Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Educação
Hoje, a ciência e a técnica possuem meios capazes de interferir positiva ou negativamente na vida e no corpo humano ferindo os valores éticos, morais e religiosos que cimentam e dão continuidade e estabilidade à convivência humana ao longo dos séculos. Temos que aprender do Criador como se deve favorecer a vida e não destruí-la.
Esta também é uma das questões éticas que vem assumindo importância cada vez maior face à expansão da AIDS no mundo. Por isso, queremos abordar com vocês este assunto, motivados também pela declaração que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu, no dia 9 de dezembro de 2003, sobre a carta aberta do Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde. Apresentamos aqui a opinião da entidade que congrega os bispos do Brasil sobre como enfrentar esta terrível síndrome que afeta milhões de pessoas, com a finalidade de provocar uma reflexão pessoal e, se for possível, um debate em grupo, visando encontrar o melhor caminho para superar um problema que atinge toda a humanidade, sem poupara jovens e crianças. 1.º Políticas públicas eficazes Os representantes da Igreja Católica entendem que a aids e as outras doenças sexualmente transmissíveis são um grave problema de saúde pública que requerem políticas públicas eficazes para seu controle e combate. 2.º Atuação da Igreja Através de muitas organizações e pessoas a ela ligadas, a Igreja tem se empenhado na prevenção, no acolhimento, no tratamento e na assistência a pessoas afetadas pelo vírus da aids e na superação de preconceitos diversos em relação a essas pessoas. 3.º Quanto aos métodos A Igreja deixa à ciência e à técnica o juízo sobre a eficácia dos diversos tipos de preservativos destinados à prevenção e ao combate da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, ela julga ser honesto, em relação aos usuários, avisar que os preservativos não são 100% seguros, e também afirmar que há outros métodos eficazes para evitar a transmissão da aids e de doenças sexualmente transmissíveis. 4.º O direito de propor A Igreja propõe e não impõe seus argumentos a ninguém, mas também não aceita a demonização preconceituosa de suas convicções e a imposição, à sociedade, de um pensamento oficial e único sobre a matéria em questão. Não basta uma solução pragmática para um problema que envolve a liberdade e a responsabilidade de pessoas e tem sérias conseqüências sociais. 5.º Motivos educativos A Igreja é contrária ao uso dos preservativos, como método de prevenção contra a aids, não somente por razões de ordem moral(dogmática), mas por motivos educativos e pedagógicos que estão na ordem da racionalidade. Os argumentos de ordem moral não são insignificantes e nem racionalmente infundados. Trata-se de compreender o significado antropológico da sexualidade humana, como dimensão da pessoa e chamado à comunhão interpessoal, ao dom recíproco de um homem e de uma mulher à elaboração comum de um projeto e vida destinado a durar no tempo a gerar filhos e a educá-los, gerando, ao mesmo tempo, um povo, uma história, ambientes de afetividade e de solidariedade recíproca, na responsabilidade partilhada diante da vida, nas suas diferentes circunstâncias. 6.º Formação distorcida A Igreja Católica adverte a respeito da grave responsabilidade de quem promove medidas contrárias aos autênticos princípios educativos, que contribuem para uma formação distorcida da adolescência e da juventude. A distribuição sistemática de preservativos nas escolas da rede pública de ensino poderia ser recebida pelos alunos como um incentivo ao exercício, sem limites e sem critérios, da sexualidade. Tal programa parecerá a legitimação de hábitos de uma sexualidade precoce, cujas conseqüências podem ser prejudiciais à correta educação e formação da personalidade e do comportamento moralmente e socialmente responsável, o que deveria ser um dos objetivos de qualquer projeto educativo. 7.º Comportamento responsável A Igreja recomenda a cada pessoa um comportamento moralmente e socialmente responsável em todos os sentidos, sem excluir aquilo que se refere a prática do sexo e as atitudes que possam favorecer a difusão de doenças. 8.º Falar abertamente A Igreja entende que esta sua atitude é correta e socialmente responsável. Que é seu direito e dever, num país democrático e pluralista, falar abertamente de suas próprias convicções à sociedade, na certeza de que a educação para hábitos saudáveis e para a prática da virtude dignifica a vida humana e também é uma ajuda inestimável na proliferação das doenças. Assim fazendo, a Igreja se submete, sem temor, ao tribunal da história e ao julgamento de Deus. 9.º “Dos males o menor?” A CNBB também esclarece que, em nenhuma ocasião, nem em Assembléia Geral, nem por declaração dos que representam a Entidade, ela afirmou que o preservativo é “dos males, o menor”. Nesta declaração, percebe-se claramente que o fundamento da posição da Igreja é muito profundo: a mesma natureza humana.
São Paulo, por sua vez, aconselha: “Não vos conformeis com o mundo”, isto é, não nos deixemos enredar nos esquemas que o mundo quer nos impingir. Ser fiel ao Evangelho é quase sempre remar contra a corrente, é andar na contramão. Claro que haverá muita trombada, mas valerá a pena. A sua opnião 1 - O que pensa da decisão do Ministério da Saúde de distribuir sistematicamente preservativos nas escolas públicas do país? 2 - Analise a declaração dos bispos do Brasil sobre o assunto e evidencie, se possível em grupo, os pontos positivos e as discordâncias? 3 - Proponha para a juventude e para os responsáveis pela educação, alternativas para superar este gravíssimo problema. |
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