Era uma vez um velho que nunca tinha sido jovem. Em toda a sua vida nunca tinha aprendido a viver, não tendo aprendido a viver não conseguia nem morrer.
Não tinha esperanças e perturbações; não sabia chorar e nem sorrir.
Passava seus dias pensando, sentado na porta de sua choupana, sem dignar-se de olhar para o céu, o imenso cristal azul que, também para ele, o Senhor cada dia limpava com o algodão das nuvens. Tinha tanta idade que o povo o achava muito sábio e procurava valorizar sua quase secular experiência.
Jornal - "MISSÃO JOVEM"
História do Mês
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- O que devemos fazer para alcançar a felicidade? - perguntaram-lhe os jovens. - A felicidade é uma invenção dos estúpidos, respondia o velho. Passavam homens de alma nobre, desejosos de se tornarem úteis
ao próximo e perguntavam: Também os artistas e os poetas consultavam o velho: - Ensina-nos a exprimir os sentimentos que temos no coração. Pouco a pouco, de seu cantinho miserável, onde não vingavam
flores e não cantavam pássaros, suas idéias malignas
e tristes influenciaram o mundo. O menino obedeceu. Com os bracinhos tenros, abraçou o pescoço do velho e lhe deu um beijo úmido e sonoro, sobre a face enrugada. Pela primeira vez o velho ficou estupefato. Seus olhos de repente tornaram-se límpidos, porque nunca e ninguém o tinha beijado. Assim o velho abriu os olhos à vida e morreu sorrindo. |
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