Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Educação

prática de Jesus, presente nos evangelhos, nos apresenta um papel de liderança bastante diferente daquele que a sociedade atual está acostumada:

O “poder-serviço” no lugar do “poder-dominação”. Ele nos mostra através da sua atitude que o verdadeiro líder, inclusive na política, não veio para ser servido e sim para servir. Será que estamos liderando dessa maneira em nossas paróquias e comunidades? Preocupados em servir e não em ser servidos?

“O LÍDER SERVIDOR”


Betinho

Na passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 20, 26-28), Jesus nos diz que quem quiser ser o maior, que seja o último, ou melhor, que seja aquele que serve. Jesus nos deixa, inclusive, o seu próprio exemplo como modelo a ser seguido, ao dizer que o filho do homem não veio para ser servido e sim para servir. Essa passagem do Evangelho contém um dos mais belos ensinamentos de Jesus Cristo. Ela mostra que, ao contrário do que vemos hoje, o líder precisa demonstrar em suas atitudes as características do serviço. Servir é se colocar à disposição daqueles que precisam da nossa liderança.

Ao fazermos um paralelo com o que vemos hoje em dia, não somente na política, mas também em nosso trabalho, igreja, comunidade e família; perceberemos que os mais belos conceitos de liderança são confundidos e, infelizmente, invertidos. Dominação, exploração e preocupação com vantagens pessoais acabam sendo muito mais marcantes, no exercício da liderança, do que os ensinamentos do Cristo. Será que realmente nos preocupamos com os nossos liderados ao assumirmos uma coordenação de uma pastoral, de um grupo..., ou apenas pensamos no “status” e nas vantagens que esta nova posição irá nos trazer?

“O LÍDER POLÍTICO”


Nelson Mandela

Quando entramos na questão do papel do líder dentro do cenário político, em especial nas nossas paróquias e comunidades, é que o cenário se complica ainda mais A Doutrina Social da Igreja, como todos nós sabemos, convida o fiel católico a exercer um papel de liderança através da política, destacando que o Cristão não pode jamais se abster de desempenhar um papel decisivo na construção da civilização do amor. E este papel, também presente nos Evangelhos, utiliza a política como meio de promover o Reino do Pai. Entretanto, essa liderança precisa, acima de qualquer coisa, estar inspirada pelo serviço e dedicação ao próximo.


João Paulo II

Os interesses pessoais jamais poderão sobrepujar esse conceito de poder-serviço. O mais interessante nisso é que, para fazer política, o líder católico não precisa necessariamente de um mandato. A política pode ser feita, conforme a própria definição do termo indica (política significa cidadão que exercita plenamente a sua cidadania), nas pastorais e movimentos, nos quais, o fiel pode estar engajado. E lá, tanto quanto na política partidária, o interesse tem que ser sempre pautado no serviço, tendo como objetivo o próximo, assim como Jesus nos mostra na parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37).

“LAVAI OS PÉS DOS SEUS LIDERADOS”

Essa responsabilidade do líder católico, em especial na política, é a chave para a promoção do bem-comum. Apenas aquele que, assim como o Cristo, está disposto a “lavar os pés dos seus liderados”, é que realmente está preparado para assumir uma liderança verdadeiramente Cristã dentro das nossas comunidades, pastorais e movimentos. Somente assim, preocupados em servir e não em ser servidos, é que poderemos definitivamente liderar esse processo tão difícil de trazer o Reino do Pai para a nossa sociedade de hoje. Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo.

PARA DIALOGAR E AGIR:

1. O que você conclui a partir da leitura do texto?

2. Como é exercida a liderança no seu grupo? Há co-responsabilidade e divisão de tarefas?

3. O que o grupo pode fazer para despertar um número maior de lideranças qualificadas?

DINÂMICA
AS VIRTUDES DO LÍDER
A CANDIDATURA

Objetivo: expressar de maneira simpática o valor que têm as pessoas que trabalham conosco.

DESCRIÇÃO DA DINÂMICA:

Cada grupo deve escolher um candidato para determinada missão. Por exemplo, ser presidente da associação de moradores, dirigente de um clube esportivo, etc.

Cada participante coloca no papel as virtudes que vê naquela pessoa indi-cada para o cargo e como deveria fazer a propaganda de sua candidatura.

O grupo coloca em comum o que cada um escreveu sobre o candidato e faz uma síntese de suas virtudes.
Prepara a campanha eleitoral e, dependendo do tempo disponível, faz uma experiência da campanha prevista.

O grupo avalia a dinâmica, o candidato diz como se sentiu.

O grupo explica por que lhe atribuiu determinadas virtudes e como se sentiram na campanha eleitoral.

“Dinâmicas em Fichas”
Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) - São Paulo.
Site na internet: http://www.ccj.org.br

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