Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Ecologia

uando refletimos sobre a importância da consciência ecológica na conduta do Cristão, percebemos que nem sempre damos a esse tema a prioridade que ele merece. Na maioria das vezes, essa questão fica, infelizmente, renegada a um segundo plano em nossas atividades pastorais e catequéticas.

“Venha a nós o vosso Reino”

Ao analisarmos a proposta de Jesus Cristo, muito bem explicitada no Evangelho e claramente aprofundada no Concílio Vaticano II, perceberemos que o papel da Igreja (Igreja essa também constituída pelo povo de Deus) é ser elemento de transformação do mundo. A Igreja veio para o homem do mundo. Para que possamos, como muito bem nos ensinou o próprio Cristo na oração universal do Pai Nosso, “trazer a nós o vosso reino”. O Reino de paz, justiça, fraternidade e união. E é exatamente aí que percebemos o claro compromisso do sentido salvífico de Sua proposta: A preocupação constante com o próximo, com o seu bemestar e a sua felicidade, como vemos na parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37).

“Cooperação, amor e presença de Deus:
A melhor definição de Natureza”

Essa análise acerca da parábola do bom samaritano facilmente nos remonta para questões fundamentais que asseguram o bem-estar do nosso próximo: “a nossa relação com o meio ambiente”. Será que realmente tratamos o nosso planeta de forma a permitir que os nossos irmãos, ou melhor, o nosso próximo tenha a garantia de um bem-estar e de uma vida com qualidade e dignidade?

Na campanha da fraternidade de 2004, a CNBB nos trouxe a reflexão de um ponto importantíssimo:

A relevância da água como elemento fundamental da promoção do bem-estar coletivo, ou em outras palavras, do bem comum. Será que ao jogar garrafas plásticas de refrigerantes no rio ou desperdiçar importantes recursos naturais como a água são atitudes que condizem com quem se preocupa realmente com o próximo

Será que essas atitudes combinam com o amor ágape (amor-atitude) de Jesus, claramente explicitado por São Paulo em sua carta aos Coríntios (1 Cor 13)? Precisamos olhar para a natureza e observar a beleza da criação divina como um exemplo perfeito de equilíbrio, cooperação e presença de Deus. Nós, seres humanos, precisamos observar esse comportamento para melhor entendermos a necessidade de preservar o amor de Deus, que se dá em abundância para nós através, por exemplo, dos frutos da terra.

“Irmã Dorothy Stang: Um exemplo de fidelidade
na preservação das coisas do Pai”

Para finalizar, eu gostaria de deixar como sugestão de reflexão, o exemplo de vida da Irmã Dorothy Stang, assassinada em fevereiro deste ano. Ela, que morreu por pautar a sua vida no Evangelho, tinha como principal característica no seu trabalho junto aos colonos de Anapu-PA, a formação da consciência cidadã de preservação ambiental. Ensinava-os a tirar os frutos da terra, preservando sempre o meio ambiente e a floresta. Se tomarmos a sua atitude como exemplo, nós estaremos, sem sombra de dúvidas, contribuindo para um mundo mais justo, fraterno e, conseqüentemente, Cristão. Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!

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