Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Evangelização - Geral

Todos querem saúde. Saúde é o que interessa. Porém, sentimos ao nosso redor e em cada um de nós, que ela se torna sempre mais vulnerável. Vendo com olhos realistas, o Brasil é um Hospital aberto, sem portas e sem janelas. A fome e o trabalho escravo, a violência, o desemprego e a tensão social, que se refletem em cada pessoa e nos grupos sociais, são a maior causa das doenças. No meio deste cenário terrível, surgem os exploradores da miséria com promessas de cura a qualquer doença.

A indústria da cura é uma provocação a Deus. É um atentado a Deus. É fazer Dele uma varinha mágica ou uma farmácia milagrosa. Todos os dias e horários, tanto em televisão como no rádio, se vê e se escuta testemunhos de pessoas que foram curadas por Deus através deste ou daquele iluminado. Milagres e mais milagres são contados. É o desespero humano explorado por grupos que, em nome de Deus, prometem cura para todos. O milagre, porém, dura pouco.

Deus não é um milagreiro a qualquer preço. Por que, havendo tanta gente que cura, o povo continua doente? Por que se fazem tantos milagres de curas e o povo continua indo a um hospital? É preciso curar e eliminar as causas. Todos os milagreiros estão convidados a fazer, em nome do povo brasileiro, o grande milagre da partilha do pão que Jesus fez. O grande milagre é a cura do sistema político e econômico, é o grande milagre da mudança dos corações dos abastados e de todos os governantes. Jesus nos convida para o milagre da partilha do pão.

Ele continua dizendo:

“Tragam aqui os pães e os peixes”. E a partilha dos pães e dos peixes saciou a fome de todos.

MINHA DOENÇA

As pessoas se fazem doentes. Sempre imaginamos que as doenças vêm de fora para dentro. Pode acontecer. Usamos muito a expressão: “a gripe me pegou”. Imaginamos as doenças passando por aí, e de repente pegam na gente. Nem sempre é assim. Há vírus e bactérias que chegam na gente, mas muitas doenças somos nós que as fabricamos ou atraímos. É bom sempre rever nossos sentimentos e emoções.

Quando eles não andam bem, o corpo vai entrando no mesmo ritmo, e as doenças aparecem. A alegria cura as doenças. Não só cura, mas previne. Pessoas tristes, desocupadas e fechadas em si mesmas, são muito mais propensas às doenças. É preciso deixar de lado as raivas, os ressentimentos, as mágoas, os ódios, as intolerâncias.

É preciso viver. Para que se preocupar com tudo isso? Só têm tempo para isso as mentes, os corações e os corpos desocupados. É preciso dizer: eu não tenho tempo para ficar doente.

Wilson João
www.capuchinhosrs.org.br

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