Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Evangelização - Geral

Evangelização é o anúncio da Boa Nova que nos leva à comunhão e ao anseio de comunicar a todos os valores do Reino de Deus, vividos e proclamados por Jesus Cristo. É exigência da Evangelização o compromisso de promover a vida plena do próximo.

Jesus veio para “dar a vida” (Jo 10, 10). Isto significa a promessa de felicidade futura, mas também o empenho, já nessa vida, de manifestarmos o amor fraterno, garantindo ao próximo os benefícios espirituais e materiais de que necessita. Quem ama, ajuda!

REALIDADE

A Pastoral Social nos convoca para assegurarmos o desenvolvimento integral da pessoa. O zelo pela vida do próximo suscita e dinamiza toda pastoral social e expressa o compromisso de fraternidade cristã, fruto dos mandamentos do amor. Na raiz da Pastoral Social encontramos o olhar de fé em Cristo que nos revela a dignidade de cada pessoa humana, criada por amor e elevada à graça da filiação divina.

À luz da mesma fé, segue-se que o relacionamento entre as pessoas deverá alcançar o nível mais alto da fraternidade, com todos os valores do Reino:


"Os lideres são chamados à descobrir onde se encontram os irmãos mais carentes"

- a justiça, a partilha, o perdão, a concórdia e a paz. Aqui está o grande desafio para a Igreja e especialmente para os líderes: como explicar que nosso País tão marcado pelo ensinamento do Evangelho, apresente tamanha desigualdade social?

Basta considerar a distância entre a riqueza de poucos e a miséria de grande parte da população. Porque será que ainda não temos conseguido viver em coerência a fraternidade? Isto explica também o enfraquecimento da ação evangelizadora diante de outras religiões e a necessidade de, cada vez mais, unir fé e vida, pregação da doutrina e testemunho de justiça, solidariedade e partilha.

EXIGÊNCIAS

Aqui encontramos a exigência básica da Pastoral Social, a saber, a urgência de construirmos a sociedade justa, solidária e fraterna, a partir da conversão pessoal e do modo de vida evangélica. Diante da fome, da miséria, da multidão dos sem terra e sem teto, dos que não têm acesso ao trabalho, qual é a nossa atitude?

Se acreditamos que somos irmãos e irmãs, a força de nossa fé deve nos levar a gestos concretos de partilha e doação. É este relacionamento fraterno que há de transformar a sociedade, marcada pelo egoísmo e esquecimento do próximo. Não basta a redistribuição dos bens materiais, é preciso mais. Temos que alcançar a verdadeira estima, respeito e amor fraternos que Jesus nos ensinou.

É este amor que abre os horizontes dos vários setores da Pastoral Social:

- o amparo à criança e ao jovem, o cuidado dos enfermos e idosos, a solidariedade com os pobres e o empenho para que sejam sujeitos de sua promoção, a atenção humanitária aos encarcerados, aos migrantes e a todos que padecem privações, as lutas pelas políticas públicas, etc.

Jesus afirma:

- “Tive fome e me destes de comer” (Mt 25, 40), justamente para mostrar o valor de cada pessoa, com a qual ele se identifica e o serviço fraterno que nasce do amor.

SOMOS CONVOCADOS

Hoje, os líderes são chamados a descobrir, com maior zelo, onde se encontram os irmãos e irmãs mais carentes, para oferecer-lhes condições dignas de vida. Temos que identificá-los, perceber seus sofrimentos, convocar a comunidade e ir em auxílio de quem padece. Aprendamos com Maria, Mãe e Mestra, a perceber a necessidade do próximo e assumirmos com alegria o serviço dos irmãos.

Nas comunidades, precisa-se do empenho dos líderes, para a vivência da oração e da liturgia, o crescimento na fé e na doutrina, fortalecendo e dinamizando a prática da caridade que se manifesta nos múltiplos serviços da Pastoral Social. A sociedade solidária que todos almejamos neste mundo pluralista poderá receber seu mais válido incentivo e realização do testemunho da fraternidade cristã.

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