Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Educação

Saciedade ou felicidade?

Estas serão as principais características desta página ao longo do ano. Acreditamos que um compromisso tão sério como o de constituir uma família deve ser antecedido de um fator primordial: uma séria e profunda educação para tal.

No entanto, não adianta educar apenas o jovem, se não houver também um projeto de educação para a sociedade. O jovem sadio é fruto de umaeducação sadia. Uma educação sadia é possível somente se houver famílias sadias, escolas sadias, etc. Em vista disso, neste artigo fazemos uma breve introdução sobre a educação na família.

AMAR DEMAIS?

Segundo Içami Tiba, psiquiatra e escritor de livros sobre educação, atualmente as pessoas buscam uma satisfação imediata dos seus desejos, têm pressa. Os filhos não ficam felizes com o que têm, eles querem o que não têm, são insaciáveis e sabem que basta apontar para algo e que a mãe põe logo no carrinho do supermercado. Isto é a saciedade.

O escritor, nesse sentido, faz uma séria advertência: os pais estão errando porque estão amando demais. Na verdade, os pais estão querendo fazer uma educação acertada, mas, como não sabem qual é o certo e o errado, acabam errando por excesso de tolerância, não cobrando coisas e, principalmente, dando vazão às vontades dos filhos. Criar o filho em uma estufa é amar demais, pois ele fica sem nenhuma resistência para poder sobreviver quando sair da estufa.

É esse o grande drama. “O amor é sempre uma condição básica, mas se não acrescentarmos a educação ao amor, os filhos crescem fazendo tudo o que têm vontade e não o que deve ser feito”, afirma o educador.

EDUCAÇÃO E RESPONSABILIDADE

Aqui entra outro conceito fundamental: é preciso cuidar, mas principalmente educar. Os pais estão mais cuidando que educando os filhos. Criar é prover, satisfazer as vontades do filho, é proteger, como qualquer animal faz para o seu filhote.

Muitos pais de hoje reclamam do seguinte modo: “no meu tempo não era assim”. Mas os valores educativos, na realidade, não mudaram. O que mudou foi o grande avanço tecnológico e social que provocou radicais mudanças na família. Hoje, no lugar do chefe, deve valer o líder, e a dependência absoluta dos filhos deve ser substituída por participação.

Um pai hoje encontra dificuldades até para comprar um tênis para o filho. No seu tempo, isto é, em 1970, nos Estados Unidos havia apenas 6 marcas de tênis. Hoje, são quase 300. Como acertar?

Educar é incluir nos relacionamentos familiares, através da convivência diária, valores sociais como:

  • gratidão;
  • disciplina;
  • religiosidade;
  • ética e cidadania.

Estes valores são conseqüência de uma educação que acentua o sentido da responsabilidade. Quanto mais os filhos forem responsáveis, menos drogas eles usarão. Que responsabilidades? Coisas comuns como corresponder nos estudos, como o pai pedir ajuda ao filho. Têm pais que não sabem mexer no computador, que não têm tempo para fazer coisas que poderiam ser assumidas pelo filho.

O filho precisa sentir que pertence à sua família e que qualquer coisa que ele faça está envolvendo seus familiares. É muito fácil culpar a TV pela “degradação” da educação dos jovens. Isso faz parte daquela mania de culpar os outros e assim livrar-se ilusoriamente da culpa de não ter educado bem, de não ter preparado bem os filhos para a vida.

Também não é possível continuar pensando que os filhos da gente são inocentes e os outros são sempre os culpados. Estes outros também têm pais.

DURA REALIDADE!

Estes pontos apresentados são de suma importância para a formação do jovem tendo em vista a preparação para um grande compromisso: constituir família! Palavra que chega até aassustar muita gente. Na realidade, é bastante fácil hoje em dia encontrar pessoas que têm medo de assumir um compromisso. Dessa forma, acabam desperdiçando vários anos de suas vidas fugindo, como se isso resolvesse o problema. Na verdade, estas pessoas acabam caindo em conflitos e angústias sem solução, permanecendo descomprometidas e solitárias, evitando de correr o risco de cair numa armadilha.

Não há dúvida que uma das causas da alta taxa de separações está justamente nesta “falta de compromisso” que permeia e enfraquece a sociedade moderna. Na opinião dos escritores Steve e Shaaron Biddulph, o casamento tornou-se uma mentira. A promessa “até que a morte nos separe” parece ser pronunciada somente para formalizar o casamento, mais nada. Talvez deveria ser usada esta expressão: “Até o dia em que um de nós enjoar do outro ou encontrar alguém melhor”.

Os convidados não raras vezes se perguntam: “Será que vai durar para sempre?”. Outros, mais pessimistas: “Será que vai durar mais de cinco anos?”. Na Austrália, cerca de 20% dos casais de noivos, que fazem curso de orientação pré-nupcial, descobrindo que não gostam um do outro, cancelam o casamento.

COMPROMISSOS

Um compromisso, embora surjam dificuldades, mantém as pessoas juntas quando seria mais fácil ir embora. Daí a necessidade, não apenas de suportar o compromisso, mas de renová-renová-lo continuamente, buscando construir um relacionamento mais repleto de alegrias, mais intenso e abrangente.

Embora possam parecer antiquados, conceitos como “devoção” e “compromisso”, ou promessas do tipo: “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” são o que as
pessoas, no fundo, desejam alcançar.

ABERTURA AMOROSA

Os efeitos do amor não se limitam ao próprio casal, mas fluem naturalmente pelo mundo que o rodeia. Amar um parceiro é mais do que fazer apenas uma viagem para dentro de si mesmo. Casais seguros e vibrantes descobrem que possuem energia para se dedicar aos que estão ao seu redor. Suas casas são lugares onde todos se sentem bem, são generosos no uso do tempo, do dinheiro e da dedicação aos outros. Sua união parece gerar um calor que contagia a todos.

Quando você ama uma pessoa e seu amor é vitorioso, você se abre para amar toda a humanidade, vencendo o consumismo desenfreado do mundo materialista. É uma responsabilidade muito grande fazer a gente feliz e ajudar na realização da felicidade de outras pessoas. O consumismo nos propõe a saciedade. Nós queremos a felicidade. Isto exige muita educação, sempre!

O jornal Missão Jovem, com esta página, deseja ajudar você neste maravilhoso empreendimento. Acompanhe a gente. Todo mês faremos uma grande viagem para chegarmos ao nosso objetivo maior: a felicidade!

Obrigado e até o próximo mês.

Mauri Luiz Heerdt
edital@missaojovem.com.br

Livro: Porque escolhi você, de Steve e Shaaron Biddulph,
Editora Fundamento (Fone: 0800-6007733)
Site: http://www.tiba.com.br

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