Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Igreja no Mundo
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A história da Igreja situa-se dentro do plano eterno de Deus de salvar o gênero humano.A história da Igreja situa-se dentro do plano eterno de Deus de salvar o gênero humano.
Após o pecado dos primeiros pais, o plano de salvação passou a ser a redenção. Para isso, o Filho de Deus escolheu o caminho da encarnação num povo concreto, o povo judeu, no ventre de uma ulher, Maria de Nazaré. Nascido em Belém, criado em Nazaré da Galiléia, aos trinta anos Jesus iniciou sua missão, congregando discípulos que o aceitassem como Senhor e Salvador. Dentre eles escolheu doze, denominados apóstolos, com quem compartilhou, de modo mais íntimo, sua palavra e vida. Sua mensagem se distanciava do legalismo do templo de Jerusalém e, seguindo o espírito dos grandes profetas do Antigo Testamento, anunciava um culto em espírito e verdade, concretizado na prática da misericórdia para com todos os excluídos: pecadores, órfãos, viúvas, estrangeiros, doentes e pobres... Tudo fez para congregar em si os filhos de Deus dispersos.
No terceiro ano de sua vida pública, estando em Jerusalém para a festa da Páscoa, Jesus foi preso, condenado à morte e crucificado. Sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e apareceu aos apóstolos, às mulheres, discípulos, centenas de pessoas do meio do povo. Quarenta dias após a ressurreição, subiu aos céus, reassumindo a condição divina. O Filho de Deus feito homem levou ao seio da Trindade a natureza humana. Assim se realizou o projeto divino de salvação: a divinização do ser humano através da humanização do Filho. Do ponto de vista teológico, a Igreja tem início na Sexta-feira santa, com a morte redentora de Jesus Cristo. Mas, a comunidade cristã visível começa com a efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes. A missão do Espírito, prometido por Jesus, dá vida a um novo povo. Movido pelo entusiasmo, Pedro se põe a falar, convidando os ouvintes à conversão e ao batismo. Nesse dia agregou à Igreja 5 mil convertidos (At 2,41; 4,4). Os ouvintes de Pedro eram judeus provenientes das mais distantes regiões do império romano e que estavam em Jerusalém para a festa (At 2,9-10). São eles que levam para os pontos mais distantes do império a notícia de um homem de Nazaré, crucificado e ressuscitado, Messias de Deus e que falam da experiência do Espírito Santo. Cheios de entusiasmo comentam milagres, curas, libertações, pecadores convertidos, homens e mulheres que deixavam tudo para se fazerem missionários da fé renovada, pescadores ignorantes que repentinamente falam maravilhas, arrastando as pessoas para esse novo caminho de vida e salvação, aceitando a prisão, os açoites, a difamação, mas perseverando fiéis a Jesus Cristo, seu único Senhor. Surge um novo modo de viver a fé: a multidão era um só coração e uma só alma. Tinha tudo em comum e ninguém passava necessidade (At 4,32-35). Certamente havia também egoísmo, competição..., mas a partilha fraterna era o ideal anunciado para os seguidores de Jesus. Não basta ir ao templo de pedra e barro, nem basta elevar as mãos ao céu: é necessário tocar o coração humano com a misericórdia.
É importante lembrar que os primeiros cristãos foram judeus e se consideravam judeus, mas com um modo diferente de viver a Lei e os Profetas. Os judeu-cristãos viviam lado a lado com os judeus, que os admiravam, mesmo não assumindo sua fé. O mundo religioso judaico era multifacetado, não havendo grandes problemas de convivência entre fariseus, saduceus, batistas, essênios, nazarenos, cristãos, considerados um grupo a mais no mundo judeu. São judeus, mas com algo diferente, como podemos ver
em Lucas, quando retrata as primeiras comunidades cristãs: Os
cristãos eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos,
na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações...
Diariamente freqüentavam o Templo e nas casas partiam o pão
(cf. At 2,42-47).
Concluindo, eram judeus e cristãos fervorosos.
Aumentando o número dos cristãos e dos grupos organizados, pouco a pouco estabeleceu-se uma constituição para a comunidade. As comunidades palestinenses, as mais antigas, tinham esta organização: Os apóstolos, que gozam da máxima autoridade: são testemunhas da ressurreição, pregadores, santificadores, organizadores. Pedro é o chefe, tendo ao seu lado Tiago e João. O grupo dos Sete, os diáconos, cuidava da assistência aos pobres, mas também pregava e batizava. Foi para terem mais tempo para a oração e para o anúncio da Palavra, que os apóstolos criaram o grupo dos diáconos, impondo as mãos sobre sete homens justos (At 6,5-6). Um deles era Estêvão, logo apedrejado em razão de sua fé.
Os presbíteros, que também possuem grande autoridade, executavam tarefas disciplinares, administrativas e doutrinais. Os profetas que, movidos pelo Espírito, formam uma categoria de carismáticos, com a missão de consolar, exortar, edificar, explicar o dom das línguas. Os evangelistas, com o ofício de pregadores. Pelo ano 34, um fato extraordinário movimentou a vida da comunidade cristã, marcando definitivamente a história da Igreja: no caminho de Damasco, o fariseu e perseguidor Saulo converte-se à nova fé. Pe. José Artulino Besen
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