Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Crianças

Brincando pelos continentes afora!
“De todas as crianças do mundo, sempre amigos!”

No mês de junho, como vocês bem sabem, em todo o Brasil o pessoal se diverte bastante com a celebração das “Festas Juninas”. Muitos jogos e brincadeiras são realizados em toda parte: nas comunidades, nas escolas...

Mas, vocês já se perguntaram se em outras partes do mundo as crianças se divertem com os mesmos jogos que nós? Será que os jogos deles têm algo a nos ensinar? Que tal descobrirmos juntos?

BRINCANDO NA CHINA

Que segredos estarão contidos neste precioso “cofrinho chinês”, feito de madeira talhada e de pecinhas de madre-pérola? O maque ou mah-jong, que na tradução significa “jogo do pardal”, é um antigo e popular brinquedo chinês. Dizem que este brinquedo existe desde 1120, e sua chegada na Europa aconteceu em 1919.

O cofrinho da foto contém 144 peças em marfim, chamadas “tegole”, esculpidas e pintadas, 4 dados e 4 marcadores de lugar. Para jogar, a criança ou o adulto deve criar uma única combinação com todas as peças, um tipo de dominó que conhecemos aqui no Brasil.

BRINCANDO NO JAPÃO

Garanto que vocês já conhecem e já brincaram com dobraduras de papel. Trata-se da famosa arte dos origames. O termo vem do japonês ori, que significa “dobra” e kami, que quer dizer “papel”. A arte desta brincadeira consiste na criação de objetos através de dobras em uma folha de papel, sem a ajuda de tesoura ou cola.

A origem é japonesa e parece que já no século XVII era um passatempo muito comum entre as crianças daquele país. Legal, não é mesmo? Hoje é conhecido em todo o mundo.

O origame é seguramente mais que uma brincadeira: é uma verdadeira arte. No Japão é considerado uma prática muito útil tanto para as crianças, porque ajuda a imaginar, criar e refletir, quanto para os adultos, pois relaxa e auxilia na concentração. Vocês já sabem fazer origames?

BRINCANDO NO CAMBOJA

E como será que se divertem os nossos pequenos amigos do Camboja? Quais são as brincadeiras deles? Lá também não falta criatividade! A primeira regra para divertir-se é saber utilizar materiais comuns. Deste modo, um pneu de caminhão abandonado pode transformar-se em um ótimo balanço, assim como uma folha de palma, 2 varetas e 6 limões sem suco bastam para construir um esplêndido aeroplano!

Outras vezes preferem as brincadeiras de grupo. Tem boa fama o clássico “elástico”, conhecido também aqui no Brasil. Se quisermos distinguir as brincadeiras femininas das masculinas, certamente devemos constatar que a ula-op (para nós, bambolê) é a preferida das meninas, enquanto os meninos preferem a construção manual de pequenos piões de madeira, com os quais desafiam-se em duelos até o último giro. Ai que saudades dos nossos tradicionais piões... hoje só se fala em “Beyblade”!

BRINCANDO NA GUINÉ BISSAU

Que cara vocês fariam se um amigo da Guiné Bissau pedisse para jogar wari? Já que vocês não têm a mínima idéia do que seja, não se preocupem: o amigo Ninho foi, pesquisou e pode ajudar. Na Guiné Bissau éfácil ver crianças, homens e mulheres acocorados no chão, ou sentados em pequenos banquinhos para mudar bolinhas entre buraquinhos cavados em um pedaço de madeira. Estão jogando wari, um jogo antiguíssimo!

Imaginem que foram descobertos exemplares em pedra que remontam de 1500 a 1400 anos a.C., isto é, 3500 anos atrás! Ufa!!! A brincadeira é conhecida em toda África, mesmo que tenha nomes diferentes nos diversos países do continente. Pode-se usar qualquer objeto: ervilhas, sementes ou pedras, nos buracos escavados em pedaços de madeira, na pedra ou na própria terra. As peças mais usadas, no entanto, são as sementes. Por isso, o jogo é mais conhecido por “semeia e colhe”.

BRINCANDO NA AMAZÔNIA

Não é difícil divertir-se em plena floresta Amazônica, basta só um pouco de curiosidade e fantasia. Para as crianças da tribo indígena Sateré Maué, não faltam estas duas qualidades. O bom é que, enquanto brincam, tornam-se adultos.

Um pouco complexa é a brincadeira chamada “pescadinha”. Grupos de crianças sobem o rio em canoas e, ao chegarem no local escolhido, jogam uma pedra amarrada a uma corda que funciona como âncora. Uma vez parada a canoa, basta-lhes um simples fio com uma isca para pescarem, em pouco tempo, cerca de 30 a 40 peixinhos. Isso é o que eu chamo de trabalhar brincando!

Mais dedicação, no entanto, é necessária para aqueles que querem construir uma pipa, ou papagaio, ou pandorga, com talos de palma. Folhas de papel colorido são recortadas e coladas numa leve tela e fixadas nas varetas feitas com os talos de palma. Estão assim prontas para levantar vôo.

O jogo muitas vezes consiste em atingir a maior altura ou, outras vezes, conseguir derrubar a pipa do outro. Isso nós sabemos muito bem, não é amiguinhos?

É muito legal toda essa diversidade, não é amiguinhos? Então até a próxima edição!

Ninho!

Para Refletir

1.º Em sua opnião, quais os jogos mais instrutivos que nos ajudam a crescer?

2.º Pergunte a seus avós como eles se divertiam quando eram crianças?

3.º As festas juninas ajudam a divertir e a unir as pessoas?

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