Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Crianças
9.º A METODOLOGIA
• realidade missionária; É importante ter em mente que a perspectiva, em todos os momentos da vida da IM, deve ser missionário-além-fronteiras, ou seja, deve alimentar-se e crescer na solidariedade espiritual e material com todos os povos do mundo. Na paróquia, na escola, na comunidade, na vida social..., os membros da IM devem tornar presente o mundo inteiro, com suas alegrias, dores e esperanças. Esta dimensão, voltada para o outro, deve repercutir na espiritualidade dos membros da IM: uma espiritualidade “samaritana”, que os aproxima dos caídos à beira do caminho, prestando-lhes socorro, derramando sobre eles o óleo da caridade e o vinho da Palavra, acompanhando sua recuperação, fazendo-se realmente próximo, como Jesus se fez próximo de nós e nos deixou o recado missionário: “Vão e façam a mesma coisa!”. Neste sentido, a escolha das orações, dos cantos, das leiturasbíblicas, dos modelos de vida... tudo deve ser coerente com a opção missionária feita. 10.º A COORDENAÇÃO - FUNÇÕES Nos primeiros meses, o grupo das crianças ou dos adolescentes missionários deverá ser orientado pelo Assessor, que preparará seus membros para caminharem sozinhos. Após este período de orientação, os grupos preencherão as funções necessárias para seu bom funcionamento: coordenador, vice-coordenador, secretário, tesoureiro, responsável pela oração, encarregados das várias funções. É bom que todos os membros do grupo tenham uma função. A partir desta escolha, o grupo passa a ter vida própria. E o assessor, como fica? Ele continua acompanhando o grupo, preparando os encontros junto com o coordenador ou coordenadora, resolvendo possíveis conflitos ou dúvidas e garantindo a fidelidade ao carisma da IM, mas não dirige mais o grupo. Lembrete: A Coordenação tem duração de um ano, podendo haver reeleição por mais um ano. Caso seja necessário, o coordenador poderá ser mudado a qualquer momento. 11.º A FORMAÇÃO DOS COORDENADORES Crianças e adolescentes não nascem prontos para dirigir o grupo. Precisam de preparação. Isto será feito pessoalmente pelo assessor. No entanto, é bom que cada ano a paróquia ou um grupo de paróquias organize um Encontro de Líderes Missionários (Elmi), com o objetivo de capacitar crianças e adolescentesa exercerem a função de coordenadores dos diversos grupos. O ELMI, portanto, não é um encontro de palestras, mas uma oficina de capacitação, na qual deve prevalecer o estudo de dinâmicas de grupo, de técnicas de trabalho que estimulem o protagonismo de cada membro do grupo, que ensinem a respeitar as diferenças, sem renunciar ao trabalho de conjunto. Para obter bons resultados, os participantes do ELMI não devem superar o número de 25-30 pessoas. O encontro terá a duração de dois dias corridos ou em duas datas diferentes, próximas uma da outra. É aconselhável fazer um ELMI para coordenadores dos grupos de crianças de IM e outro para adolescentes. 12.º A FORMAÇÃO PERMANENTE DOS ASSESSORES
13.º TRANSBORDAR A IM deve estar aberta para ser multiplicadora do ideal missionário no meio do Povo de Deus. Mesmo tendo como carisma a atenção para o que existe e acontece no alémfronteiras, não descuida das necessidades locais, com preferência pelas situações missionárias que existem dentro da paróquia e da comunidade. Há categorias de pessoas, situações sociais e humanas que ficam além das fronteiras das pastorais normais ou dos cuidados de seus agentes. A IM deveria ser a Obra que assume as tarefas que ninguém quer enfrentar, porque perigosas, difíceis, esquecidas. Por isso os Assessores da IM precisam
ter um relacionamento de aliados com pessoas, grupos, instituições,
mesmo não-eclesiais, que cuidam de crianças e adolescentes
em situações de risco ou mesmo já vítimas
da sociedade. É bom, portanto, que cola-borem
firmemente com o Con-selho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente, Conselho de Saúde, de Educação,
da Me-renda Escolar, etc. Pe. Sávio Corinaldesi
Antes de fazer parte da Infância, eu batia muito em minha irmãzinha. Não sei o motivo, mas era só ela me incomodar que eu já a surrava. Agora está bem diferente. Na IM a gente aprende que “criança ajuda e evangeliza criança”. E isso já começou dentro de minha casa. Aqui fazemos muitas amizades e aqueles que já eram nossos amigos, ficaram mais amigos ainda. Gosto muito de dinâmicas, sempre participo. Se eu pudesse falar para todas as crianças do mundo, eu diria para elas entrarem na Infância Missionária, porque lá as crianças ficam mais felizes e aprendem a servir. Pedro Henrique Mognon |
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