Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Espiritualidade

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Para os judeus, a Páscoa (chamada de Pessach) é a festa em que se comemora a saída do povo que era escravo no Egito. Já os cristãos, na Páscoa, celebram a ressurreição
gloriosa de Cristo: Ele ressuscitou como havia preanunciado - Aleluia! Na Igreja Católica, os preparativos para a vigília pascal obedecem a um esquema no qual todos os temas e simbolismos são gradativamente apresentados. A Páscoa é a festa maior do ano litúrgico. Ela é preparada pela Quaresma e pela Semana Santa que começa com o domingo de Ramos, em que revive-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. AMOR EUCARÍSTICO
É o Amor de Quinta Feira Santa.
AMOR CRUCIFICADO
Ninguém ama mais do que aquele que dá a vida pelos irmãos.
AMOR GLORIOSO Finalmente, na noite do Sábado Santo, depois de uma série de celebrações significativas, anuncia-se, com o canto do glória e o bater dos sinos, que o AMOR ressuscitou. É alegria total. Aleluia!
Podemos então ser aquelas criaturas novas, com vida em abundância, sonhadas por Deus ao nos enviar seu Filho Jesus. Será a Páscoa no mundo! Dário Pedroso |
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A cerimônia do lava-pés é um dos pontos altos da comemoração. Na Quinta-Feira Santa, os padres convidam mendigos a entrar e lavam seus pés e lhes dão presentes, para lembrar o gesto de Jesus Cristo.
Na Bélgica e na França os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. Diz uma lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e, quando voltam, deixam cair ovos para todo mundo! Por via das dúvidas, as crianças belgas fazem ninhos de palha e os escondem na grama para que o coelho da Páscoa os encha de ovos. A Páscoa da Suécia faz lembrar o dia das bruxas americano. Na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se de bruxos, visitam seus vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doces ou dinheiro! Os cartões são deixados nas caixas de correios ou debaixo das portas, sem que ninguém veja quem os colocou!
A tradição mais forte é a decoração
de ovos com os quais serão presenteados amigos e parentes. Na Bulgária, há o costume de colorir ovos cozidos
após a missa na Quinta-feira Santa.
Em certos países da América Latina existe o costume das
crianças montarem seus próprios ninhos de Páscoa.
Eles podem ser feitos de vime, madeira ou papelão, com dentro palha
ou papel picado. No México é popular a malhação
de Judas, o apóstolo que traiu Jesus.
Na Costa do Marfim, e particularmente no grupo Annoh, aonde eu vivi minha experiência missionária, a Páscoa é a Festa da vida. Porque Cristo ressuscitou, Ele nos libertou e está presente entre nós. Então faz-se festa na família e nas comunidades. No dia da Páscoa, os cristãos almoçam juntos e, em seguida, dançam, visitam as casas dos cristãos e não cristãos para manifestar a alegria pela ressurreição do Senhor Jesus. Num dia de Páscoa, eu estava em casa quando um grupo de cristãos chegou à casa paroquial e lá começou a cantar e a dançar com tanto entusiasmo que, contagiado, eu também entrei na roda com eles, festejando Cristo Ressuscitado com aquela alegria com que as primeiras comunidades celebravam a vitória da vida sobre a morte. Pe. Carlinhos da Silva - PIME
Índia - Nas segundas e nas quartas feiras da Quaresma cada
família prepara um pão sem fermento, que o pai corta e partilha
com todos os outros membros. Este momento é acompanhado com orações
e leituras de passagens bíblicas relacionadas com a Páscoa.
O povo indiano, durante a Quaresma, muito se esforça para viver
intensamente a paixão e o sofrimento de Jesus. No Domingo de Ramos,
o povo vai a procissão carregando palhas de coco. Até os
elefantes participam desta procissão!
Era a primeira Páscoa que vivia no Bangladesh e, não conhecendo a língua, limitei-me a observar. Fiquei surpreendido quando, ao chegar num vilarejo, para a missa de Quinta Feira Santa, vi ajoelhar-se diante de mim uma mulher com uma bacia de água e uma toalha. Sentado na melhor cadeira da casa, observei-a atentamente enquanto, com um gesto tipicamente de boas vindas, me lavava os pés. Tratava-se de um gesto cheio de calor humano, gesto que eu faria pouco depois na Igreja, lembrando o que Cristo fez há 2000 anos atrás. O que Jesus fez não foi só um gesto de humildade, mas muito mais: a revelação de como Deus age com os homens. Ele é o Amor que serve, que não tem medo de perder seu prestígio, posição e poder. O interessante é que Jesus continua lavando-nos os pés e fazendo-se pão para nós todos os dias. A mulher me fez entender melhor a grandeza do gesto que Jesus fez na Quinta Feira Santa. Pe. Fabrizio Calegari - PIME
Para falar em Páscoa na Camboja, é bom ter presente a história deste país - em particular do período do governo dos khmer vermelhos, com o seu líder Pol Pot. Neste período, mais de dois milhões de pessoas foram assassinadas ou morreram por falta de alimento. Sacerdotes e religiosos também foram expulsos do país. É neste contexto que renasce a Igreja em Camboja. Uma Igreja ainda criança que, no dia 9 de dezembro 2001, ordenou os 4 primeiros sacerdotes cambojanos depois de quase 30 anos de espera. A celebração Pascal entra neste contexto como um momento de festa e agradecimento. Trata-se de uma celebração muito simples e que tem o seu apogeu na encenação do Evangelho. Os trajes são típicos cambojanos e aquilo que me impressionou muito foi ver o como interpretaram as formas de torturas sofridas por Jesus. Um dos jovens que interpretou um soldado comentou, maltrataram o Senhor Jesus quase da mesma forma como maltrataram a minha gente. Milhares de cambojanos morreram sem saber o porquê de tanta violência. Por que um grupo de khmer torturava e matava outros da mesma raça? Um forte abraço a toda a equipe do Missão Jovem. Mariângela Paim (Leka) |
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Foi em Abril de 94 que o reencontrei, um ano após o vendaval de vingança e morte, que ocorreu em Sumbe, Angola, em 1992. Ele vinha acompanhado da filha mais velha, uma menina frágil de treze anos. Conheci sua coragem e sua fé ao saber da ameaça de morte que lhe fizeram por ser o líder cristão responsável do morro de São Paulo.
Esta súplica não adiantou muito, pois um dos homens armados, descontrolado e furioso, atirou contra a sua família para que ele visse, com os próprios olhos, que não estavam brincando. Quem mais sofreu foi a filha mais velha. Atingida nas pernas, ficou prostrada e gritava de dor. Os outros, rastejando às escondidas, conseguiram afastar-se. Perante a calma e a corajosa firmeza deste Catequista, um dos homens armados, mais comedido e humano, afirmou: Deixemos o homem em paz. Há por aí muitos piores do que ele. Vamos pegar os outros. E deixaram-no vivo, mas muito ferido. ...PARA A VIDA
Depois me contaram a longa e dolorosa via sacra que haviam percorrido. Com medo de serem novamente importunados, saíram de Luanda, a pé, pelos caminhos da mata, com a menina nos braços. Com muitos sacrifícios, lá chegaram depois de 22 dias, sem documentos, sem roupa e sem dinheiro. Felizmente encontraram familiares que os receberam e acolheram por algumas semanas. Restabelecido, logo se apresentou à comunidade católica como cate-quista. Mas, o que mais impressionou o povo foi a felicidade que ele e a família mostravam por terem sofrido por causa da fé.
Percebi também que a melhor Páscoa é aquela que se vive no dia-a-dia. Pe. Artur de Matos |
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