Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Educação

esde a invenção do computador, os educadores vêm procurando gerar novas práticas escolares com menos entropia, ou seja, desenvolvendo aulas em que o rendimento seja maior e a delonga da aprendizagem menor.

Não sabemos que caminhos a educação percorrerá na busca de satisfazer a sua crescente sede de tecnologia que abrange todo o planeta. Como pura especulação, dentre tantas outras possíveis:

• Será que o dia-a-dia dos professores mudou muito em decorrência desse formidável conjunto de conhecimentos advindos dos modernos princípios científicos que se aplicam à educação?

• Qual, na exata medida, tem sido o papel do professor, comparando-se o trabalho desse profissional com o ritmo acelerado da evolução tecnológica?

• Quais são as tendências do ensino ou, de forma mais simplista, poderíamos indagar se em plena era da tecnologia de ponta ainda vai prevalecer por muito tempo a velha prática professoral de avaliar o conhecimento do aluno através de prova escrita?

TECNOLOGIA A SERVIÇO...

Falar em educação significa falar do desenvolvimento humano. Sob esta ótica se pode afirmar que estamos a todo vapor na era do conhecimento. As novas tendências educacionais levam à reflexão e ação segundo os aspectos que primam por este desenvolvimento.

Os avanços tecnológicos têm evoluído desen-freadamente em todas as áreas. Sendo assim, as informações chegam numa dimensão volumosa que se torna impossível acompanhar. Contudo, por nenhum momento, sobrepujará o ser humano e sua relação com o outro.

É sob este foco que o conhecimento é construído e trata-se do aspecto mais importante. A tecnologia será utilizada como ferramenta para atuar e significar o processo de construção de habilidades que levarão o educando a ser um indivíduo presente na sociedade moderna.

AINDA HÁ “PROVAS”

Utilizar a prática de “provas” no processo educativo, dependendo do contexto, significará a resposta a uma medida. Mas, quando se utiliza uma avaliação contextualizada, esta levará a momentos de aprendizagens, com objetivos claros, bem definidos e complementará o processo na busca da construção dos saberes.

Avaliar diante da realidade é criar momentos que possibilitam aos alunos e professores de construírem juntos. Acredita-se que a evolução tenha chegado, definitivamente, até às escolas. Elaborar e aplicar “provas” com perguntas e respostas que leve a conceitos prontos e acabados é regredir no processo educativo. Não é admissível que, diante da realidade atual, ainda se utilize recursos com o intuito de classificação.

Percebe-se nos estudiosos uma grande preocupação em abolir por completo este tipo de atitude, demonstrando claramente, em seus escritos, que a educação é um processo de desenvolvimento integral, e que, portanto, não se limita unicamente ao aspecto cognitivo.

UMA ESCOLA DINÂMICA

O primeiro passo para entendermos, com mais precisão, a nova realidade, é perceber que a missão da escola mudou. Isto implica em aprender a aprender, ou seja, exige uma nova postura que traduz a capacidade de refletir e manter o diálogo aberto que se transforma constantemente mediante um processo de assimilação, acomodação e equilíbrio.

Manter um currículo em aberto, permanentemente negociado e renegociado, flexível interdisciplinar, em que os pensamentos se conectem entre si mostrando as inter-relações existentes entre os conhecimentos que estão sendo criados, é condição básica para qualquer escola voltada à nova ordem social que se impõe, e preparada para a velocidade crescente com que a mesma se transforma.

TECNOLOGIA E CIDADANIA

Muito se poderia falar sobre este enfoque, todavia, vamos nos limitar, por questão de tempo e espaço, nas razões que justificam a dinamização do processo de informação da educação, a partir de uma concepção sistemática da evolução do mundo e da vida.

De fato, quando se avalia o papel da educação numa visão contextual, mais complexa e mais ampla, não podemos justificar a adoção das novas tecnologias da educação pensando apenas nas questões voltadas para o processo de ensino-aprendizagem, no que acontece nos ambientes escolares, e nem nos sistemas de tratamento da informação.

Além de todos esses aspectos, é preciso formar o indivíduo para uma nova cidadania, para que ele possa ser capaz de participar efetivamente da vida social e política, assumindo tarefas e responsabilidades. Estamos seguros que caberá à educação desenvolver competências fundamentais, no sentido de capacitar o aluno para assumir o comando da própria vida, para uma participação mais direta, efetiva e responsável na vida da sociedade.

Irmã Ana Besel
Diretora do Colégio Sagrada Família - Blumenau - SC
E-mail: ana@sagrada.net

PARA REFLETIR

1 - Como usar as novas tecnologias primando o desenvolvimento integral do aluno?

2 - Por que ainda hoje muitas escolas aplicam “provas” com o intuito de classificação?

3 - Como deve se posicionar o professor diante das novas exigências educacionais?

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