Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Espiritualidade
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Não é só a Igreja Católica que tem santos, as outras religiões e povos possuem também seus líderes religiosos que apresentam ao povo como modelos de vida, e cujos ensinamentos são frutos de uma longa experiência. Ninguém vive sem olhar para o passado, fixando o olhar nas pessoas que melhor souberam viver e encarnar os ideais civis e religiosos, a ponto de merecerem uma atenção toda particular e até serem reconhecidas e veneradas com um culto especial. É o caso dos milhares de Santos e Santas que a Igreja Católica colocou nos altares de seus templos. Eles foram e são os sinais mais vivos da possibilidade real que nós temos de viver concretamente o Evangelho de Jesus Cristo. Alguns, os mais antigos, foram declarados santos pela viva voz do povo e, só mais tarde, a Igreja reconheceu o seu culto. Sua história é maravilhosa e faz-nos tocar com as mãos a presença atuante do Espírito Santo na vida de gente simples, pobre, mas também de doutos que tiveram grande influência na sociedade. Movidos pela graça de Deus, eles foram capazes de se desprender de tudo para seguir de perto a Jesus, modelo de santidade. Muitos Santos A devoção popular foi resgatando também muitas figuras de santos do Antigo Testamento. Poucas pessoas sabem, por exemplo, que os profetas todos são santos. Mas há também figuras que nunca foram proclamadas santas, por exemplo: não acredito que Caim tenha recebido o culto de santo e ninguém chama o seu filho de Caim. Existe um dicionário dos santos. Se a memória não me falha, são 15 os volumes nos quais encontramos todos os cristãos que foram proclamados santos ao longo dos séculos. Processo de Canonização Na Igreja, bem mais tarde, instituiu-se um verdadeiro processo de canonização para que alguns cristãos fossem proclamados santos. O processo é uma verdadeira devassa na vida do candidato à santidade, uma pesquisa, um inquérito através de testemunhas que juram dizer só a verdade sobre sua vida e obras. Um trabalho imenso, longo, que nos oferece uma visão completa da vivência heróica das virtudes e do comportamento humano e espiritual.
A Igreja é realmente um maravilhoso jardim, onde há flores de todas as cores e tamanhos. Santidade Hoje Repropor a santidade no mundo de hoje não é algo de anacrônico, fora do tempo, e nem um gesto triunfalista, como alguns querem ver. Mas, no meu modesto entender, é uma urgência evangelizadora, é querer mostrar para o povo que não somos chamados a viver o Evangelho e a nossa fé na medio-cridade, mas sim na heroicidade. Ser medíocre não satisfaz ninguém! Também, não há nenhuma dúvida de que, no paraíso, há muito mais santos e santas do que aqueles que a Igreja, com a sua autoridade, proclamou como tais. Por isso, no dia 1º de novembro, celebra-se a festa de todos os santos que não estão no calendário da Igreja. De todos os nossos parentes e amigos, de milhões de pessoas que vivem na felicidade que Deus reservou a todos que o amam. Eu sempre rezo para que o paraíso esteja cheio, transbordante, e que o inferno esteja vazio, só com uma dúzia de demônios e nada mais. O que é certo é que todos somos chamados a ser santos, isto é, a colocar a nossa vida, o nosso coração, o nosso amor e todo o nosso ser a serviço de Deus e dos irmãos. É bom que você saiba disso e que se jogue nesta grande aventura, já que Deus, não só não quer que ninguém se perca, mas que tenha vida em plenitude. Afinal, nós somos seus filhos! Frei Patrício Sciadini |
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