Jornal - "MISSÃO JOVEM"

História do Mês

m rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida luxuosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos mal eram formulados e já estavam realizados.

Tinha perdido a vontade de viver. Percebeu a rotina e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco. Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha que ser obedecida.

Nos primeiros dias, o mandarim se deixou barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã.

O mandarim passou então a viver cada diacomo se fosse o último. Assim, livre da “obrigação de viver”, o rico homem começou a perceber como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades.

Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver!

O barbear começou a ser uma agonia após ter tomado consciência do valor da vida, e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro para não cortarlhe mais a garganta, mandou o barbeiro embora e contratou outro, por via das dúvidas. Queria mesmo era viver!

Extraída do site: www.metaforas.com.br

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.” (Legião Urbana)

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