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PAPAI, MUITO OBRIGADO
Teatro para o Dia dos Pais
Cenário: Colocar desenhos, pinturas, fotografias, objetos...
de coisas relacionadas ao mar: rede de pescar, peixes, estrelas do mar,
ondas...
Figurino: Roupas brancas, chapéu tipo marinheiro.
Personagens: Fernando, Ernani, Áurea, Rosane, Flávia,
Américo e Telma.
Música:
Entram todos em ritmo de marcha lenta (se possível
dentro de um barco ou canoa). Cessa a marcha.
Fernando: (Falando para o público) Todos estão convidados
para a viagem que faremos a seguir, neste barco muito especial. No decorrer
da viagem compreenderão o porquê da sua importância.
Será uma viagem muito gostosa, pois trata-se de uma viagem de agradecimento.
Ernani: Vocês já ouviram falar em viagem de agradecimento?
(Pergunta para o público.) Se nunca ouviram e nunca viram, terão
a oportunidade de conhecê-la e experimentá-la: é por
isso que estamos aqui.
Áurea: Como disse o nosso nobre amigo, trata-se de uma
viagem especial. Não é uma viagem de turismo, para conhecer
uma ou outra cidade, do interior ou do litoral, como costuma-se fazer...
Rosane: (Interrompendo) Acho melhor começarmos já
esta viagem!
Fernando: Calma! É preciso preparar as pessoas. Afinal,
para qualquer viagem, se faz necessário conhecer o roteiro.
Flávia: E qual é o roteiro do nosso barco?
Fernando: O roteiro não será complicado; será
este nosso espaço mesmo! Já não dissemos que esta
nossa viagem é diferente das viagens turísticas?
Américo: Penso da mesma maneira que Rosane. E vamos logo
começar esta viagem, antes que os nossos convidados desistam.
Telma: Mas, essa viagem tem nome? (Pergunta para o Fernando.)
Fernando: É claro que tem! Uma viagem de agradecimento
tem que ter nome. Vocês sabem qual é? (Pergunta para os companheiros,
que se olham entre si, curiosos, e ao mesmo tempo com ar de espertos.)
TODOS: Obrigado, papai! (Sorrindo alegres.)
Fernando: Isso mesmo: agora não há mais segredo.
Nossa viagem é de agradecimento ao nosso comandante, nosso querido
pai.
Ernani: A todos os pais oferecemos esta viagem, que é a
nossa própria vida.
(Todos ficam enfileirados com as mãos dadas, e fazem movimentos
como se fossem as ondas do mar.)
Áurea: O comandante está sempre preocupado com os
seus recrutas, nós, os seus filhos.
Rosane: O comandante prepara o barco e verifica se tudo está
em ordem.
Flávia: Nada pode faltar para nós. Sua preocupação
é constante.
Américo: Comida, remédios, roupas, agasalhos...
Ele prepara tudo e sempre com a ajuda de nossa querida mamãe. Ele,
com muito amor e firmeza, zela pela família que viaja no barco
da vida.
Telma: O comandante se preocupa muito com a nossa educação.
É a ilha da sabedoria, onde o barco passa e adquire o conhecimento.
Fernando: E nós nos sentimos seguros, à vontade:
o comandante está lá. Às vezes é austero,
mas sempre firme para que estejamos na rota certa.
Ernani: Ele tem muitos conhecimentos! Mesmo que não tenha
freqüentado escola nenhuma, a escola da vida ensinou-lhe: ele conhece
perfeitamente as ondas do mar, e dirige o barco da vida na direção
certa.
(Param os movimentos e soltam as mãos. Toca
uma sirene. Fernando e Ernani retiram-se rapidamente. Os outros mostram-se
curiosos. Logo os dois voltam trazendo bóias salva-vidas para todos.)
Fernando: (Vai distribuindo as bóias) O tempo ficou tenebroso,
mas, não se assustem, o comandante já pensou como salvar
nossas vidas.
Ernani: Fernado tem razão, ele sempre tem uma solução,
ele é experiente. É que nós somos marinheiros de
primeira viagem, e isso explica porque ficamos espantados, perdidos. Eu
tenho fé nele!
Áurea: Eu também acredito nele. O nosso comandante
está prevenido. Ele sempre sabe o que nos pode acontecer.
(Toca a sirene. Saem Fernando e Ernani. Voltam
com âncoras de madeira ou papelão, cada uma de cor diferente.
Entregam para os companheiros.)
Áurea: Não lhes disse? Esse
comandante é demais: até as âncoras ele preparou.
E eu nem havia sentido falta delas quando embarquei!
Rosane: Mas, será que ele está presente também
nas maresias de nossa juventude?
Flávia: Claro que sim! Elas preocupam o nosso comandante
e, como nunca, ele está presente, buscando conosco o caminho mais
certo.
Rosane: É isso mesmo, e sua sabedoria é muito importante,
já que também nós seremos um dia comandantes do barco
onde viajará a nossa família.
Américo: E podem estar certos, mesmo no tempo da mais alta
experiência, ainda estaremos precisando de seu comando.
Fernando: Eh, a vida, tendo um bom comandante, é realmente
uma viagem fantástica!
Ernani: Olhando para o meu rosto ainda no berço.
Telma: Abrindo os braços para que eu desse os primeiros
passos.
Áurea: Olhando as minhas notas do boletim, franzindo a
testa.
Rosane: Esperando depois da hora combinada...
Américo: Ensinando-me a ser forte. A encarar os contratempos.
Fernando: Como é bom lembrar, percorrendo novamente a viagem
maravilhosa da vida.
Américo: E a viagem ainda não chegou ao fim, coisas
interessantes e nem sempre fáceis nos aguardam. Chorando e sorrindo,
abraçando e respeitando o nosso extraordinário comandante
continuaremos seguros e unidos.
Ernani: Mas, por hoje, chega! Está na hora de ancorarmos,
afinal esta viagem de agradecimentos não tem fim. Amigos, lancemos
as âncoras!!! (Depositam as âncoras no chão.)
Telma: As bóias nos salvaram nesse imenso mar: obrigado
pela sua coragem.
Fernando: Chegamos em terra firme, graças à sua
dignidade de ser pai.
Áurea: E a brisa vem nos acariciar, como as suas mãos.
Rosane: O vento sopra, como a sua compreensão.
Flávia: O ar é puro, como as suas intenções.
Américo: O céu azulado nos protege, como o comandante
atento.
Música ou canto que fale sobre o pai
TODOS: Papai, muito obrigado. Nós te amamos muito!
(Música de fundo, saem marchando lentamente.)
Adaptação de Wilson Vicente
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