Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Educação
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Em quem confiar? Hoje é comum ouvirmos adolescentes, jovens e adultos perguntarem: Grandes interrogações! Sempre há alguém que precisa confiar algo de grande importância e, às vezes, com urgência. Mas, a quem se dirigir? Em quem confiar? NOSSOS É bom, é necessário que cada um tenha seu confidente. Há jovens que se abrem com a amiga do coração, outros com os pais, com um tio ou tia, outros com algum sacerdote. O importante é que todas essas pessoas saibam escutar, sejam compreensivas e sensíveis aos problemas que estão ouvindo e para os quais devem apontar uma solução. Mas qual seria o tipo melhor de confidente? É difícil entregar o prêmio para a melhor escuta ou o conselho mais acertado, mas, sem dúvida, podemos falar de três categorias de confidentes que particularmente estão atentos aos nossos problemas e situações diárias. OS AMIGOS Os amigos, com certeza, são os nossos confidentes preferidos. Se acontece alguma coisa, e não temos o amigo do coração por perto, parece que o mundo desaba. Aos melhores amigos, quase sempre reduzidos, contamos tudo com a certeza de que eles nos entenderão. Acontece que, por uma certa afinidade, eles também passam pelos mesmos problemas e sensações, vivendo-os com a mesma intensidade.
Neste momento faz-se necessário usar esta estratégia: manter uma comunicação aberta e sincera com os adultos. São eles que, portadores de uma grande experiência, mais do que ninguém podem nos ajudar e amparar-nos em certas horas dramáticas. É verdade que sem amigos não se vive. Mas é verdade também que, sem a ajuda de pessoas adultas, não se cresce. OS EDUCADORES Nesta categoria compreendemos animadores, professores, catequistas e todas as pessoas que nos rodeiam com o objetivo de nos ajudar em nosso crescimento. Experientes na vida, sabem ser abertos, disponíveis, prontos a ajudar e sugerir. Melhor ainda se fazem tudo isso com discrição e sem invasão. Estas pessoas são um acervo de competência, de segurança e de experiência das quais não podemos abrir mão de jeito nenhum. Eles são os irmãos e irmãs maiores que sempre desejamos ter. Por que então não nos deixarmos ajudar por eles? OS PAIS Eu sei, e vocês também já perceberam: eles estão sempre perto de nós porque nos amam de verdade e querem que confiemos neles.
Nós também, embora apareçam um tanto carrancudos, precisamos ser compreensivos e usarmos do jeito certo para chegarmos perto deles e descobrirmos, que eles são pessoas que só desejam escutar, sugerir, amar. Podemos até escutar deles frases como esta: Está na hora de você crescer e tomar suas responsabilidades. Nós não podemos fazer tudo!. Podemos até não gostar desse tipo de atitude, mas, ao mesmo tempo, sabemos que eles continuam sempre prontos com o coração aberto a nos ampararem em nossas escolhas. Deixemos que os pais entrem em nosso mundo. Eles que nos deram a vida, só querem continuar a nos amar até o fim da vida. Tonino Lasconi PARA REFLETIR 1.º Em quem você mais confia? Por quê? 2.º Qual a importância de termos uma pessoa a quem confiarmos nossos problemas? 3.º Além dos amigos e pais, quais outras pessoas merecem nossa confiança? 4.º Quais as qualidades que deve possuir um confidente?
Era necessário chamar ajuda pelo rádio. Finalmente um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria pela perda de sangue. Era urgente uma transfusão, mas como? Reuniram as crianças e, entre gesticulações dificultadas pelo idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um longo silêncio, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Tapituque. Ele foi preparado, às pressas, ao lado da menina agonizante. Espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo. Ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, sempre contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar. Novamente o menino negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Tapituque. Com voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas. O rostinho do menino foi se aliviando. Minutos depois ele estava novamente tranqüilo. A enfermeira explicou ao médico: Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido o que vocês haviam dito e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer. O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira,
perguntou: O menino respondeu: - Ela é minha amiga. Ela é minha amiga! |
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