Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Crianças
A criança é o grande tesouro que Deus confiou à humanidade. Embora ainda pequena, ela quer ser agente: na família, com os amigos e amigas, nos jogos, na escola, na Igreja e na sociedade. A exemplo de Jesus, ela é capaz de crescer em idade, sabedoria e graça (Lc 2,52). Ela também sabe mostrar que é capaz de ser responsável e de assumir compromissos, amando, anunciando e conquistando outras crianças e até adultos para Jesus, sendo assim missionária de fato. SUA HISTÓRIA Fundada em 1843, por Dom Carlos Forbin Janson, bispo francês de Nancy, a Infância Missionária já percorreu um longo caminho e se encontra organizada em 110 países, beneficiando milhões de crianças nos cinco continentes. Cartas e notícias que recebia de missionários, principalmente da China, contando a realidade triste e dura das crianças daquele país, motivaram o bispo a empenhar as crianças da França na solução dos problemas dos colegas da China. Ajudado pela jovem Paulina Jericot, Dom Carlos fundou a Infância Missionária, querendo suscitar nas crianças o espírito missionário universal. O lema do fundador, que ainda hoje expressa o espírito que caracteriza a Infância Missionária, é: “Crianças evangelizando e ajudando crianças”. No Brasil, a IM chegou em 1858 e, após um período difícil, voltou a se reorganizar somente em 1955. Atualmente ela se encontra na maioria das dioceses do país. ORGANIZAÇÃO DA IM Vejamos alguns elementos importantes para a organização da IM: • Grupo: O grupo deve contar com cerca de 12 crianças, a exemplo da comunidade dos apóstolos. O grupo deve estar aberto às outras crianças, tornando-se assim fermento missionário na família, na catequese, na escola etc. • Patrono: O grupo escolhe um santo ou uma santa como Patrono e um lema que, além de identificá-lo, o motivará a viver o ideal missionário. • Animador: Cada grupo terá um animador, uma pessoa adulta, que terá a função de orientar o grupo com sua experiência. Pelo seu entusiasmo missionário, sua presença deve ser contagiante. • Coordenador: Após um certo período de experiência, cada grupo escolhe, entre seus membros, um coordenador. Dividindo suas responsabilidades com os demais membros, será ele, sempre orientado pelo animador, o dirigente dos encontros semanais. FINALIDADES DA IM
Qual a causa disso? A família? Os meios de comunicação? Falta de uma boa pedagogia catequética? O que mais? Os questionamentos são muitos e nem sempre fáceis de serem respondidos. Diante dessa realidade, a Infância Missionária, se assumida pela comunidade e bem conduzida, pode ajudar a inverter essa tendência, já que sua pedagogia global visa formar crianças comprometidas em suas comunidades e atentas para os vastos horizontes da missão universal. AS QUATRO DIMENSÕES A Infância Missionária, tendo em vista a formação missionária, dirige seu esforço no desenvolvimento de quatro dimensões fundamentais na vida da criança: • Realidade missionária (1.ª semana): Trata-se de um encontro de estudo a partir da realidade. Para ser bom missionário é necessário conhecer a realidade daqui e do mundo inteiro. • Espiritualidade missionária (2.ª semana): Trata-se da interiorização e vivência da realidade estudada. O grupo preocupa-se em vivenciar aquela realidade ou problema. Isso poderá ser feito também através de uma celebração. • Compromisso missionário (3.ª semana): É a vez de uma atividade missionária na comunidade, sempre ligada ao assunto estudado e vivenciado nas duas primeiras semanas. • Vida de grupo (4.ª semana): Convictos de que não há missão sem comunhão, este quarto encontro é dedicado à vivência da fraternidade no grupo. Isso acontece através de: avaliação do mês, encenações, passeios, jogos, celebrações de aniversários etc. Preferencialmente com a presença dos pais. UMA OPÇÃO DA PARÓQUIA Para que a IM seja eficaz, é necessário que haja: 1.º Iniciativa do Pároco e do CPP: Eles devem tomar a decisão de implantar a Infância Missionária. Esta opção é o sinal de que eles conhecem e acreditam na IM, em seus objetivos e métodos. Sem este apoio, os grupos de IM duram pouco, com grande decepção para as crianças e para as suas famílias. 2.º Bons assessores: A Paróquia precisa destinar para os grupos de IM pessoas que possuam liderança, criatividade e generosidade. Só animadores deste tipo saberão desenvolver os dons que Deus colocou naquelas crianças e passar para elas a paixão missionária e o amor à comunidade. Esses educadores deverão ser formados espiritual e pedagogicamente, segundo as exigências da metodologia da IM. PROPOSTA/DESAFIO Após terem decidido implantar a IM, gostaríamos de fazer a seguinte proposta: Apresentem a Infância Missionária às crianças da catequese. Mas atentem para alguns cuidados: • Que seja uma opção pessoal. Quem entra na IM deve dispor-se a realizar uma caminhada cristã mais comprometida com a comunidade e a missão universal. • Diga-se claramente às crianças que, além do dever da catequese, terão que participar de outros encontros e atividades próprias da IM que formam crianças corajosas, generosas e dispostas até a se tornarem missionárias de Jesus no mundo inteiro. Diante destas exigências, haverá uma grande seleção, mas o grupo ganhará em qualidade. COMEÇAR BEM Se a IM começar desse jeito, tudo faz crer que os resultados serão bons. O Missão Jovem estará colaborando, nos próximos 11 meses, com roteiros de encontros para as quatro semanas do mês, com temas da atualidade para que as crianças se motivem a vivê-los mais intensamente. REFLETINDO 1.º Você está de acordo com as sugestões desta página? Envie-nos suas críticas e sugestões. 2.º Quais os temas que você gostaria de ver publicados no decorrer do ano de 2006? Envie-nos suas sugestões para este endereço: Infância Missionária - Caixa Postal n.º 3211 – 88040-970 - Florianópolis - SC - redacao@missaojovem.com.br |
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