Jornal - "MISSÃO JOVEM"
História do Mês
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- Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado. Houve nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase destruiu totalmente as construções lá existentes. Nesta hora, este homem estava em uma estrada e, ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho estava na escola. Foi imediatamente para lá e a encontrou totalmente destruída. Não restou uma única parede de pé. Tomado de uma enorme tristeza, ficou ali ouvindo a voz feliz de seu filho e a sua promessa (não cumprida): Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado. Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam.
Olhava as paredes, aquele rostinho confiante... Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer, em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão... corredor... virou a direita... e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa: Haja o que houver, eu sempre estarei com você. E ele não estava... Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais que, embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:
Mas ninguém o ajudava. Pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Havia outros locais com mais esperança. Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
Ele retrucava:
Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali. 5, 10, 12, 22, 24, 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
Esta história é verídica. Enviada por Eliomar Barth |
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