Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Igreja no Mundo
"Meu Deus, o que foi que nós fizemos?"
No dia 9, três dias depois, um piloto americano deveria atingir alguns galpões de fábricas bélicas na cidade de Kyushu, mas as nuvens impediram a visualização e ele voou para o segundo objetivo, a cidade de Nagasaki. “Naquela explosão – relembra o Arcebispo de Nagasaki, Dom Joseph Takami Mitsuaki – morreram 8.500 cristãos”. Os efeitos das duas bombas atómicas foram horrorosos! Morreram cerca de 100 mil pessoas em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki. As vítimas eram civis, pois nenhuma das duas cidades era alvo militar muito importante.?
O IMPACTO DA BOMBA ATÔMICA
Homens e mulheres viam desprender-se a pele e o descarnar-se de suas mãos, enquanto seus cabelos pulverizavam-se em milésimos e os olhos simplesmente saltavam das órbitas. A nuvem que os cobriu, em apenas 30 segundos, avançou por 11 quilômetros, devorando tudo que encontrou pelo caminho. Se os Estados Unidos tivessem sido derrotados na guerra contra o Japão, o presidente e vários generais, como também os físicos que inventaram tal arma, certamente teriam sido julgados por crimes contra a humanidade. Mas a vitória, como sempre acontece, absolve tudo e dá aos vitoriosos o título de heróis.
Para completar sua infelicidade, por muito tempo foram proibidos de falar a respeito do que havia acontecido, temendo a repressão dos americanos que, naquela época, invadiram o Japão. Em 2 de setembro, a Segunda Guerra chegava ao fim deixando um saldo de 50 milhões de mortos em seis anos. Só o Japão teve mais de um milhão e oitocentas mil vítimas, além de 40% das cidades arrasadas e a economia totalmente destruída. A LIÇÃO DE NAGASAKI Está havendo atualmente uma acirrada discussão entre a Coréia do Norte, o Irã e os países ocidentais encabeçados pelos Estados Unidos, sobre o uso da energia nuclear. Sobre a experiência nuclear de Hiroshima e Nagasaki, existem posicionamentos diferentes. A Alemanha, por exemplo, apesar de algumas forças insistentes, resiste à utilização desta fonte de energia. Alguns países, mesmo sabendo dos riscos, continuam a utilizar porque precisam de fontes de energia. Outros ainda, há muito tempo, possuem poderosos arsenais de bombas atômicas, mais do que suficientes para destruir o mundo. Eles justificam sua posição pela necessidade de se defender. Dessa forma eles conservam sua supremacia militar. Podemos concluir que a energia nuclear, se bem empregada, pode ser um meio para o desenvolvimento e o bem estar dos povos, contudo, o caminho para que essa energia seja usada para o bem de todos os povos, passa bem próximo daquele que o pode levar a sua destruição. Nagasaki: o martírio de uma comunidade cristã São Francisco Xavier, já em 1550, escrevendo aos seus irmãos em Goa, afirmava:
No entanto, a mídia destacou sua presença na assistência às vítimas do terremoto de Kobe, em 1995, como também a visita do papa ao Japão e o grande afluxo dos japoneses às celebrações do grande Jubileu de 2000, em Roma, centro do catolicismo. A importância e a influência católica no Japão vai além dos dados numéricos. Renomadas são as universidades, escolas, hospitais e outras instituições sociais fundadas pelos missionários católicos e protestantes que retornaram ao Japão a partir de 1870.
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