro proposital na introdução desse artigo.
Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!
POVO NÃO É BOIADA
Não só adoram, mas exigem que o povo pense como eles pensam. É a dominação das mentes. Os comentaristas em televisão são especialistas no assunto. Tentam fazer a cabeça do povo e a fazem. Se os donos do poder querem fazer com que o povo pense que os sem-terra são desordeiros e guerrilheiros, vão tocando tanto no assunto, que a massa vai pensar contra eles. Até o miserável que vive de salário mínimo fica pensando com a cabeça dos barrigudos do poder. POVO É GENTE É criatura livre. É individualidade. Cada ser humano é único. É diferente. É dono de seu destino. De sua vida. O trabalho dos que dirigem o povo é esse. Não é massificar, mas conduzir para a liberdade, para que cada um tome na sua mão sua história e seu destino. E para isso não é necessário estudar muito, mas levar à reflexão, ao exercício da liberdade. E somente se chega a um povo livre com a organização do povo. Organização em associações, grupos, comunidades, partidos militantes, sindicatos e toda forma de as pessoas se encontrarem e discutirem seu próprio destino. POVO É DONO DE SUA HISTÓRIA
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